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    Como a Foxconn fabrica iPads e iPhones no Brasil

    A materia é muito longa, não deu para por aqui, mas vale dar uma conferida em: Como a Foxconn fabrica iPads e iPhones no Brasil - Trending Blog - Blogs - INFO Online
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  2. #2
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    Quando a presidente Dilma lhe prometeu pesados incentivos fiscais, como os que permitem fabricar iPads no Brasil com desconto de 80% em impostos, na comparação com um tablet importado, Goe mudou o discurso. Em Pequim, disse que investiria 12 bilhões de dólares até 2015 no Brasil, geraria 100 mil empregos diretos, sendo 20 mil postos para engenheiros, iria transferir tecnologia e abrir no país sua primeira fábrica de telas de cristal líquido das Américas.

    Na avaliação de Hugo Valério, diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) ... classifica como “exageradas” as promessas de Mercadante. “Toda a indústria nacional de eletrônicos emprega hoje 120 mil pessoas. É improvável que uma única empresa gere, subitamente, 100 mil novos empregos”, diz.

    O dia ainda está escuro. São 5h40 quando o comboio de 42 ônibus da transportadora Brasiliense desembarca 1,3 mil trabalhadores na fábrica da Foxconn, localizada no quilômetro 66 da Rodovia Anhanguera, em São Paulo. Outros 700 funcionários espremem-se em vários carros com mais de 20 anos de uso pelas ruelas lamacentas do Engordadouro, o novo bairro operário da cidade de Jundiaí, a 57 quilômetros da capital. Em menos de 20 minutos, o dia clareia, o cheiro de diesel se dissipa no ar e o exército de 2 mil ex-vendedores, comerciários e empregadas domésticas estará uniformizado, operando a primeira fábrica de iPhones e iPads construída fora da China.
    O ponto mais sensível do acordo entre a Foxconn e o governo é a fabricação de telas sensíveis. A fabricante chinesa exige incentivos fiscais do governo federal, menor ICMS do Estado em que se instalar e impõe à prefeitura da cidade onde irá construir a fábrica condições como cessão do terreno, desconto no IPTU e ajuda para tratar o lixo tóxico gerado por esse tipo de operação. Além disso, a Foxconn quer um parceiro brasileiro para arcar com 60% dos investimentos, estimados em 4 bilhões de dólares. Outros 30% viriam de um empréstimo do BNDES. À Foxconn, caberiam 10% dos investimentos e a transferência de sua tecnologia.
    “Os estoquistas e conferentes trabalham apenas com materiais lacrados. Só quem está na linha de montagem sabe o que há em cada caixa que transportamos”, afirma Maurício, um jovem de 21 anos que trabalha no setor de expedição.
    Por mais excessivas que pareçam as exigências da Foxconn, esta é a parte mais simples do acordo. O ponto mais controverso é a decisão sobre que tipo de tela será feita no país. O BNDES diz que só libera o dinheiro se a Foxconn concordar em fabricar telas OLED, a tecnologia mais avançada nessa área. A empresa, porém, prefere produzir no Brasil telas de LCD/LED. As telas OLED ou AMOLED formam imagens emitindo luz própria e, por isso, dispensam a retroiluminação usada em telas de LCD convencionais. Sem retroiluminação, as telas OLED são mais finas, leves e de melhor resolução.
    O ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Aloízio Mercadante chegou a anunciar que tablets made in Brazil chegariam com preços 30% menores para o consumidor final
    Adivinha só de quanto foi a redução .... ZERO%.
    Última edição por 5ms; 30-08-2012 às 12:31.

  3. #3
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    Foxconn exige reserva de mercado e fábrica de telas pode não sair
    FSP - 27/09/2012

    O investimento da Foxconn no Brasil na produção de telas de cristal líquido (LCD) para tablets e smartphones corre sério risco de ficar só na promessa, quase um ano e meio depois de anunciado como parceria estratégica.

    A empresa chinesa enviou carta ao governo brasileiro há cerca de dois meses condicionando a instalação da fábrica no país à concessão de uma reserva de mercado.

    Durante no mínimo cinco anos, só ela poderia produzir e vender esse tipo de display no Brasil.

    A exigência foi considerada uma "loucura" por técnicos do governo brasileiro, que vão aconselhar o Palácio do Planalto a não aceitá-la por considerarem a condição um retrocesso em relação à política industrial.

    Além disso, a área técnica afirma que as recentes notícias vindas da China, envolvendo conflitos em fábricas da Foxconn naquele país, podem desestimular as negociações com a empresa.

    Assessores presidenciais ouvidos pela Folha disseram, porém, serem favoráveis à continuidade das negociações, por se tratar de investimento de altíssima tecnologia dominado por poucos países no mundo.

    Atualmente, esse tipo de tela é fabricado pela Foxconn e pela sul-coreana Samsung. O Japão detém a tecnologia, mas não consegue competir com os produtos da China.

    Além da reserva de mercado, outra condição imposta pelo empresário Terry Gou, dono da Foxconn, desagradou o governo. A empresa taiwanesa disse que não pretende fazer nenhum aporte de capital em dinheiro, como reivindicava o Palácio do Planalto, e que entrará apenas com sua tecnologia de LED.

    A Foxconn, que fabrica produtos da Apple, descartou inclusive atender a outro pedido do governo, de adotar no país sua tecnologia de última geração na fabricação de telas de cristal líquido.

    A taiwanesa fabrica telas iluminada por "minilâmpadas" LEDS (diodos emissores de luz). A tecnologia mais avançada, OLED, usa compostos orgânicos que se autoiluminam, permitindo telas mais finas e flexíveis.

    A instalação de uma fábrica de telas de LCD no Brasil foi anunciada em abril do ano passado durante visita da presidente Dilma à China. Na época, foi divulgado que a Foxconn investiria US$ 12 bilhões no país, sendo US$ 4 bilhões para a unidade de telas, que ficaria em Minas.

    Seriam sócios o BNDES, que entraria com 30%, e Eike Batista, com US$ 500 milhões. Na avaliação de técnicos, a Foxconn vai priorizar suas fábricas de montagem de aparelhos eletrônicos.
    Folha de S.Paulo - Mercado - Foxconn exige reserva de mercado e fbrica de telas pode no sair - 27/09/2012
    Última edição por 5ms; 12-04-2013 às 11:07.

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