IBM também sofre com apagão de mão de obra no Brasil, admite VP de Software

O chamado "apagão" da mão de obra em TI também é um desafio para a IBM no Brasil, admite o VP de Software da companhia para América Latina, Marcelo Spaziani. "Atrair e, principalmente, reter talentos tem sido uma enorme tarefa", diz o executivo.

Para Spaziani, outro desafio é como chegar ao enorme mercado das pequenas e médias empresas brasileiras. "Precisamos de mais parceiros de negócio, não somente no canal tradicional como também integradores", admite.

De toda forma, o executivo está satisfeito com o crescimento da companhia na região. Segundo ele, em 2012 a IBM deve ter crescido 1,5 ponto percentual e chegado a 28% de share no mercado de software, nove pontos acima da segunda colocada, a Oracle - os números finais ainda não foram divulgados.

Spaziani atribui isso a bem sucedida política de aquisições promovida pela companhia - mais de 100 nos últimos 10 anos. "São negócios importantes para atrair capital intelectual e aumentar nosso portfólio de serviços", afirma.

Mudança de foco

Segundo ele, a decisão da IBM de se livrar das áreas de hardware pessoal (com a venda da divisão de PCs) revelou-se acertada. "Ano passado também vendemos o setor de software de automação comercial, que virou uma commoditie", diz.

"Podemos agregar conteúdo de analytics e segurança a um negócio crescente como o gerenciamento de sensores em cloud. Não creio que a concorrência tenha todos esses componentes", argumenta.

A área de software é chave para a companhia. "É o componente principal para apoiar os clientes nos processos de inovação", diz. O executivo explica que o setor responde por 24% do faturamento da IBM, mas 44% da lucratividade - número que deve chegar a 50% nos próximos anos.
link: TI Rio