Serviços de computação na nuvem devem se expandir ainda mais até o final de 2012, inclusive no Brasil, já que grandes empresas planejam investir boa parte de seus capitais no país.

No entanto, o que muita gente não se lembra é que, para armazenar todos esses dados, as companhias precisam recorrer a uma grande quantidade de energia. É claro que algumas organizações, como o Facebook, por exemplo, têm feito progressos para aumentar o uso de combustíveis fósseis e fontes renováveis na manutenção desses servidores e data centers. O problema é que ainda há um longo caminho para que outras entidades adotem medidas mais sustentáveis.

Para mostrar o quanto essa evolução é necessária, o Greenpeace produziu um vídeo focado em um data center da Apple que será erguido em Maiden, na Carolina do Norte e os riscos que o local pode trazer ao meio ambiente - na visão da ONG.

A pesquisa, intitulada "How Clean is Your Cloud?" ("O Quão Limpa é a sua Nuvem?", na tradução livre), vai mais além e revela a quantidade de energia "suja" utilizada por empresas de tecnologia, entre elas Amazon, Google, Microsoft e IBM. Foram avaliados mais de oitenta data centers, de 14 companhias.

"Empresas como Google, Yahoo e Facebook estão tomando medidas para utilizar energia limpa para alimentar suas nuvens. Já outras, como Apple, Amazon e Microsoft, ficaram para trás, optando por construir seus data centers movidos por carvão e energia nuclear. Mais da metade da demanda energética da Apple é abastecida por carvão e a energia nuclear é responsável por providenciar quase um terço do que a Amazon utiliza", diz o documento.

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