Segundo Vanderlei Rigatieri Jr., diretor geral da WDC Networks, há muito mais provedores de Internet no Brasil do que normalmente é divulgado pelos levantamentos da Anatel e de outras associações do país.

A Anatel fala em algo em torno de 2 mil operadoras de Serviço de Comunicação Multimídia
(SCM), as associações de provedores falam em cerca de 3 mil. Mas, para ele, “há mais de 6 mil provedores locais no Brasil”.

Ele faz tal afirmação do alto de sua experiência em uma expedição que a WDC realiza desde outubro de 2011 e que pretende visitar cada uma das 100 cidades que serão inicialmente contempladas pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). O objetivo é analisar a realidade da infraestrutura de telecomunicações, sobretudo dos serviços de dados e telefonia móvel dessas cidades.

A expedição atravessou as regiões Sul e Centro-Oeste, visitou 57 cidades, concluindo em março sua segunda etapa. “Foram 18,5 mil quilômetros rodados até agora (no total serão 35 mil) e a média do Centro-Oeste é de três provedores por cidade. No Sul, é ainda maior”, diz o diretor, que também pilota a pick-up adaptada com antenas e demais equipamentos de medição de sinais de telecom.

Rigatieri traz outro interessante dado. “A média de funcionários por provedor no Centro-Oeste e Sul é de 20 pessoas e ainda nem chegamos no Sudeste”. “Há 150 mil profissionais, diretos e indiretos, trabalhando nos provedores locais de Internet em todo o Brasil. Seria a quarta maior empresa de telecomunicações do país, em número de funcionários”.

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