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    Brasil é quarto mercado de telecomunicações mais rentável do mund

    São Paulo - O mercado de telecomunicações brasileiro é o quarto mais rentável do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Japão e China, segundo um relatório divulgado pela União Internacional das Telecomunicações, organização ligada à ONU, na semana passada.

    Ao mesmo tempo, o brasileiro é um dos que pagam mais caro para utilizar serviços de banda larga fixa, telefone fixo e celular.

    Segundo o estudo, em 2011, 4,1% da renda do brasileiro foi destinada para esses serviços. Em 2010, o índice foi de 4,7%. Com isso, o Brasil aparece em 93º no ranking que compara a relação do custo e benefício em cada país.

    Para estipular o ranking, a UIT utilizou o preço máximo dos planos repassado pelas operadoras para a Anatel.

    Levando em consideração apenas o custo para fazer chamadas celulares, o Brasil aparece 10% posição dos mais caros, com índice de 7,3% em relação à renda. Em 2010, ocupava a 16º posição – ou seja, subiu no ranking porque outros países baixaram seus preços.

    Em relação ao telefone fixo, o país aparece na 42º posição. Em 2010, era o 44º.

    O país avançou apenas no quesito banda larga. Em 2010, ocupava a 49º posição entre os mais caros. Fechou 2011 na 86º posição.

    A lista geral de países onde o mercado das telecomunicações está mais desenvolvido é liderada, pelo terceiro ano consecutivo, pela Coreia do Sul, seguida da Suécia, Dinamarca, Islândia, Finlândia, Holanda, Luxemburgo, Japão, Reino Unido (o único país novo entre os 10 primeiros), e Suíça.

    A principal conclusão do relatório é que o setor das telecomunicações "continua crescendo encorajado pela contínua queda dos preços dos serviços telefônicos e de banda larga de internet".

    Segundo o relatório, que combina o preço das linhas telefônicas fixas, das linhas de móvel e dos serviços de internet de banda larga, o preço global das TIC caiu 30% entre 2008 e 2011, sendo que a maior queda de preço é relacionada aos serviços de banda larga de internet, 75%.

    O relatório “Medindo a Sociedade de Informação” analisa o mercado em 161 países levando em consideração diferentes critérios.

    link: Brasil quarto mercado de telecomunicaes mais rentvel do mundo - Mercado - Not
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  2. #2
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    A matéria deixou de citar os 43% de carga tributaria que incidem nos serviços e peca em outros detalhes.

    A Folha publicou um texto mais consistente mas o acesso é restrito. Vou pinçar alguns pontos:

    ... em uma lista de 161 países, o Brasil é o 93º num ranking que posiciona os países segundo o peso das telecomunicações no bolso do consumidor: 4,1% da renda do consumidor brasileiro em 2011, pouco menos que em 2010 (4,7%).

    ...

    Segundo o relatório, o brasileiro é o 10º entre os que gastam maior percentual de sua renda para fazer ligações de celular: na média, 7,3%, mesmo número de 2010.

    Como o dispêndio caiu em outros países, o Brasil subiu no ranking mesmo sem ter mudado seus dados de um ano para o outro. Ocupava a 16ª posição em 2010.

    Já considerando o peso do telefone fixo na renda, de 2,9%, o país fica em 42º -em 2010, era 44º.

    A situação muda quando o item considerado é a porcentagem da renda gasta com banda larga fixa: o Brasil é o 86º em termos de porcentagem comprometida, um peso menor que o de 2010, quando estava em 49º.

    ...

    Para Eduardo Levy, do SindiTelebrasil (sindicato das operadoras de telefonia), o alto preço no Brasil é fruto da alta carga tributária, de 43%.

    O consultor da Europraxis, Philip So, firma de análise de mercado, concorda, e inclui as taxas setoriais, impostas pelo governo, e as de interconexão (cobradas quando um cliente de uma operadora liga para um celular de outra).

    Além disso, os consumidores de regiões mais povoadas acabam pagando o custo de ampliar a rede para áreas que, por não ser tão densas, não são tão rentáveis.

    "Se a gente pensar num país deste tamanho que possui exigência de cobertura, com investimento muitas vezes de baixo retorno, é algo que não se paga sozinho. O resto da rede tem que cobrir esse investimento."

    Já as receitas são grandes porque o Brasil é um país continental, segundo Levy.

    Para ele, o faturamento decorre da grande base de clientes no Brasil. São mais de 257 milhões de linhas de celular e mais de 80 milhões de acesso à internet (fixo e móvel).

    "O Brasil vai ter um preço maior do que os outros países? Provavelmente, sim. Mas, mesmo que nós fossemos um país barato, iríamos faturar muito também."

    Outro ponto levantado por Levy é que os dados considerados pela UIT não representam a realidade dos preços brasileiros, pois as operadoras no Brasil costumam trabalhar com promoções, enquanto a entidade usou os valores máximos de tabela.

    Em recente entrevista ao Estadão, o presidente da Oi, Francisco Valim, fez o seguinte comentário:

    ... a equação preço baixo, velocidade alta e qualidade é quase inatingível, principalmente em um setor que "paga 50% de imposto" e demanda investimentos intensivos. "Para cada real que cobro do cliente, apenas R$ 0,50 chegam ao bolso da Oi", criticou, lembrando que as margens das empresas de telecomunicações caíram de um patamar de 50% em 2000 para cerca de 30%.
    Oi engaveta plano de internacionaliza

  3. #3
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    Telefonia móvel alcança 259 milhões de linhas em setembro

    Do total de linhas ativas, 210,17 milhões (81,19%) eram de acessos pré-pagos e 48,69 milhões (18,81%) de pós-pagos

    A telefonia móvel alcançou no país, ao final de setembro, 258,861 milhões de linhas ativas, com uma teledensidade de 131,56 acessos por 100 habitantes. Segundo os dados divulgados nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no mês passado, foram registradas 959,86 mil novas habilitações, o que representa uma expansão de 0,37% na base de assinantes em relação a agosto.

    Do total de linhas ativas ao final de setembro, 210,17 milhões (81,19%) eram de acessos pré-pagos e 48,69 milhões (18,81%) de pós-pagos. Os terminais 3G (banda larga móvel) somaram 57,28 milhões de acessos.

    Na divisão de mercado, a liderança continuou com a Vivo, com 29,67% das linhas ativas (76,805 milhões); seguida da TIM, com 26,81% do mercado (69,408 milhões). Em terceiro lugar, aparece a Claro, com 24,51% das linhas ativas (63,447 milhões) e, em seguida, a Oi, com 18,69% do mercado (48,375 milhões).
    Telefonia m

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