Códigos maliciosos afetam 48% dos servidores no Brasil

Um levantamento da ESET avaliou a propagação dos códigos maliciosos backdoor do tipo WebShell, que executam comandos não autorizados em servidores, na América Latina e o Brasil é o país mais afetado por esse tipo de malware, concentrando 48% dos servidores que apresentam problemas, seguido pela Argentina, com 21%, e México, com 14%.

Segundo a companhia, três variantes de backdoors WebShell tiveram mais incidência: o c99Shell, com 45%; o Backdoor.PHP/WebShell, com 38%; e o Rst, com 10%. Desenvolvidas em linguagem web as ameaças permitem executar comandos no servidor afetado de forma remota e utiliza o malware para roubar informações ou propagar códigos maliciosos.

“Na prática, em vez de utilizar um servidor próprio, que pode ser facilmente identificado, os cibercriminosos se aproveitam da boa reputação de servidores legítimos para utilizar o tráfego dos mesmos para propagar malwares”, explica Camillo Di Jorge, gerente da ESET Brasil. “As empresas brasileiras precisam estar atentas a esse tipo de vulnerabilidade, pois são os principais alvos desse tipo de ataque na América Latina”, complementa.

A empresa recomenda que os administradores dos sites atualizem os sistemas e módulos que compõem todos os serviços. “Dessa forma, estarão protegidos contra as vulnerabilidades mais recentes”, pontua Di Jorge e aconselha que revisem o código que assegura o ambiente contra falhas.
link: TI Rio