O Brasil movimentou 2,6 bilhões de dólares com exportações de TI em 2011, com crescimento de 11% em comparação com os negócios gerados no exercício anterior. A receita prevista para 2012 é de 3 bilhões de dólares, com aumento de cerca de 15% sobre os volumes do ano passado. Para 2022, a meta da indústria é de um faturamento da ordem de 20 bilhões de dólares.

Os dados constam do estudo realizado pela IDC, contratado pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que acaba de ser divulgado.

Esse valor soma exportações e operações internacionais de companhias nacionais. Apesar do crescimento dos negócios, o mercado externo representa apenas 2,3% do faturamento total do setor que foi de 112 bilhões de dólares.

A pesquisa analisou o mercado externo de TI em quatro categorias: modelo de operação; verticais; região demandante; e tipo de serviço. Na primeira, as empresas nacionais responderam por apenas 10% dos serviços exportados em 2011. Já a segmentação por vertical mostra que os setores de TI, manufatura e finanças são os maiores compradores de serviços offshore do Brasil, com 67% da demanda.

Destinos das exportações

Os Estados Unidos possuem alta representatividade no mercado externo de TI do Brasil, respondendo por 81% dos contratos de serviços. A segmentação por região demandante reflete as estratégias de exportação de TI adotadas historicamente no Brasil e a relevância das empresas multinacionais americanas instaladas no País.

Nós ainda podemos intensificar nossas exportações para a Europa, América Latina e Oriente Médio, com soluções segmentadas em áreas de excelência, como petróleo e gás, serviços financeiros e agricultura”, afirma Antonio Gil, Presidente da Brasscom.

Do ponto de vista dos serviços exportados, 76% são relacionados ao desenvolvimento e manutenção de software e à integração de sistemas. O Brasil está bem posicionado em metodologias de desenvolvimento ágil, uma das principais tendências em desenvolvimento de software.

link: TI Rio