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    Imposto pago pelas empresas de TI cai de 2,5% para 2% a partir de hoje, 1º de agosto

    A partir de hoje, 1º de agosto, o governo irá ampliar os incentivos tributários para o setor de Tecnologia da Informação e o imposto pago pelas empresas será de 2% do faturamento e não mais 2,5%. O pagamento do tributo continua a substituir a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento. O incentivo irá representar, em média, uma economia de 7 a 8% para as companhias do setor.

    A nova desoneração é a segunda medida do Plano Brasil Maior que beneficia o setor de TI. O programa do governo federal vem implantando diversos incentivos para alavancar o crescimento econômico brasileiro, desacelerado por conta da crise econômica mundial.

    Estima-se que o custo da mão de obra no setor é de 50% a 70%. A contribuição de 20% ao INSS tem grande impacto na folha de pagamento. Com a alíquota de 2% sobre o faturamento, a expectativa é que as empresas poupem de 7% a 8%. Segundo cálculos da Associação Brasileira das Empresas de TI (Brasscom), a economia pode chegar a R$ 1 bilhão por ano.

    Durante a articulação do plano, o presidente do Sindpd de São Paulo, Antonio Neto, participou ativamente das discussões que formularam o incentivo para o segmento por meio do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). Segundo ele, é preciso ficar alerta para assegurar que as empresas utilizem devidamente o benefício.

    “O estímulo que o governo está ampliando precisa ser revertido para o setor na forma de investimento em qualificação e remuneração para os profissionais de TI. Um dos gargalos da área é justamente a falta de mão de obra. Tornar a profissão mais atraente trará novos trabalhadores para a área, além de evitar que aqueles que já estão empregados migrem para outras companhias ou pior, para outras carreiras”, afirma.

    Neto acredita também que a economia levará as companhias a regularizarem a situação de funcionários que ainda trabalham de forma irregular - como Pessoas Jurídicas (PJ) e sereias (uma parte do salário é recebida sem tributação). “Com a redução do custo da mão de obra da folha de pagamento, cria-se um cenário favorável para a contratação formal, de acordo com as normas da CLT. Isso é fundamental para que haja uma competição justa entre as empresas do setor, os empresários que realizam contratações irregulares levam vantagem e isso prejudica quem age conforme manda a lei.”

    Tributação antiga

    A medida do Brasil Maior é, para o presidente do Sindpd de São Paulo, importante para adequar a tributação às necessidades do setor de serviços. Uma vez que a legislação tributária brasileira é antiga, anacrônica, e foi criada para estimular o desenvolvimento industrial. No entanto, o setor de serviços é a atual locomotiva da economia nacional, representando quase 70% do PIB. É necessário criar um ambiente favorável para que os serviços e, em especial, a área de TI continue crescendo.

    A primeira redução para o setor de TI foi anunciada em agosto de 2011 e a área já está sendo beneficiada pelo plano desde dezembro do ano passado, quando a mudança na contribuição previdenciária - de 20% sobre a folha de pagamentos para 2,5% do faturamento das empresas - começou a ser adotada.

    O setor de TI é um dos que mais cresce no país. Segundo a consultoria IDC, o mercado brasileiro de tecnologia da informação movimentou US$ 102,6 bilhões em 2011, um crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior. O levantamento leva em consideração apenas o volume gerado pelo mercado interno, sem contabilizar exportações e operações internacionais. A cifra representou 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2011.

    No primeiro semestre de 2012, o setor de serviços da informação cresceu 0,6%, três vezes mais que o PIB, que apresentou um crescimento de 0,2%. Se comparado ao mesmo período do ano passado, o aumento é ainda maior, 4,1%.

    link: Imposto pago pelas empresas de TI cai de 2,5% para 2% a partir de amanh [ Adrenaline.com.br ]
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  2. #2
    Guru Junior
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    Lembrando que isso é apenas relativo aos 20% de INSS sobre a folha que empresas, pelos quais as empresas passaram a pagar 2,5% a partir de 12/2011 e a partir de 08/2012, passa a ser de 2% (até 2014)
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  3. #3
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    Citação Postado originalmente por JulianoP Ver Post
    Lembrando que isso é apenas relativo aos 20% de INSS sobre a folha que empresas, pelos quais as empresas passaram a pagar 2,5% a partir de 12/2011 e a partir de 08/2012, passa a ser de 2% (até 2014)
    O que pode ser muito mais do que 20% da folha de pagamentos ...

  4. #4
    Guru Junior
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    2,5% estava empatando ou ficando mais caro em mtos casos. A Abranet fez uma pesquisa para brigar em Brasilia por uma desoneração real. Agora com 2% a conta começa a melhorar.
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  5. #5
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    Se você tem um negócio que é capital intensivo provavelmente 2% do faturamento sempre será superior a 20% da folha. Parece uma medida que talvez contribua para formalizar empregos em setores da economia de mão-de-obra intensiva mas que não desonera as despesas com leis sociais e não acredito no potencial de gerar novos empregos. Pode ser até uma medida que beneficia empresas ineficientes com empregados mal remunerados na concorrência com as enxutas. No Brasil, eu sempre me surpreendo com a relação faturamento/numero de empregados. É uma titica.

    Outro dia li uma excelente entrevista sobre localização de datacenters nos EUA (vou tentar encontrar o link e posto depois) onde o entrevistado comentava sobre as dezenas de critérios utilizados para decidir o local. Um desses critérios era a população e politicos locais, regionais, e estaduais NÃO exigirem a geração de empregos em contrapartida aos beneficios concedidos. Se a idéia é que o DC vai trazer empregos para a cidade, mesmo na fase de construção, esqueça. Um DC custa caro para construir, caro para equipar, caro para operar, mas a despesa operacional com mão-de-obra é insignificante.

    Mas não precisa pensar grande assim Eu tenho um amigo que aluga micros / notebooks / tablets / servidores / monitores / etc para empresas com manutenção prestada pelos fabricantes (antigo formato de negócios da IBM -- o pai dele era executivo da IBM antes de se aposentar). Pagar 2.5 ou 2.0% do faturamento seria aumento brutal de despesa comparado com 20% da folha.
    Última edição por 5ms; 04-08-2012 às 13:08.

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