A nuvem fisgou a Microsoft e tem permeado praticamente todos os lançamentos da empresa nos últimos meses, a exemplo do Windows Server 2012, o Windows Azure e o Office 365. Novos integrantes da família devem chegar em breve, como o Windows 8. “Cloud tem liderado uma nova era na Microsoft. Não se trata apenas de uma mudança de produtos, mas deixá-los, de fato, prontos para a nuvem”, afirma Jon Roskill, vice-presidente corporativo global de parceiros da Microsoft.

A empresa de Bill Gates tem uma meta ousada para os próximos anos: ser líder em cloud. “Acreditamos que a combinação dos produtos que estamos lançados com a força do canal vai nos ajudar a obter sucesso nessa estratégia”, aponta.

De acordo com ele, a rede de parceiros em solo nacional soma 18 mil empresas, sendo que 10% estão trabalhando com nuvem. Até o final deste ano, o objetivo é triplicar a marca. Atualmente, diz, quase 100% da receita da Microsoft é obtida por meio do canal e por isso o foco no ecossistema.

“No mundo, estamos investindo mais de 2 bilhões de dólares em cloud e ampliando a atenção aos parceiros. Vamos adicionar 200 milhões de dólares especialmente em virtualização e cloud computing”, contabiliza o executivo. Em solo nacional, a abertura de um data center em local não revelado, inicialmente para suportar a oferta do Office 365, é, segundo ele, outro indicador importante do investimento em cloud.

Parceiros sob os holofotes

O foco no canal, prossegue, está na DNA da empresa e caminhou junto com seu lançamento. “Desde o início, Gates implementou o modelo de parcerias como parte dos negócios. Esse é o nosso diferencial”, acredita.

Iniciativa recente da empresa em solo nacional para alavancar os parceiros é o lançamento de um portal, totalmente em português, para ajudá-los a obter melhores resultados na nuvem.

O executivo explica que ao logo do último ano a Microsoft aprendeu muito durante conversas realizadas com os parceiros. “Com base nessas informações, desenhamos o site para ajudá-lo a desenhar as melhores práticas nos clientes”, detalha.

Estão disponíveis, por exemplo, tutoriais para reduzir ciclo de vendas e aumentar a rentabilidade. Em cloud, por exemplo, há um passo a passo de como a empresa pode atuar para atrair os olhares do mercado. A ideia, diz, é replicar o portal para outros países latino-americanos que a Microsoft tem presença.

Aterrissando na nuvem

Roskill acredita que o ecossistema local está preparado para ajudar clientes a migrarem para a nuvem. No entanto, para aqueles que ainda estão iniciando a jornada, ele indica alguns passos imprescindíveis. “O primeiro é fazer, de fato, uso da nuvem. Assim, eles podem entender e vender melhor o modelo", aconselha.

O segundo é garantir que os funcionários estejam treinados. Depois, é necessário observar o modelo de negócios e efetuar mudanças, se necessário for. “O integrador deve se perguntar: ‘O que eu quero ser? Um revendedor? Um provedor? A boa notícia é que a maioria dos modelos de negócios dos parceiros não muda radicalmente na nuvem”, completa.

Roskill acredita que, para o CIO [que muitas vezes é quem bate o martelo para a adoção do modelo] o melhor caminho para ir para a cloud é olhar a nuvem como algo que vai tornar o trabalho mais eficiente e impulsionar os negócios. “As oportunidades são grandes em todas as frentes”, destaca.

link: TI Rio