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  1. #1
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    Governo estuda implantação de internet 0800

    Objetivo é ampliar acesso da população a serviços como governo eletrônico, atendimento ao consumidor e operações bancárias online

    Brasília, 9/2/2012 – O governo está realizando estudos para implementar a chamada tarifação reversa da banda larga móvel. Por meio desse sistema, os provedores de conteúdo (sites) pagariam o acesso dos usuários, realizado a partir de dispositivos móveis (tablets, celulares, smartphones e modems 3G). A informação foi dada esta semana pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a Campus Party Brasil, em São Paulo.

    “Não temos conhecimento de nenhum modelo internacional parecido. Acho que isso será meio tupiniquim”, afirmou o ministro Paulo Bernardo. Segundo ele, a ideia é que o serviço seja pago pelo site ao qual o internauta vai ser conectado: “Queremos desenvolver uma conexão de internet onde a pessoa entra para fazer reclamação, é atendida em call center, realiza compras e faz operações bancárias sem ter de pagar pela conexão”.

    A chamada “internet 0800” vai facilitar o acesso das classes mais pobres da população ao conteúdo digital, já que não seria necessário ter um pacote de dados para acessar determinados tipos de conteúdo.

    Outra vantagem é a aproximação entre o governo e os cidadãos, já que a banda larga reversa pode funcionar como uma plataforma para a prestação de diversos serviços governamentais pela internet, sem que seja necessário para o usuário pagar pelo acesso, como educação, saúde, trabalho e previdência. Para realizar uma conexão a esses serviços de governo, não seria preciso que o usuário tivesse créditos em seu celular pré-pago, por exemplo.

    A escolha de um modelo de solução técnica para a utilização desse sistema de tarifação ainda depende de discussões entre Ministério das Comunicações, Anatel e operadoras, com participação do Ministério do Planejamento e do CPqD.

    Projeto-piloto
    Um projeto-piloto do sistema deverá ser desenvolvido na primeira quinzena de março, na localidade do Varjão, na periferia do Distrito Federal. O MiniCom está em contato com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do DF, que demonstrou interesse em participar do projeto, oferecendo apoio para selecionar as pessoas que testarão o serviço. Governo e operadoras também estão definindo a participação das empresas no projeto-piloto, além de definir quais os sites que poderão ser acessados.

    Criação de domínio
    Para implementar a tarifação reversa, está sendo estudada a possibilidade de serem criados domínios específicos na rede mundial de computadores, como “0800.gov.br” ou “0800.com.br”.

    fonte: 09/02/12 - Governo estuda implanta
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  2. #2
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    Outro balão de ensaio para demonstrar estupidez e má fé?

    Quem sabe uma idéia brilhante como uma estrela seja
    colocar os PTTs do cartório NIC-BR atuando como pedágio
    da Taxa Jabuticaba. Eu presto um serviço para o usuário e
    ainda pago (sou obrigado a pagar) o custo do acesso dele.

    Esse é um governo de muitos direitos e pouquissimas obrigações.
    Última edição por 5ms; 13-02-2012 às 11:58.

  3. #3
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    Outro balão de ensaio para demonstrar estupidez e má fé?

    Quem sabe uma idéia brilhante como uma estrela seja
    colocar os PTTs do cartório NIC-BR atuando como pedágio
    da Taxa Jabuticaba. Eu presto um serviço para o usuário e
    ainda pago (sou obrigado a pagar) o custo do acesso dele.

    Esse é um governo de muitos direitos e pouquissimas obrigações.
    Violência gratuita contra o NIC.br, 5ms... o NIC.br nem foi citado e o máximo que pode fazer é operar o registro de 0800.br (se é que precisa disso, eu acho que não). Eu imagino que a infra-estrutura será 100% de portas dial das teles que hoje estão ociosas com a migração de dial-up para banda-larga, com tuneladores com captive-portal (como já tem o iG, por exemplo) para que quando alguém ligar para 0i00<nnnn> e <nnn>, é forçado a ficar no site do contratante. Por exemplo: se é o 0i00 do plano de saúde xyz, qualquer acesso toma um redirect para xyzsaude.com.br.

    Quem ganha isso são os mesmos que ganham o acesso discado gratuito.

    Se for usada a infra-estrutura móvel, vai ser um equivalente só que com códigos de APN específicos... de qualquer forma, ganha quem tem a infra-estrutura e paga quem precisa dela.

  4. #4
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    Violência gratuita contra o NIC.br? Violência é obrigar todas as operadores se conectarem nos PTTs operados pelo NIC-BR. Se esses absurdo se concretizar, a possibilidade do NIC-BR ser usado como posto de pedágio existe. Você imaginou uma solução (100% de portas dial das teles) eu conjecturei outra (PTTs como câmara de compensação).

    A minha critica quanto a Taxa Jabuticaba é que ela implementa a força do poder politico e econômico na Internet. Ela amplia a divisão digital ao invés de reduzir. Simples assim.

    O cidadão de "primeira classe" paga R$0,50 por dia usando o pré-pago da TIM para acessar QUALQUER site do mundo. Já o "beneficiado" do projeto Jabuticaba é igual aquela freguesa bonita da feira, não paga mas também não leva. O primeiro pode ler o blog da oposionista cubana, o segundo só pode ler o blog da Petrobras ou do Paulo Henrique Amorim. O primeiro vai ter "a disposição" todos os sites que o governo tiver interesse que os descamisados tenham acesso e sabemos que o governo não economiza quando se trata de anunciar em veiculos isentos como a Carta Capital, por exemplo, o que viabiliza despesas com a taxa Jabuticaba.

    Essa é a primeira parte da maldade.

    A segunda parte da maldade é que um Estadão ou uma Veja não vão deixar a Carta Capital, os Caros Amigos e o blog do PHA tomarem conta do mercado dos descamisados e vão pagar também. Contudo, as zilhões de opiniões de blogs independentes estarão fora do alcance dos "beneficiados". No final a alternativa de opinião estará limitada à governamental, à estatal e à de grandes grupos privados.

    Não que isso afete apenas sites de opinião. O pobre coitado que tem um site de comércio eletrônico e paga R$30-40 em um Sedex para entregar a mercadoria é virtualmente eliminado na concorrencia com os ricos e poderosos nesse sonho estupido (delirio?) de dar acesso grátis a apenas determinados sites aos descamisados.

    É óbvio que as consequencias poderão ser muito maiores do que exemplifiquei. Se a TIM aceita R$0,50 por 1 dia de acesso irrestrito, quanto cobraria de uma megaempresa por zilhões de minutos de acesso? E se os servidores ficarem na rede da TIM (modelo do acesso discado gratuito), qual seria o custo? Facebook e Google, por exemplo, poderiam fazer contratos super vantajosos com as operadoras impondo mais uma barreira aos concorrentes além de aumentar a receita com anúncios.

    Em algum momento, todos os sites de maior interesse estariam garantindo as receitas das operadoras, o "acesso livre" acabaria custando mais caro, a diversidade de sites e blogs nacionais diminuiria por falta de visitantes.

    Como poderão sites iniciantes competir com os mamutes? Como poderão pequenos empresários competir com tubarões? Como poderão pequenos partidos e movimentos sociais obter atenção?

    A idéia é péssima.

    Se quer dar acesso, que seja livre. Basta mais uma canetada autoritária obrigando as operadores a concederem aos pré-pagos franquia de x horas mensais de acesso à Internet e fim.
    Última edição por 5ms; 14-02-2012 às 08:40.

  5. #5
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    PS: Esqueci de ressaltar que a proposta é contrária ao que o Rubens tinha defendido outro dia. Eu tinha postado que existia uma perspetiva de saturação da comunicação via celular e o Rubens argumentou que o acesso Internet dos celulares futuramente seria majoritariamente via WI-FI, que eu concordo ser uma solução muito melhor. A proposta Jabuticaba ao invés de impulsionar a instalação de hot-spots e amenizar o problema, caminha no sentido inverso e tem o potencial de matar os hot-spots e congestionar o tráfego celular.
    Última edição por 5ms; 14-02-2012 às 08:53.

  6. #6
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    bom...

    não tenho a menor capcidade para me meter nos argumentos tecnicos de voces, mas o que esta me parecendo é o de sempre, pura politicagem, assim como os buzilhões de beneficios trabalhistas que cresce a medida que um novo politico quer se eleger, a moda agora poderá ser dar (o que não é seu) da internet
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  7. #7
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    Winger, sempre foi do interesse dos politicos manter o eleitorado na ignorância ou fornecer informação cuidadosamente filtrada. O maior poder do Ministério das Comunicações sempre foi conceder estações de rádio a politicos e a população dos feudos eleitorais contemplados sempre ficou restrita aos jornais, rádios e TVs de grupos. No Maranhão, sequer o livro sobre o Sarney pode ser vendido em livrarias. Quando o governo fala em controlar, democratizar, a midia o objetivo é o mesmo dos coronéis do sertão, substituidos por sindicatos e movimentos sociais e religiosos nos grandes centros em busca de rádios e TVs. O problema é que esse modelo de controle está vazando água por causa da Internet. O Lula pode gastar bilhões numa TV e ainda assim um blog hospedado gratitamente pode ter uma audiência muito maior e mais qualificada. Não se engane, os veiculos tradicionais(em todo o mundo) também não gostam nem um pouco da Internet. O que o Ministério das Comunicações está fazendo é tentar se apropriar da Internet para voltar a exercer o antigo poder. Sempre sob o falso argumento que é para o beneficio de 200 milhões de usuários, descamisados, etc.

    Muita gente foi levada a acreditar que a briga de 10 anos atrás do UOL com os provedores de acesso discado gratuito, em especial com o iG, foi por causa da (perda de) receita com o acesso quando a batalha travada era para impedir um novo player no cenário do jornalismo nacional, tudo mais sendo secundário. O iG tinha contratado grandes nomes do jornalismo nacional e era uma grande ameaça porque tinha tráfego nacional considerável ("o maior provedor gratuito do Brasil") e exibia noticias quase em tempo real (daí o nome "ultimo segundo"). Era imperativo quebrar a perna do iG e de sites como o independente NoMinimo e até do discutivel Observatório da Imprensa (que tomou um pé-na-bunda do UOL por não ser suficientemente submisso aos grupos Folha e Abril, então controladores do UOL, e foi se abrigar no iG).

    O projeto Jabuticaba é a versão totalitária do acesso gratuito à Internet de 2000, é o acesso sem liberdade de escolher os sites a serem visitados. Tivesse o iG feito algo assim na época, imagine qual teria sido a intensidade dos urros desses imbecis que agora estão no governo.
    Última edição por 5ms; 14-02-2012 às 10:49.

  8. #8
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    Acabei de receber um e-mail com o resumo das manchetes do site Comunique-se. É um CQD (como queriamos demonstrar) do que postei



    "Todos são produtores de informação e podem atuar como jornalistas", diz Brasil 247

    Em matéria publicada no último sábado, 11, o site Brasil 247 abordou o futuro do jornalismo e defendeu que todos podem ser jornalistas. Segundo a opinião do veículo, "o futuro da informação, inclusive a jornalística, é gratuito".…


    Folha de São Paulo é a principal fonte de informação dos deputados, aponta estudo

    O levantamento realizado pelo instituto FSB Pesquisa mostrou que o jornal que mais serve como fonte de informação para os deputados federais é a Folha de São…

  9. #9
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    Reflexões sobre o que foi publicado desse assunto:
    - Provavelmente o "0800 Internet" seja sim via 3G. (infelizmente)
    - O serviço estaria disponível mesmo para quem não tem plano de dados
    - Funcionaria igual às ofertas de serviço das móveis que tem "acesso ilimitado a redes sociais": eles tem algum acordo ou de liberação de IPs ou de tunelamento por proxy que isenta esses bytes trafegados da cota
    - Não vai adiantar nada para quem tem 3G ilimitado
    - Para quem tem plano de dados por MB, esses MB não saíram da quota.
    - Provavelmente vai utilizar protocolos extremamente automatizados como planilhas Excel por e-mail entre operadoras móveis e sites "0800"
    - Em algum momento vai-se desistir do 0800.br por que digitar números é ruim em Smartphones (a caixa de preenchimento de URL normalmente tem letras e precisaria ser chaveada para números e depois para letras de volta) e o começo com dígito pode ser confundindo com IP numérico por algumas aplicações. Se já funciona nas redes sociais sem domínio específico, porque seria usado nesse caso ?

  10. #10
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    Eu acrescentaria que um "site não é mais uma ilha", os links de uma página não são necessariamente restritos ao dominio. Um site de comércio eletrônico razoável inclui links para os fabricantes dos produtos (videos, manuais, imagens), para sites de avaliação de produtos e do próprio vendedor, pesquisa de CEP e acompanhamento de remessas nos Correios, acompanhamento de remessas via transportadoras, terceirização de meios de pagamento, noticias publicadas sobre a empresa, pesquisas de satisfação, etc.

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