Todas as perguntas e comandos de voz que você faz pelo iPhone podem ficar armazenadas nos servidores da Apple por até dois anos. Pela primeira vez, a empresa revelou à revista Wired por quanto tempo guarda os dados de interações dos usuários com a Siri, sua assistente pessoal para iOS.

De acordo com Trudy Muller, porta-voz da empresa, a Apple toma medidas para que as informações fiquem armazenadas como anônimas e sejam utilizadas apenas para melhorar o desempenho da assistente pessoal e sua resposta aos comandos de voz. “A privacidade dos nossos consumidores é muito importante para nós”, disse ela.

O procedimento funciona da seguinte maneira: cada vez que você interage com a Siri por comando de voz, os dados são enviados aos servidores da Apple para análise. A empresa gera um número aleatório para representar o usuário e associa os arquivos de voz àquele número – que não é a Apple ID e nem o e-mail do usuário.

Após seis meses, a Apple desfaz a associação entre os dados coletados e o número identificador – que é deletado do arquivo de voz. No entanto, a empresa mantém esses arquivos, embora sem a referência, por até 18 meses a fim de realizar testes para aprimorar o serviço.

“A Apple pode manter dados anônimos da Siri por até dois anos”, disse Truller. A porta-voz afirma ainda que, quando o usuário desabilita a assistente pessoal, esses dados e identificadores também são deletados.

Pelo visto os usuários da Apple no Brasil ainda vão ter que esperar para ter o sistema Siri em português. No dia 14 deste mês, a empresa anunciou em seu site novas vagas para candidatos que falam diversas línguas ainda não disponíveis no software, como árabe, dinamarquês e holandês. A proposta era de um estágio de seis meses em que os novos funcionários fariam parte da “equipe responsável por entregar o Siri em diferentes regiões do mundo em um empolgante estágio de seis meses em Cupertino, na Califórnia”, afirmava a página.
Apple guarda dados da Siri por at