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    Governo federal vai criar a CorreiosPar

    Poderão ficar sob gestão da CorreiosPar as participações da estatal em negócios como o trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Também deve ficar sob o guarda-chuva da nova subsidiária a operadora virtual de telefonia móvel dos Correios. A estatal busca uma parceria com uma grande empresa do setor para comprar minutos no atacado e vendê-los no varejo, em suas agências. Outro segmento em que a ECT pretende crescer neste ano, provavelmente em parceria com empresas privadas que atuam no ramo de tecnologia da informação, é o de serviços postais eletrônicos. A estatal já tem um projeto pioneiro, com tribunais de justiça estaduais, e quer estendê-lo para bancos e operadoras de cartões de crédito. O objetivo é encurtar o longo caminho que normalmente se percorre entre a impressão e o envio da fatura aos clientes, digitalizando documentos.


    Autor(es): Por Daniel Rittner | De Brasília
    Valor Econômico - 17/04/2013


    O governo prepara a criação da CorreiosPar, uma subsidiária da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para cuidar das participações minoritárias da estatal em segmentos onde ela ainda não opera ou atua de forma incipiente. "O nosso esforço é para colocá-la de pé ainda em 2013", disse ao Valor o presidente da ECT, Wagner Pinheiro.

    Segundo ele, o projeto da nova empresa já foi levado ao conselho de administração dos Correios, presidido pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. "A indicação do conselho é positiva. Estamos trabalhando na formatação da CorreiosPar, mas ela terá uma estrutura muito enxuta, apenas para organizar as nossas participações minoritárias", acrescentou o executivo.

    Poderão ficar sob gestão da CorreiosPar as participações da estatal em negócios como o trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A ECT está disposta a investir R$ 300 milhões no grupo vencedor do leilão, como "sócia estratégica" do projeto, em troca de uma fatia de até 5% no capital da futura concessionária do trem-bala.

    Também deve ficar sob o guarda-chuva da nova subsidiária a operadora virtual de telefonia móvel dos Correios. A estatal busca uma parceria com uma grande empresa do setor para comprar minutos no atacado e vendê-los no varejo, em suas agências, em um modelo conhecido pela sigla técnica MVNO. Trata-se de um negócio relativamente comum na Europa, mas inédito no Brasil.

    Outro segmento em que a ECT pretende crescer neste ano, provavelmente em parceria com empresas privadas que atuam no ramo de tecnologia da informação, é o de serviços postais eletrônicos. A estatal já tem um projeto pioneiro, com tribunais de justiça estaduais, e quer estendê-lo para bancos e operadoras de cartões de crédito. O objetivo é encurtar o longo caminho que normalmente se percorre entre a impressão e o envio da fatura aos clientes, digitalizando documentos.

    "A nossa intenção é construir parcerias com o setor privado em cada um desses ramos", afirmou Pinheiro. Ele destacou os avanços da estatal nos últimos dois anos, com 13 mil contratações e a aquisição de 14 mil veículos, além da construção, reforma ou ampliação de 700 unidades operacionais. Estão sendo criados cinco a oito novos centros de triagem.

    Na sexta-feira da semana que vem, segundo o executivo, a ECT terá uma reunião de seu conselho de administração para aprovar o balanço de 2012. Pinheiro não entrou em detalhes sobre o resultado financeiro, mas antecipou que foi superada a marca de R$ 1 bilhão de lucro no ano passado. Em 2011, os Correios chegaram perto disso, mas uma greve de 28 dias e a complementação de dividendos pagos ao Tesouro por exercícios anteriores deixaram o lucro em R$ 883 milhões. "Desta vez, superamos R$ 1 bilhão", adiantou o executivo.

    De olho em cumprir o planejamento estratégico para o ano 2020, que tem a redução de 20% das emissões de gases-estufa como meta de responsabilidade socioambiental, a estatal tem explorado a possibilidade de comprar motocicletas elétricas para suas entregas. Quatro motos - duas em São Paulo e duas em Belo Horizonte - já estão rodando desde janeiro, como parte de um projeto-piloto. A perspectiva é concluir um termo de referência, até o fim deste ano, para ter os critérios que vão balizar a eventual ampliação da frota. Uma decisão sobre a aquisição ou não de mais motos precisará de respaldo do governo, já que esses equipamentos são mais caros, no início.

    De acordo com Rui Almeida, diretor técnico da Ribamotos, que fornece as motos elétricas para os Correios, o custo de cada equipamento varia entre R$ 12,5 mil e R$ 14,5 mil. "Mas há uma redução de 60% a 75% no gasto com combustível", afirma. A autonomia é de 90 a 120 quilômetros rodados, dependendo se a bateria é de lítio ou de silício. A empresa representa, no Brasil, a alemã VMoto-Emax, que fabrica essas motos na China, para baratear os custos de produção. Os Correios vão fazer uma pesquisa de mercado para levantar outros possíveis fornecedores e então definir os critérios no termo de referência.

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    Correos Chile quer ser "hub" da distribuição de mercadorias para a America do Sul

    Projeção aponta que o comércio eletrônico, no Brasil, passará de US$ 12,2 bilhões em 2010 para US$ 31,8 bilhões em 2016. Na América Latina, a expansão será de US$ 22,2 bilhões para US$ 62,4 bilhões no mesmo período.

    Enquanto a ECT vai brincar de investidor em trem-bala-juquinha e vender cartão telefônico, o Brasil, com 50% do comércio eletrônico da América Latina, é deixado para uzestrangeiros tirarem bom proveito. Melhor assim.

    Valor Econômico - 17/04/2013


    Um mundo com cada vez menos cartas, em que avança o uso da internet, tornou-se um desafio para as empresas de serviços postais de todo o planeta. Um seminário realizado em Brasília, ontem e hoje, discute como essas companhias podem diversificar seus negócios e sobreviver em um mercado no qual está em desuso o principal produto com que elas estavam acostumadas a trabalhar. O comércio eletrônico foi apontado, de forma praticamente unânime, como tábua de salvação ao futuro das empresas.

    A vice-presidente de negócios globais do United States Postal Service (USPS), o correio americano, Giselle Valera, foi uma das mais enfáticas ao indicar que essa é a prioridade. "O nosso maior foco hoje, sem dúvida, é o comércio eletrônico. Suas vendas aumentam 10% ao ano, nos Estados Unidos, enquanto o varejo tradicional cresce 3%", disse Valera.

    Municiada de estimativas que mostram o potencial desse mercado, a executiva apresentou uma projeção de que o comércio eletrônico, no Brasil, passará de US$ 12,2 bilhões em 2010 para US$ 31,8 bilhões em 2016. Na América Latina, como um todo, a expansão será de US$ 22,2 bilhões para US$ 62,4 bilhões no mesmo período. No mercado americano, segundo ela, cada consumidor gasta US$ 593, em média, por ano. Eletrônicos, roupas e produtos de beleza e higiene estão entre os mais vendidos.

    O diretor comercial do correio chileno, Salestio Prieto, também colocou esse nicho como oportunidade. A empresa Correos Chile, que é controlada pelo Estado, fatura cerca de US$ 140 milhões e conseguiu inverter a trajetória de queda das receitas. Em 2012, segundo ele, teve expansão de 9% das receitas. No primeiro trimestre de 2013, elas cresceram 17%.

    Prieto disse que a companhia tem dado ênfase no mercado de entregas expressas e ressaltou a importância de um sistema de rastreabilidade dos produtos, online e em tempo real, implantado recentemente. Isso, segundo ele, aumentou a confiança dos clientes no serviço postal.

    Outra inovação da empresa chilena foi a instalação de quiosques, nas ruas de cidades como Santiago, em que os consumidores podem comprar e retirar produtos do comércio eletrônico.

    De acordo com Prieto, a meta da Correos Chile é aproveitar o grau de abertura comercial do país - que tem 22 acordos de livre comércio - para se transformar em "hub" na distribuição de mercadorias para a América do Sul.

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