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    Consolidação das áreas de TIC está no plano dos governos

    Valor Econômico - 29/05/2013


    A consolidação de data centers está hoje entre as principais diretrizes estratégicas dos governos federal e estadual na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). No âmbito federal - que conta com alguma das maiores empresas de processamentos de dados do país, como o Serpro e a Dataprev -, a tendência é de consolidar nestas empresas todo o processamento de sistemas de informações que se encontram atualmente espalhados pelos diversos ministérios, segundo informa Nazaré Bretas, secretária adjunta da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento. Outra diretriz é o uso do poder de compra do Estado para apoiar a tecnologia nacional e as pequenas e médias empresas.

    "A SLTI tem como diretriz fortalecer o uso dos data centers públicos, o que deverá trazer racionalidade econômica e operacional", diz a secretária. Desde 2009, a secretaria trabalha na estruturação dos sistemas de informação federais, por meio do conhecimento da realidade dos 265 órgãos e ministérios, procurando reforçar os aspectos de governança e maturidade.

    Nazaré explica que muitos ministérios não tinham planos diretores de Tecnologia da Informação. O primeiro trabalho foi fazer com que os projetos de TI passassem a ser feitos de uma maneira mais gerenciada e planejada. A partir de 2011, foi constatado que a maioria desses órgãos que não dispõem de estrutura própria de TI poderiam passar a ser atendidos pelas empresas públicas de informática, principalmente quando se tratam de sistemas de missão crítica. Isso ocorre porque esses serviços requerem elevada qualidade, uma vez que se não houver um nível de serviço adequado podem surgir problemas para o país.

    "Não será um movimento abrupto, mas, sim, gradual", prevê a secretária da SLTI. Para ela, o Serpro já atende esses seus clientes de uma forma ampla, até por ser o gestor de serviços, como a Infovia, rede de fibra que já alcança 85 órgãos. "A Dataprev, por sua vez, nasceu caracterizado por um conceito de seguridade social. Vamos aumentar o papel da instituição pública em tecnologia da informação na prestação de serviços, embora haja uma realidade de autonomia dos órgãos", informa Bretas.

    O movimento de concentração das aplicações nos data centers das empresas públicas de TI também atinge os Estados, segundo informa Paulo Coelho, presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP) e presidente do Proderj, a companhia de TI do Rio de Janeiro. Ele diz que a entidade não tem diretriz normativa, mas, sim, fomento à cooperação, à troca de experiência e ao compartilhamento. "Existe um movimento forte de retomada por parte das empresas de processamento no sentido de uma consolidação de data center. Algumas secretarias têm estrutura própria que poderia funcionar como contingência", diz Coelho.
    Consolida

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    Caixa, BB e Dataprev modernizam estruturas

    Autor(es): Por Carmen Nery | Para o Valor, do Rio
    Valor Econômico - 29/05/2013


    Os data centers do setor público estão entre os maiores e mais modernos do país e são responsáveis pelo processamento de algumas das aplicações mais críticas para o atendimento ao cidadão. No Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) é processada toda a área financeira do governo federal. "Somente para a Receita Federal processamos 26,3 milhões declarações, enquanto o IR pessoa jurídica conta com 10 milhões de declarações mensais. O Siscomex e o Siscoserv controlam todas as exportações e importações de produtos e serviços do país, num total de mais de R$ 200 bilhões de mercadorias", diz Mario Mazoni, presidente do Serpro.

    Para dar conta de tudo isso, a empresa possui três data centers, em Brasília, Rio e São Paulo, interligados por fibra óptica, dotados de sala cofre e capacidade somada de 3,5 pentabytes de armazenamento. Agora o Serpro investe R$ 80 milhões na construção de um novo data center em São Paulo, ocupando 2 mil m2 e classificado no nível máximo de segurança e disponibilidade, o tiar 4.

    A Dataprev processa - para o Instituto Nacional de Seguro Social e o Ministério da Previdência Social - o Cadastro Nacional de Informações (CNIS), o Sistema de Benefícios (SUB) e o Sistema de Administração de Benefícios por Incapacidade (SABI). Para o Ministério do Trabalho e Emprego, processa os sistemas de Seguro Desemprego, Intermediação de Mão de Obra (IMO) e o Pronatec. Além de aplicações para o Ministério do Planejamento e para a Receita Federal, após a unificação da Secretaria da Receita Federal com a Secretaria de Receita Previdenciária.

    "Temos um projeto de virtualização e a meta para operar com nuvem", diz Daniel Darlen, diretor de infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação da Dataprev. Um dos projetos nesta linha é pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Darlen informa que os investimentos na modernização dos três data centers da empresa somam cerca de R$ 200 milhões. O maior desembolso será feito no Rio, que dobra o tamanho para 800 m2 e é responsável por R$ 124,4 milhões. As obras do data center de Brasília foram concluídas em 2012. As obras de São Paulo devem estar prontas até o fim deste ano; e as do Rio, em 2014.

    A Caixa é responsável pelo processamento de quase tudo relacionado às políticas públicas do governo e aos direitos do cidadão - FGTS, PIS, Seguro Desemprego, Habitação. Sem falar nas loterias cujo processamento é realizado de forma conjunta em São Paulo e Brasília, para maior segurança. Mas, instalados nos anos 90, eles estão em processo de migração para o novo data center padrão tiar 4 construído de forma compartilhada com o Banco do Brasil.

    "A rede lotérica já responde por 60% do recebimento de toda conta de concessionárias e de boletos. Quando a Mega Sena acumula, são processadas 1,7 mil transações por segundo", diz Joaquim Lima, vice-presidente de tecnologia da informação da Caixa. Além do data center compartilhado com o Banco do Brasil, o banco está construindo um segundo ambiente padrão tear 4 em Brasilia. "A ideia é que haja um espelhamento entre os dois e um plano de continuidade de negócios", informa Lima.

    O Complexo Data Center Cidade Digital BB-Caixa - compartilhado com 80% do Banco do Brasil e 20% da Caixa, localizado no Parque Tecnológico Capital Digital, em Brasília (DF) - foi construído por meio da primeira Parceria Público Privada (PPP) do governo federal no modelo de concessão administrativa. O complexo vai garantir a expansão dos negócios do BB e da Caixa nos próximos 15 anos. O investimento para a construção foi de R$ 322 milhões. Segundo Geraldo Dezena, vice-presidente de tecnologia do BB, serão investidos, ao longo de 15 anos, mais de R$ 2 bilhões na aquisição de equipamentos de TI.
    Caixa, BB e Dataprev modernizam estruturas — Portal ClippingMP

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