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  1. #1
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    Atrativos do Paraguai

    Um dia o Paraguai ainda acabará sendo conhecido como Maior Polo de Datacenters e Tecnologia da União Soviética da América Latina.



    Com a conclusão, no segundo semestre deste ano, da extensão no lado paraguaio da linha de transmissão da Hidrelétrica Itaipu Binacional até as proximidades de Assunção, numa extensão de 500 km, cresce o interesse de empresas brasileiras de buscar maior integração industrial com o Paraguai, principalmente com o objetivo de enfrentar o desafio de competitividade com produtos de origem asiática. Estudo realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, com foco no setor têxtil e de confecções, constatou que o Paraguai apresenta vantagens de custo em relação ao Brasil nos quatro quesitos examinados - mão de obra, insumos, manutenção e juros -, passando a ser uma opção mais atraente para alguns setores industriais no processo de internacionalização por que vêm passando muitas empresas do País nos últimos anos.

    ...

    É claro que o Paraguai tem todo o interesse em atrair investimentos industriais, já que consome apenas 20% da energia produzida pela Itaipu Binacional, sendo sua economia baseada, em grande parte, no setor agropecuário, muito dependente de cotações internacionais e de condições climáticas. Tendo energia sobrando, o Paraguai pode oferecê-la a um custo baratíssimo. Apesar das medidas tomadas por Brasília para baixar a conta de eletricidade, o preço do quilowatt/hora paraguaio é 63% inferior ao cobrado no País.

    A carga tributária é também sensivelmente menor, havendo ainda incentivos para investidores. Há basicamente três tipos de impostos: Imposto de Renda (IR) Pessoa Física, IR para empresas e o Imposto de Valor Agregado (IVA). Além disso, os salários, em média, são 35,5% mais baixos e os encargos sociais giram em torno de 16% da folha.

    ...

    Acresce que, como mencionou o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, o Paraguai conta com preferências da União Europeia, benefício que o Brasil perdeu em 2013. Assim, as indústrias brasileiras com filiais no país vizinho, além de exportar com tarifa zero para parceiros do Mercosul, poderiam vender mais facilmente para terceiros países.
    Atrativos do Paraguai - opiniao - versaoimpressa - Estad

  2. #2
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    Que é o preço da energia nos EUA após o PUE... Continua cara!

  3. #3
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    Citação Postado originalmente por cresci Ver Post
    Que é o preço da energia nos EUA após o PUE... Continua cara!
    Porque falta escala. Use 100% da energia do acordo, subestações modernas, grandes consumidores, etc, e vamos ver para quanto cai.

  4. #4
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    O problema de construir no PY é que não tem $ do BNDES pra financiar a farra :-)

  5. #5
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    Citação Postado originalmente por cresci Ver Post
    O problema de construir no PY é que não tem $ do BNDES pra financiar a farra :-)
    Sei não, o BNDES adora investir no exterior. Veja a noticia de 2009 ...

    BNDES oferece US$ 1 bi a projetos no Paraguai

    O Brasil está oferecendo financiamento de US$ 1 bilhão do BNDES para projetos de industrialização do Paraguai como parte das negociações em torno da remuneração paga pela energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu e que é comprada daquele país. O tema vai ser discutido novamente ...

  6. #6
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    Agora vai

    Acusado de envolvimento com narcotráfico, lavagem de dinheiro e de ser o maior contrabandista de cigarros para o Brasil, o multimilionário Horacio Cartes, do Partido Colorado, será o próximo presidente do Paraguai, indicam pesquisas de boca de urna divulgadas neste domingo, 21.
    Cartes, do Partido Colorado,

  7. #7
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    Nova industrialização do Paraguai cria oportunidade

    O Paraguai produzindo peças para automóveis e sapatos. O Brasil, soja e minério de ferro.

    E o sujeito da matéria ainda acha que as empresas no Paraguai vão comprar "máquinas e equipamentos" do Brasil.

    Logo o Paraguai, "fornecedor" do Brasil, que sempre importou produtos com tecnologia de ponta dos paises mais avançados.

    Então ficamos assim: O Paraguai aumenta a renda devido a empresas brasileiras terem mudado para lá incentivadas por custos menores e, com essa renda extra, passam a comprar produtos ultrapassados e caros produzidos no Brasil.

    Tem lógica, não tem? Por que comprar servidores DELL, HP, IBM, Fujitsu, Siemens, Lenovo, etc em qualquer parte do mundo se eles podem comprar um Positivo no Brasil pelo triplo do preço com dinheiro barato do BNDES?

    Serto.


    A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) queixa-se de que o Paraguai, nos últimos meses, tem atraído para o seu território diversas multinacionais brasileiras, cuja produção substitui, em parte, bens até agora produzidos no Brasil. Trata-se de fábricas que empregam muita mão de obra e que buscam salários inferiores aos do Brasil e, especialmente, menos encargos sociais.

    Durante muitos anos o Brasil também estimulou empresas norte-americanas e europeias a se instalarem aqui - a produção de carros é o caso mais notório -, e isso deveria ser levado em conta pela Federação. Além disso, a Fiesp deveria convencer-se de que essa migração de fábricas representa uma oportunidade para a indústria brasileira.

    É preciso considerar, em primeiro lugar, que novas fábricas que empregam muita gente, como as da indústria têxtil, as de peças para automóveis, de sapatos, etc., geram aumento da renda nacional, isto é, do poder aquisitivo paraguaio, o que deve favorecer a importação de bens mais sofisticados. E o Brasil não pode perder essa oportunidade, levando em conta sua participação no Mercosul, desde que se prepare para produzir bens com maior grau de inovação e a um preço que os torne acessíveis.

    Certamente, no entanto, maior oportunidade surge da possibilidade de fornecer ao Paraguai máquinas e equipamentos, cujo valor acrescido é muito superior ao da produção de simples componentes, que serão agora fabricados naquele país. Existem, portanto, oportunidades que não devem ser desperdiçadas e para as quais devemos nos preparar, até com a compra de know-how no exterior. Isso ainda nos torna mais aptos para fornecer essas máquinas a todos os países do Mercosul. E não se pode esquecer de que uma multinacional brasileira é mais aberta para importar equipamentos produzidos no Brasil.

    Existem outros aspectos importantes, na medida em que o Paraguai nos poderá fornecer componentes mais baratos do que os até agora produzidos no Brasil. Poderemos, com isso, reduzir os preços dos bens mais sofisticados que já produzimos.

    Finalmente, como investidores, teremos direito a lucros e dividendos, que nos ajudarão a garantir a saúde financeira de nossas empresas no exterior. Porém, há que ter consciência de que uma política desse tipo não se improvisa e procurar tirar proveito de fenômenos como esse, que acompanham a globalização da economia.
    Nova industrializa
    Última edição por 5ms; 01-05-2013 às 09:47.

  8. #8
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    Paraguai cria benefícios para atrair indústrias com mão de obra barata e energia

    O Banco Central do Paraguai prevê crescimento de 13% em 2013 (na semana passada, a estimativa de crescimento da economia brasileira foi reajustada para 2,5%).

    O baixo preço da energia elétrica de Itaipu (projeto em sociedade com o Brasil) e o uso de um sistema de produção copiado das "maquiladoras" do México transformaram o Paraguai no novo destino da indústria brasileira.

    Em 11 anos, 51 fábricas iniciaram a produção no Paraguai, utilizando o sistema de maquila -um regime tributário especial que permite às empresas a importação de insumos, a manufatura e a exportação, pagando apenas uma única alíquota de 1%.

    Das 51 indústrias instaladas sob o regime maquila, 23 são brasileiras e 17 foram para lá nos dois últimos anos. Todas correm para aproveitar a vantagem fiscal, trabalhista e energética em relação às condições no Brasil.

    "A diferença de custo entre o Brasil e o Paraguai é enorme e isso nos dá grande vantagem competitiva quando entramos com o nosso produto aqui", afirma Romualdo Devito, sócio da Colortech.

    A empresa produz pigmentos para a indústria cerâmica desde dezembro de 2011. A fábrica está instalada próxima ao Brasil, em Ciudad del Este, no Departamento de Alto Paraná. Não por acaso. Toda a produção é destinada exclusivamente ao Brasil.

    CHICOTE ELÉTRICO

    Esse aliás tem sido o modelo adotado por empresas que foram para o Paraguai, como, por exemplo, a Fujikura, fábrica que produz chicotes elétricos vendidos para montadoras brasileiras.

    Segundo Laura Villalba, diretora de promoção e investimento do setor de Regime de Maquila do Ministério de Indústria e Comércio paraguaio, o governo analisa neste momento vários projetos industriais de empresas brasileiras. Ela não revelou o número. "Os novos investimentos são confidenciais", diz.

    A Dedini, importante indústria de bens de capital no Brasil para o setor sucroalcooleiro, pode ser a próxima a se instalar no Paraguai.

    A agência paraguaia para promoção de exportações e investimentos montou um escritório em Curitiba (PR) para prospecção de empresas.

    "Temos pelo menos três negociações em curso", diz Sebastian Bogado, adido comercial paraguaio no Brasil.

    SEM PRECONCEITOS

    O negócio tem atraído tanta atenção que uma consultoria brasileira se especializou no apoio a investidores nacionais interessados em cruzar a fronteira.

    Segundo Roger Simas, sócio da Consultoria Panamericana, parte do trabalho é vencer o preconceito com o país vizinho. "O Paraguai foi suspenso do Mercosul por causa do impeachment do presidente Fernando Lugo e não houve qualquer mudança de regras para quem estava lá."

    Autoridades paraguaias têm feito rodadas internacionais atrás de investidores.

    No início de abril, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo organizou um encontro em São Paulo. Empresas já instaladas lá apresentaram as vantagens comparativas com o Brasil. Parte dos industriais paulistas não gostou da iniciativa.

    Mas, a despeito disso, um novo encontro, já batizado de Semana do Paraguai na Fiesp, está sendo negociado e pode ocorrer até novembro.

    "O Paraguai é uma das alternativas para avançarmos na integração das cadeias produtivas em nossa região", afirma Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp. Ele também acha que o país vizinho é uma alternativa, em termos de custos, para a indústria local.

    O ano de 2013 promete ser positivo para o Paraguai. O Banco Central do país prevê crescimento de 13%.
    Folha de S.Paulo - Mercado - Paraguai cria benefcios para atrair indstrias com mo de obra barata e energia de Itaipu - 05/05/2013

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