Os consumidores domésticos estão começando a descobrir que aquele plano de acesso fantástico de 100Mbps, 300Mbps, 1Gbps não proporciona a experiência imaginada devido a um pequenino detalhe: a taxa de transmissão depende do servidor que distribui o conteúdo e geralmente essas taxas são ajustadas para niveis muito menores do que a capacidade contratada pelo usuário. As operadoras já perceberam a resistência dos clientes migrarem para planos com taxas maiores e passaram a comercializar tais planos com apelos para familias, que seriam beneficiadas compartilhando o acesso com maior capacidade. Para muitos consumidores, o acesso à Internet desses planos é solução para um problema inexistente.

Note que a mesma opinião era corrente nos EUA na época do acesso discado. Como as ligações locais eram gratuitas e a Internet era usada principalmente para acessar e-mail, os americanos supostamente não tinham motivação para assinar planos banda larga, visão de mercado que acabou liquidando com a liderança da AOL.


Speedy broadband services outpace the Internet - The Boston Globe