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  1. #1
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    Onde encontrar um bom funcionário ?

    Caros amigos

    Onde e de que forma vocês procuram parceiros ou mesmo funcionários para suas empresas/negócios ?
    A busca em sites de empregos (tipo CATTO) me parecem uma boa pedida - que tipo de experiencias vcs tiveram ?

    Faço estas perguntas pois preciso desesperadamente encontrar pessoal TÉCNICO e que seja SÉRIO para fazer parte de nossa equipe - desde julho do ano passado por problemas diversos minha equipe diminuiu pela metade e até hoje não consegui (depois de 4 experiencias que prefiro esquecer) encontrar ninguém a altura dos que saíram. Não me refiro apenas a parte técnica mas me refiro mais a RESPONSABILIDADE e PROFISSIONALISMO - afinal trabalhar em casa de forma PRODUTIVA não é para qualquer um. Só encontrei moleques.

    Isso se reflete na qualidade de meu suporte e tempo de atendimento, já está chegando - pelo menos na minha visão - no limite do aceitável.

    Alguma dica ?

  2. #2
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    Quanto eu procurava por técnicos de hardware, tentei de tudo, anuncio, catho, empresas de rh, etc..., mas no final, os melhores resultados que tive, foram indicações de amigos..., já testou "espalhar a notícia" entre seus conhecidos?
    Siga-nos em nosso twitter: @wht_brasil

  3. #3
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    Esse é um grande problema para pequenas e médias. Se o sujeito é bom, ele vai querer ter o próprio negócio. Se é meia-boca ou ovelha, vai ficar tentando passar em concursos públicos. Se é um vigarista, vai tentar roubar seus clientes ou entrar na justiça do trabalho com alegações falsas tentando extorquir você -- O Brasil é recordista mundial: 2 milhões de novas ações por ano; EUA, 75 mil.

    O que nós tentamos fazer é pescar alunos em faculdades e indicações. Anúncio em jornal nem pensar, só tem franco-atirador.

  4. #4
    Louco pelo WHT Brasil
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    O melhor resultado que obtive foi colocando enigmas, puzzles técnicos em locais de anúncio normais de oferta de emprego. O output do enigma (que não é nada complicado demais, só prova que o cara sabe o que está fazendo) é o meu contato para marcar uma entrevista. Assim excluí os tecnicamente despreparados e os preguiçosos logo de cara.

  5. #5
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    No campo teórico, existem alguns estudos que mostram que os melhores profissionais mudam de emprego através de networking, e não respondendo anúncios, enviando curriculos, ou postando em sites como o da Catho -- tipicamente se candidatam a uma vaga de emprego somente 1 ou 2 vezes em toda a sua vida.

    O problema de selecionar através de anúncios de vagas é que você contrata o menos pior dos que se oferecem para o cargo. Se você recebe 100 candidatos e contrata 1, supostamente você está contratando um funcionário do seleto grupo dos "top 1%". Entretanto, grande parte dos 99% pertence a uma população flutuante que se candidata a cada vaga anunciada, mesmo que não tenha as qualificações requeridas.

    Nós assistimos essa situação todo santo dia porque um dos serviços que prestamos para uma empresa cliente é operar o telemarketing deles, que é receptivo. A posição é de vendedor e existe um abismo entre os primeiros e os últimos colocados, coisa de 5 vezes mais, o que é terrivel porque significa que aquela ligação do interessado vai converter em venda com 5 vezes mais chances se for atendida pelos melhores vendedores do que pelos meia-boca. Como são milhares de ligações por dia, a perda de possiveis clientes e receita pode ser elevada se deixar a coisa solta, o que força a constante substituição dos vendedores que tem desempenho ruim, o que por sua vez implica em um continuo processo de contratação, que no caso usa anúncios e empresas de RH para selecionar candidatos, um pesadelo que mistura gente despreparada e ações na justiça com profissionais brilhantes.
    Última edição por 5ms; 21-03-2012 às 07:48.

  6. #6
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    Esse é um grande problema para pequenas e médias. Se o sujeito é bom, ele vai querer ter o próprio negócio. Se é meia-boca ou ovelha, vai ficar tentando passar em concursos públicos. Se é um vigarista, vai tentar roubar seus clientes ou entrar na justiça do trabalho com alegações falsas tentando extorquir você -- O Brasil é recordista mundial: 2 milhões de novas ações por ano; EUA, 75 mil.

    O que nós tentamos fazer é pescar alunos em faculdades e indicações. Anúncio em jornal nem pensar, só tem franco-atirador.
    Eu nunca contratei ninguém para cargo fixo, só para freelas, enão não posso opinar muito. Mas não posso deixar de concordar com e completar a primeira afirmação, o sujeito que é bom vai querer ter o próprio negócio a menos que ele tenha um perfil anti-empreendedor (se tem filhos por exemplo e quer garantir alguma estabilidade).

    Não obstante, os vigaristas e os iniciantes, dependendo do lugar, também vão querer ter o próprio negócio e/ou te passar a perna, "achando" que são bons e dando de cara na parede e no poste nas coisas mais básicas. É o famoso "tem muito moleque que aprendeu meia duzia de comandos no cPanel e acha que já sabe tudo de todas as áreas de negócio de hosting", e depois senta e chora pela mamãe quando sofre a primeira invasão.

    Nos EUA ainda é pior em termos de ser massivo, porque faz parte do "sonho americano" e da cultura local e interna ter o próprio negócio lucrativo e assim conquistar a independência, e a criançada mesmo leva isso do empreendedorismo a extremos, a partir dos 14 anos de idade principalmente (para ter seu carrinho aos 16). Antigamente eles entregavam jornal, vendiam limonada (garotas escoteiras vendem biscoitinhos) e cortavam grama; hoje em dia eles fazem site e vendem hosting. E tem exemplos de sucesso, para "atiçar" ainda mais: O dono da Steadfast, um dos maiores datacenters de Chicago, começou assim, e hoje com 25 anos de idade já tem um negócio sério pra lá de milionário com várias empresas de Wall Street.

  7. #7
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    Concordo com você Cresci, mas essa questão da estabilidade força o sujeito que é bom a procurar empresas grandes, bem estabelecidas, e ele encontra emprego fácil lá. Por isso que eu iniciei com a ressalva que para pequenas e médias empresas é um problema grande, porque você tem dificuldade de atrair e também de manter os melhores, ainda que o trabalho seja interessante, o salário seja competitivo. Em alguma hora você acaba ouvindo um discurso mais ou menos assim "adoro trabalhar aqui, adoro o que eu faço, mas agora que eu casei, tem um filho a caminho, preciso pensar em segurança, estabilidade" e o sujeito parte para ganhar até menos e trabalhar descontente numa Eletrobras ou Transpetro da vida por pressão da familia. Os mais espertos, por isso mesmo, jamais passam pela PME, miram direto nas multinacionais, bancos, etc.

  8. #8
    Se fosse comigo, procuraria em universidades, pois de início não é preciso pagar um salário tão alto e se ele for competente e se sentir valorizado, vai ficar no emprego por muitos anos.

  9. #9
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    Lucas, o profissional só vai ficar muitos anos se é iniciante atuando em um mercado saturado ou com barreira de entrada. Exemplo: advogado, jornalista, publicitário. Na área de computação, PME, não fica mesmo.
    Última edição por 5ms; 21-03-2012 às 13:04.

  10. #10
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    Concordo com você Cresci, mas essa questão da estabilidade força o sujeito que é bom a procurar empresas grandes, bem estabelecidas, e ele encontra emprego fácil lá. Por isso que eu iniciei com a ressalva que para pequenas e médias empresas é um problema grande, porque você tem dificuldade de atrair e também de manter os melhores, ainda que o trabalho seja interessante, o salário seja competitivo. Em alguma hora você acaba ouvindo um discurso mais ou menos assim "adoro trabalhar aqui, adoro o que eu faço, mas agora que eu casei, tem um filho a caminho, preciso pensar em segurança, estabilidade" e o sujeito parte para ganhar até menos e trabalhar descontente numa Eletrobras ou Transpetro da vida por pressão da familia. Os mais espertos, por isso mesmo, jamais passam pela PME, miram direto nas multinacionais, bancos, etc.
    O emprego "fácil" está no setor público/misto.
    Na iniciativa privada, é uma coisa de círculo seleto, em especial para a área de hosting, que aqui vou citar como "nossa".

    Na nossa área ainda há aquele ranço de temer importar um cara bom que veio de outra empresa, pelas razões clássicas (evitar vícios, medo do cara ser melhor até mesmo de quem o está contratando, etc). No Brasil, as top 5 "grandes e bem estabelecidas" ainda têm por cultura pegar o grosso dos seus funcionários no berçário ou completamente inexperientes, e ir treinando ele internamente aos moldes da empresa, virando ovelha (como vc mesmo diz) ou lemming (como eu costumo chamar). Trocas de cargo onde se vai trrazer gente de fora, em geral, é exceção, e só acontece em nivel gerencial médio-alto e alto/executivo, ou então para se resolver um problema/necessidade pontual que o cara externo vá resolver.
    Com isso, quem trabalha neste meio no Brasil em geral é quem está com a empresa desde cedo e, quando é demitido, acaba concorrendo para a panelinha. "Carne fresca" é um tanto quanto mais rara, o normal é frango requentado E as barreiras "alfandegárias" para a "carne fresca" aumentam muito, pois passam a exigir ITIL, COBIT, CCNA, MCSE, MCP, diabo a quatro - coisa de brasileiro, que adora colocar sobretaxa e imposto na importação ao invés de baixar o custo de produção nacional.

    Vou dar dois exemplos vida real, o de dois amigos (que vão permanecer anonimos) e o meu próprio:

    O amigo #1

    Este amigo é 5 anos mais velho que eu (eu tenho 30 anos). A idade e localização temporal aqui têm uma certa importância. Nos idos de 94 em diante, nós que éramos usuários de BBS migramos para a Internet, na época em que IRC era coisa de gente civilizada. Os jovens maiores de idade tinham um certo controle sobre os canais, por razões óbvias, eram mais responsáveis. Os adolescentes metidos a hacker ficavam tentando atacar os canais e redes para obter o status de Operador destes mesmos canais, causando o mesmo "ó" que temos hoje dos DDoS, em menor escala. Os admins reais então tentavam contornar o problema, e acabaram se tornando mestres nisso (até porque era época em que os jovens ali eram todos programadores BASIC/MSX, etc e aprendiam fácil). Já eu era adolescente, não era operador, e nem ficava criando caso nem querendo status, era apenas um usuário nerd comum (em 96 eu tinha 14 anos).
    Meu amigo era um desses operadores de canal. Com os "avanços" nas privatizações, etc, os admins de IRC brasileiros começaram pelo hobby a mexer com estas estruturas de hosting dos servidores de IRC, e com isso basicamente criaram a indústria nacional do IRC e os primeiros provedores de hosting, uma vez que não havia ninguém, eles foram lá e fizeram. Alguns destes foram fundar grandes empresas de internet (Elefante, IG, e outros provedores gratuitos) e este amigo em específico foi convidado a participar da criação de um datacenter no BR. De lá, foi escalando dentro da empresa, até que esta foi comprada e, com isso, como é padrão, os maiores salários foram convidados a se retirar.
    Graças à panelinha e a ter sido pioneiro, conseguiu vaga em outro top 5. Não durou muito por causa da cultura corporativa de ovelhas desse segundo top 5. Foi então para outro top 5 (o terceiro).Ficou lá por mais alguns anos e não tinha pretensão de sair, mas aí na panelinha ele foi aliciado de volta para o top 5 #2 com salário maior e trabalhando mais perto de casa (filhos); esse aliciamento só foi feito a nível de CEO/Executivo (reuniões estratégicas entre os grandes para atender clientes em comum, etc), e o CEO da top 5 #2 viu a m* que tinham feito em mandar o cara embora pq ele não estava no perfil, pois ele é brilhante no que faz, e mandou ordem de cima pra baixo pra contratar o cara e em posição gerencial alta.
    Esse amigo tem toda a potencialidade de ter o próprio negócio de hosting e gerenciá-lo com perfeição de baixo pra cima, mas #1: ele é mão-na-massa demais; #2: ele tem mulher e dois filhos recém-adolescentes. Não pode arriscar. E ele é um cara 100% certinho, nos conformes. Por isso, prefere ficar no intermediário que lhe dê garantias e um bom salário. Ele tinha ensino médio praticamente, fez a faculdade bem depois de empregado, só para constar o canudo.

    Amigo #2

    Este trabalhou comigo lá em 2000 na escola 24 horas, e tem a mesmíssima idade que eu. Houve um período daquele ano em que, além de eu trabalhar no fim de semana, eu cobri um horário de meia noite as 6AM dias alternados, pois haviam perdido 2 agentes de suporte. Durante esse tempo eu, o plantonista de fim de semana, conheci o pessoal que trabalhava nos turnos do dia (dias de semana). Um tempinho depois, o setor de telemática (o "data center" ou "server room" da empresa) abriu uma vaga, e meu chefe no suporte me perguntou se eu estava interessado. Como havia a questão da faculdade, declinei, e ele me perguntou então quem eu poderia indicar para a vaga. Eu indiquei esse colega de trabalho, que foi promovido àquele posto e, de lá, aprendeu o que podia sobre servidores, administração linux, fez seus cursos de certficação, e acabou em um datacenter e sendo um dos poucos experts certificados de uma certa softwarehouse linux. Depois, ele cresceu tanto que o mini-datacenter em que estava não dava mais conta, e ele foi "absorvido" então (mesmo processo de panelinha executiva do amigo #1) para uma das top 5, que por sinal foi para onde havia migrado a escola24h onde trabalhávamos. Lá ele cresceu mais internamente e hoje é o COO da empresa. Obviamente, ele também só fez a faculdade "para constar" em horário noturno. Também tem 2 filhos, não sei se arriscaria a ser empreendedor. Em outras palavras, se eu não tivesse me dedicado a faculdade, eu poderia estar no lugar dele, tranquilamente (e ambos temos conhecimento comparável, só que o dele obviamente é mais metodológico e compliant que o meu, que é construído unicamente à base de experiência e observação).

    (continua)

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