Boa batalha esta:


Brasil e Peru reclamam domínio '.amazon'


Brasil e Peru não querem que o domínio de topo ".amazon", Amazonas em inglês, fique na posse da multinacional do comércio online criada por Jeff Bezos.


Em nome da proteção da natureza, os governos do Brasil e do Peru já manifestaram a sua discordância com a eventual atribuição do domínio genérico de primeiro nível ".amazon" (Amazónia em inglês), ao colosso norte-americano do comércio online com mesmo nome.

Desde de que o ICANN - o organismo que regula os domínios de Internet - aprovou em junho de 2011 o fim das restrições a sufixos para domínios de topo genéricos, além dos 22 disponíveis (".com", por exemplo), que gigantes da Internet, como a Amazon ou a Google, trataram de registar.

Cada processo de registo custa 185 mil dólares (143 mil euros), mas se o Brasil e o Peru, apoiados pela Bolívia, Equador e Argentina, ganharem a contenda a Amazon receberá 80 por cento do valor pago (perdendo, assim, cerca de 29 mil euros), mas só se retirar o pedido no prazo de 21 dias.

Na notificação enviada para a ICANN, brasileiros e peruanos argumentaram da seguinte forma junto: "Conceder o direito exclusivo deste gTLD [nome de domínio genérico de primeiro nível] para uma empresa privada iria impedir o uso do domínio para fins de interesse público relacionados à proteção, promoção e divulgação de questões relacionadas com a biodiversidade da Amazónia, além de dificultar o possível uso desse domínio para congregar páginas relacionadas com a população que habita este espaço geográfico."

No documento, os sul-americanos defendem ainda que a Amazon deverá retirar o pedido de registo para o domínio ".amazon".

Além deste domínio, a empresa criada em 1995 por Jeff Bezos, que dá emprego a mais de 69 mil pessoas, também entrou com pedidos para registrar ".book", ".app" e ".store" e mais 72 domínios, entre as 1930 candidaturas recebidas pelo ICANN.

Com esta queixa, ICANN recebeu 242 relativas a candidaturas a domínios de topo que já foram enviadas para os candidatos a fim destes se pronunciarem em sua defesa.



FONTE: Brasil e Peru reclamam dom