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  1. #1
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    80% das chamadas originadas de celular são intrarrede

    No ano passado, de cada dez ligações feitas no país, oito eram dentro da rede de uma mesma operadora, segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende.

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    O conceito de clube existe no mercado internacional e foi criado para conquistar a fidelidade dos clientes. Adaptado para o Brasil, recebeu uma forte abordagem de marketing. As teles tentam fazer com que grupos de usuários façam ligações dentro de sua rede. Em troca, acenam com descontos maiores. É possível, lógico, fazer chamadas para números de outras teles. Essas tarifas também vêm caindo, mas sob um ritmo muito mais lento.

    O modelo se enraizou de tal forma entre os consumidores brasileiros que mudou hábitos de décadas. A família procura certificar-se que a maioria de seus membros use telefones da mesma operadora, principalmente se forem celulares. Grupos de amigos seguem a mesma linha - com o perdão do trocadilho - assim como profissionais liberais, comerciantes e o setor empresarial. Quem quer mudar de operadora fica com a difícil incumbência de convencer seu grupo a fazer o mesmo. Muitos fracassam na empreitada.

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    Com a facilidade de uso de dois ou mais chips no mesmo aparelho, os donos das redes têm de lutar para manter o maior número possível de usuários ativos. Os mais recentes dados da Anatel, referentes ao primeiro trimestre de 2012, indicam que quase 80% das chamadas originadas de celular no país no período eram "on-net", ou seja, dentro da mesma rede. O tráfego do serviço móvel pessoal intrarrede das quatro operadoras atingiu a média de 77% no período, enquanto o inter-rede chegou a 10%. Já o tráfego de redes móveis para as fixas atingiu 12%, e das móveis para o serviço móvel especializado (ou rádio, da Nextel) foi de apenas 1%.

    O tráfego intrarrede é bem parecido para Vivo (86%), Claro e TIM (85% cada uma). A nota destoante vem da Oi, com 55%. No tráfego de uma operadora móvel para outras móveis, TIM e Vivo registraram 6% do volume de suas redes, cada uma, e a Claro, 8%. A diferença na soma é por conta das chamadas para redes de telefonia fixa, de aproximadamente 9% na TIM e na Vivo, de 8% na Claro e de 23% na Oi.

    Quanto mais ampla a base de clientes da operadora, maior a chance de aumentar o tráfego intrarrede, porque os membros do clube têm mais pessoas com quem falar gastando menos. Por isso, o tráfego "on-net" concentrou-se principalmente para Telefônica/Vivo, que tem 75,8 milhões de usuários; TIM, com 70,6 milhões; e Claro, 66 milhões.

    Com uma base de 49,5 milhões de usuários, a Oi teve um tráfego para fora de sua rede muito acima do registrado pelas rivais. Bem menores, a CTBC, com 802 mil clientes, e Sercomtel, com 69 mil, ficam em desvantagem e fora da onda dos clubes. A Nextel domina a tecnologia por rádio trunking, com 99,6% de participação nesse segmento, mas perde no modelo de negócios de clubes, com 10 mil clientes em celular.

    Para o presidente da Anatel, as altas tarifas de interconexão influenciaram a concentração do tráfego dentro da rede e, com isso, a deterioração da qualidade. Rezende diz acreditar que a redução do valor de remuneração pelo uso da rede móvel (VU-M) pode levar a um equilíbrio.

    Mesmo com as mudanças, a tendência é que esse modelo perdure, porque as operadoras estão muito comprometidas com esse tipo de plano, diz João Moura, presidente da TelComp, organização que representa operadoras de diferentes tamanhos. Com isso, as empresas menores têm mais dificuldade para crescer, e cria-se uma barreira de saída para o usuário. "Fica todo mundo entrincheirado", diz Moura.
    Em clube de usu



    O valor de remuneração pelo uso da rede móvel (VU-M) é pactuado por meio de livre negociação entre as empresas, mas pode ser arbitrado pela Anatel quando não há consenso. Desde o ano passado, o valor médio que uma operadora cobra para terminar uma chamada do cliente da concorrente em sua rede é de R$ 0,36. A Anatel fez um plano gradual de redução do valor, que vai chegar a R$ 0,32, em média, neste ano; R$ 0,24 em 2014 e R$ 0,16 em 2015. A preocupação do presidente da Anatel, João Rezende, é que o tráfego não atinja 100% na rede de cada operadora, o que configuraria oligopólio. Tarifas muito altas inviabilizam as ligações para fora da rede. Para que não haja muita reclamação das teles, a Anatel programou a redução gradual do valor, de acordo com o Plano Geral de Metas de Competição.
    Anatel atua para evitar oligop

  2. #2
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    A batalha para ser o chip número 1

    As operadoras de serviços móveis entraram em uma batalha para conquistar a posição do chip número 1 no celular do consumidor. "Queremos, se possível, ser a primeira e única opção do cliente que tem dois chips", diz Marcio Fabbris, diretor de marketing da Vivo. Mas Fabbris não é o único com esse sonho. "O cliente vai usar primeiro o chip que for mais barato para ligações intrarrede. Mas, se não tiver uma comunidade dentro daquela operadora, não adianta. Por isso, tem uma guerra de tarifas", afirma o diretor de fidelização e inteligência da Claro, Fábio Croitor. "Damos uma mãozinha para o cliente formar sua comunidade."

    A "mãozinha" se traduz em bônus, tarifas reduzidas, falar ilimitado na área do DDD 11, cadastro de número favorito para ligações gratuitas e outros incentivos. Segundo Croitor, 10 milhões de clientes já se cadastraram e têm um favorito, o que representa um quinto da base pré-paga da empresa. A participação da operadora no mercado pré-pago cresceu um ponto percentual de maio de 2012 a janeiro de 2013, disse o executivo, o que ele considera significativo, pois "nesse mercado se luta por casas decimais".

    A tarifa da Claro é de R$ 0,16 ou R$ 0,21 por chamada, dependendo da região. Do fim de 2011 a dezembro de 2012, quando a tarifa caiu de R$ 0,25 para R$ 0,21, o volume médio de minutos por cliente dentro da rede cresceu 36%, disse Croitor.

    Dona do maior "clube de usuário", a Telefônica/Vivo quer atrair mais pessoas para sua comunidade. "Nossa rede 3G está presente em 2,1 mil municípios, o que ninguém mais tem", afirma o diretor-executivo de mercado individual nacional, Christian Gebara. Há vários planos de promoções para tráfego dentro da rede fixa e móvel, com opções para clientes pré e pós-pagos. A estratégia tenta envolver também clientes dos concorrentes, que podem entrar na lista de favoritos de usuários da Vivo, por uma promoção de fidelidade.

    Quando o cliente do pós-pago vê a conta, sabe se está ligando muito para clientes de outras operadoras e procura atraí-los para sua rede, diz Gebara: "Convencendo mais pessoas a serem Vivo, nosso clube está aumentando."

    O tráfego de voz da Vivo cresceu 19,7% no quarto trimestre do ano passado, para 29,4 bilhões de minutos, impulsionado pelo aumento do tráfego intrarrede local e de longa distância, segundo a empresa.

    Na Oi, ter um mix de serviços na mesma empresa favorece o modelo convergente, segundo Eduardo Aspesi, diretor de segmentos de varejo. O executivo diz que 70% do tráfego é dentro da rede. Do total das ligações, 70% são entre celulares da Oi e 13% para um número fixo da tele em sua área de atuação nacional, fora São Paulo. No pós-pago, 50% das chamadas são para outro número na rede, 25% para outro fixo da Oi e 25% para teles concorrentes.

    Por meio de nota, a TIM informou que tem mais de 70 milhões de clientes que falam de forma ilimitada entre si, pagando valor fixo por chamada ou por mês. A empresa informou ter alcançado um volume recorde de 150 minutos por usuário no fim de 2012, 14,5% a mais que em 2011.

    A receita por usuário caiu para a maioria das teles, mas Aspesi diz que na Oi foi possível compensar as cifras, equilibrando os itens da cesta de serviços. "Tem clube que só tem cadeira para sentar. O nosso tem colchão de água e balanço. É mais um parque de diversões", brinca.
    A batalha para ser o chip n

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