Acesso à rede ainda é precário

Correio Braziliense - 18/05/2013




As empresas de telefonia móvel continuam descumprindo acordos com os clientes no quesito Internet. As promessas de investimentos ainda não resolveram os graves problemas de acesso à rede. O cenário consta da segunda avaliação trimestral do Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP), divulgada ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Os dados se referem ao período de novembro de 2012 a janeiro de 2013 e abrangem todos os estados e o Distrito Federal. Garantir o acesso à Internet continua sendo o maior desafio das empresas. No período analisado, o desempenho médio ficou três pontos percentuais abaixo da meta estabelecida pela agência. Nenhuma das quatro grandes operadoras — Oi, Vivo, TIM e Claro — conseguiu alcançar o percentual estipulado de 98% de sucesso na primeira tentativa. A Vivo apresentou o pior resultado, com taxa média de cerca de 92%.

A Anatel abriu processo administrativo para analisar o descumprimento da meta nas conexões de banda larga móvel. "As empresas estão abaixo da média e serão punidas", disse o presidente da agência, João Rezende, em coletiva no fim da tarde de ontem. O valor das sanções só será conhecido após a conclusão da análise.

Para a Anatel, os resultados da segunda avaliação comprovam a percepção dos consumidores: a rede das empresas não tinha condições de suportar a demanda por acesso à Internet via celular. O relatório detalhado mostra que a TIM segue no topo do ranking de reclamações, embora o número de queixas tenha recuado de 4,2 mil em agosto de 2012 para 3 mil em janeiro de 2013. Os registros contra Claro, Vivo e Oi, ainda de acordo com a agência, voltaram a aumentar a partir de dezembro de 2012.

As prestadoras, lembra a Anatel, se comprometem a investir na melhoria das redes, no atendimento ao cliente e na diminuição de interrupções do serviço. Para tudo isso, estão previstos R$ 30 bilhões até 2014. No ano passado, as operadoras com pior desempenho ficaram 11 dias proibidas de vender chips e habilitar novos serviços. O acompanhamento por parte da agência reguladora durará dois anos, com relatórios trimestrais.
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