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    PM de SP terá rede 4G exclusiva

    São Paulo – A Polícia Militar do Estado de São Paulo finalizou os testes da rede de alta velocidade que será usada nos tablets e outros dispositivos móveis da corporação.

    Durante oito meses, a PM testou a rede LTE (também chamada de 4G) em 700 MHz em uma infraestrutura proprietária fornecida pela Alcatel-Lucent e parceiros como IBM, Microsoft e a fabricante brasileira MXT.

    Segundo a PM, a nova rede substituirá a rede 3G que atualmente equipa os dispositivos móveis da Polícia Militar. Na rede 4G LTE, a corporação poderá trocar dados e transferir voz e vídeo em alta definição em tempo real em uma única frequência, além de integrar câmeras de vigilância espalhadas em diversos pontos do Estado.

    A infraestrutura rede 4G fornecida pela Alcatel-Lucent é de uso exclusivo da PM. Enquanto não há a alteração de frequência, a corporação usa a mesma cobertura 3G que é comercializada e compartilhada com outros clientes de operadoras de telefonia móvel.

    Em visita ao centro tecnológico da Alcatel-Lucent, que ocorreu nesta quinta-feira (26), a INFO conferiu o sistema que será usado pela PM. Nele, um painel mostrava as câmeras instaladas em escolas, no interior das viaturas, em pontos estratégicos da cidade e também em ambientes internos da empresa. Todos estes locais estavam conectados por meio da rede LTE.

    “Queremos mais rapidez na troca de dados, especialmente para os policiais em campo. O desafio é chegar ao local da ocorrência no menor tempo possível, além de planejar os pontos estratégicos das viaturas e verificar se os carros foram ao local da ocorrência”, diz o coronel Alfredo Deak Júnior, diretor de tecnologia da PM de São Paulo.

    A taxa máxima de transmissão da rede 4G LTE é de 100 Mbps, cerca de cinco vezes mais rápida do que o padrão 3G+, e aproximadamente 14 vezes mais ágil que a rede 3G. Segundo Deak, o pico de velocidade atingido durante os testes da cobertura 4G da PM foi de 60 Mbps.

    A Alcatel diz que os testes custaram 2 milhões de dólares para a empresa. Já a PM diz que implementar a infraestrutura em toda a região metropolitana de São Paulo custará 100 milhões de reais ao governo do Estado.

    A frequência de 700 MHz também poderá ser usada pelo rádio da PM, que hoje conta com 60 canais UHF para uma corporação formada por mais de 10 mil policiais, segundo o Coronel. Após a adoção da nova rede, os policiais terão 960 diferentes canais. “Com o uso da rede LTE, será cerca de um canal para cada 10 policiais”, diz Deak.

    Hoje, os policiais militares possuem tablets e dispositivos GPS conectados à internet 3G que permitem o acesso ao banco de dados da PM para consultas de histórico de antecedentes criminais, boletins de ocorrência, mapeamento criminal e outros relatórios. “A rede 3G é boa, mas não suporta recursos que demandam mais velocidade e capacidade de transmissão de dados. É inviável gerenciar todas estas câmeras na rede atual”, diz Deak.

    Por precaução, a PM diz que, em casos onde não há cobertura da rede 4G LTE, será possível usar a cobertura de rede das operadoras. Além disso, cada carro da corporação servirá de hotspot e poderá replicar o sinal de rede disponível no local.

    Segundo Deak, o uso da rede de alta velocidade vai além da troca de dados em campo. O planejamento de rota dos policiais, que é feita semanalmente e presencialmente, também poderá ser feita por meio do computador. O policial entrará em uma cabine e, após se apresentar eletronicamente, obterá a programação que deve ser seguida. A identificação do policial será feita por meio de RFID (radiofrequência).

    Hoje, 12 mil tablets e 9000 GPS portáteis são usados pela PM. “A frota é estável e não há a intenção de comprar mais dispositivos”, diz Deak. Segundo o coronel, 645 municípios são atendidos por 100 mil policiais militares, 17 mil viaturas, 23 helicópteros, dois navios, 500 cães e cavalos e 600 lanchas. Diariamente, há 180 mil ocorrências de 43 milhões de pessoas que moram no Estado de São Paulo. O orçamento para manter a área de tecnologia da PM é de 180 milhões de reais, afirma o coronel.

    Toda a infraestrutura de rede 4G só poderá ser colocada em prática após a PM receber a aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

    Apesar do otimismo da PM na implementação da rede LTE, ainda não há data definida para a Anatel permitir o uso desta frequência por órgãos públicos. Deak acredita que a Agência libere parte do espectro de 700 MHz ainda este ano.

    fonte: PM de SP ter rede 4G exclusiva - TI - Not
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  2. #2
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    Infelizmente vários sistemas WiMAX e LTE se apropriaram indevidamente da nomenclatura 4G... a primeira tecnologia que atingirá os requisitos 4G é a LTE-Advance(d), ainda não disponível comercialmente.

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