O cubo mágico é a maneira mais simples de se representar a internet. Cada cubinho é uma parte de um todo (site) e isso pode ser ampliado até que não se consiga mais enxergar o seu final. Uma rede de cubos mágicos, cada um com mais um bilhão deles agregando informações uns aos outros.



Na verdade a internet não era tão colorida assim como um cubo mágico, ou será que era? Bom, na verdade o que tinha mesmo eram imagens em cores fortes contrastantes (estamos falando de 1995, OK!!) tudo muito grande, as resoluções de tela eram 640pxX460px*, além dos tais gifs animados (coisa medonha, atualmente), eram milhões de imagens coloridas pulando, mexendo, girando, tentando simular algo que até hoje não se sabe direito o que.



Mas nem só de saudosas imagens que lembram a new age (movimento musical da década de 1980), vive a história da internet. No início, e até antes do Boom de 1995, a internet era em preto e branco.



A internet, sempre possuiu um caráter colaborativo, desde que Ted Nielsen utilizou os termos link, hipertexto e hipermídia, as coisas começaram a perder o foco. As pessoas ficavam instigadas no poder que estava em suas mãos de obter informações do mundo todo com apenas uma ligação telefônica local, para o provedor de internet que nesta época eram conectados com ótimos modens de, no máximo 56 Kbps (Isso mesmo!!! 56 kilobites por segundo, cerca de 1/10 dos “megas” e “teras” que estavam por vir).

Assustador? Não, revolucionário. Pensar que se podia consultar os arquivos da biblioteca americana, ou as informações sobre pesquisas das universidades eram algo que, para os imaturos usuários deste período era algo esplêndido. Quase majestoso, pode-se dizer. Mas porque alguém ficaria horas e horas na frente de uma tela consultando o que os outros faziam? Por que a possibilidade de ter tudo no seu computador era algo que, para uma sociedade capitalista de consumo poderia ser chamado de “El Dorado” da informação. E o mais interessante, tudo grátis (ou quase). É o espírito de colaboração, fornecer informação para quem necessitar. Porém, uma via de mão única, uma colaboração direcionada, sem poder agradecer, ou mesmo comentar sobre aquela informação.

A colaboração e a troca de informação é o objetivo da internet desde seu nascimento, na década de 60 para fins militares, nos Estados Unidos, mas como tudo foi se tornando comercial, foi se tornando popular, foi se tornando um meio de lucro, e com isso a internet se tornou um grande negocio, bastante lucrativo para os pioneiros, mas porém, arriscado, pois, não se sabia ainda as dimensões que tomaria.

Hoje, a internet como conhecemos é completamente diferente deste cenário. Hoje temos conexão banda larga, computadores com processadores quádruplos, capazes de processar as imagens em movimentos de vídeos em alta definição em poucos minutos, tecnologias estão aparecendo e crescendo a cada dia, mas o espírito independente e colaborativo da internet não mudou. Ao contrario, se tornou, novamente, o foco de desenvolvimento para as soluções empresariais e ate mesmo pessoais. Blogs, redes sociais, aplicativos móveis, mensageiros instantâneos, são as formas de se obter informações atualizadas a cada segundo. E de maneira multidirecional, qualquer pessoa com um computador, em um shopping, por exemplo, pode atualizar um conteúdo público como a Wikipedia (Wikipedia), basta se cadastrar. O Google (Google) esta se tornando um sistema complexo de aplicativos on-line onde temos, praticamente, tudo o que é necessário para se trabalhar e organizar seus arquivos (Google Docs – planilhas, slides, documentos – , Picasa – gerenciador de fotos – , Orkut – rede social – , Gmail – sistema de e-mail – , Google Wave – sistema integrado de mensagens, e-mails e rede social, lançado recentemente, são alguns dos exemplos do que se pode ter hoje na internet e todas as possibilidade sde compartilhamento e edição colaborativa que Nielsen sonhou, por volta de 1990.

Hoje a gente não consegue ficar sem ver e-mail, daqui a pouco os e-mail serão esquecidos, outras tecnologias aparecerão e trarão uma dependência ainda maior. E pensar que até pouco tempo o nosso sistema de busca era assim:



*Resolução de tela e o tamanho da área que você tem para ver as imagens no monitor. É medida em pixel, e representa a quantidade deles “largura X altura”.

Texto de Márcio Duarte