Os EUA são o principal destino dos brasileiros no exterior, assim como os maiores beneficiários dos gastos em viagem. Em 2011, essa soma passou de US$ 8 bilhões. Segundo dados oficiais, a embaixada e os consulados americanos no Brasil processaram 1.020.352 vistos de janeiro a dezembro de 2012.

Os dois governos acertaram, em março, a participação inicial de 1,5 mil viajantes pelo Global Entry. O benefício não vale para turistas comuns, mas apenas para os que visitam o país com maior assiduidade, ou a trabalho. Ainda não há, porém, data para o início do programa.

Correio Braziliense - 01/06/2013


Uma das grandes expectativas em se tratando das relações entre Brasil e Estados Unidos, a isenção do visto para cidadãos em visita não sofrerá alterações a curto prazo. Ao se referir ao tema, na passagem por Brasília, o vice-presidente americano, Joe Biden, limitou-se a ressaltar os esforços de seu governo para facilitar a emissão do visto, dobrando o número de consulados no país. Isso teria permitido, segundo Biden, reduzir de 12 semanas para poucos dias o tempo de espera.

O visitante ressaltou a importância de que mais brasileiros visitem os EUA. “Não apenas pelo comércio, mas para nos verem, para começarem a nos entender, com nossos erros e tudo mais. Nossas falhas e nossa firmeza”, disse. “Estamos convencidos de que, se nosso povo vir em primeira mão o que está acontecendo aqui no Brasil, e se a mesma coisa ocorrer lá, esse relacionamento se tornará mais estreito.”

Os EUA são o principal destino dos brasileiros no exterior, assim como os maiores beneficiários dos gastos em viagem. Em 2011, essa soma passou de US$ 8 bilhões. Segundo dados oficiais, a embaixada e os consulados americanos no Brasil processaram 1.020.352 vistos de janeiro a dezembro de 2012.

Embora o presidente Barack Obama tenha defendido, no ano passado, que o Brasil passe a integrar o grupo de países para os quais é dispensada a exigência de visto, ainda não existem mudanças sobre o tema. Atualmente, autoridades dos dois países negociam os termos de um acordo para implementação do Global Entry, que permite o ingresso em território americano sem passar pelas filas de imigração.

Os dois governos acertaram, em março, a participação inicial de 1,5 mil viajantes pelo Global Entry. O benefício não vale para turistas comuns, mas apenas para os que visitam o país com maior assiduidade, ou a trabalho. Ainda não há, porém, data para o início do programa.

A embaixada americana abriu unidades do Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (Casv) em Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Nesses locais, são coletados dados biométricos do solicitante antes que ele compareça ao serviço consular. O mecanismo tem permitido agilizar o processo. Em sua visita do ano passado, a então secretária de Estado Hillary Clinton e o secretário do Interior, Ken Salazar, anunciaram a criação de mais dois consulados no Brasil.

Um dos requisitos para que seja extinta a exigência do visto a um país, segundo a regulamentação do Congresso americano, é que sejam aprovados pelo menos 97% dos pedidos. A taxa brasileira, no ano passado, chegou a 96%. O tema tem sido recorrente nas reuniões entre autoridades brasileiras e americanas, como no encontro do mês passado, em Washington, entre o chanceler Antonio Patriota e o secretário de Estado John Kerry. (RT)
Isen