No mês passado, o Brasil importou 90% dos veículos fabricados na Argentina.

Mais uma vez o mercado brasileiro salva o setor automotivo argentino da crise econômica.

Segundo a Associação de Fabricantes de Automóveis (Adefa), do total de 331 mil veículos produzidos de janeiro a maio pelas montadoras instaladas no país, o Brasil absorveu quase a metade, 159 mil.

As exportações gerais de maio foram de 49,6 mil unidades, aumento de 73% em comparação a maio de 2012. O Brasil respondeu por 87,9% das exportações de veículos argentinos. Para analistas, a Argentina foi amplamente beneficiada com a decisão do governo brasileiro de prorrogar a redução do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) até dezembro.

A Argentina exportou um total de 180,8 mil automóveis nos cinco primeiros meses do ano, uma alta de 26% em comparação a igual período de 2012.

A dependência da indústria automotiva argentina preocupa a Adefa. Em comunicado, a entidade comandada por Cristiano Ratazzi (presidente da Fiat Argentina) indica que "continua consolidando-se a posição do Brasil como principal destino das unidades argentinas, fato que coloca um duplo desafio. Por um lado, avançar nas negociações para um novo acordo automotivo com o principal sócio comercial para propiciar um marco de previsibilidade para o setor. Por outro lado é preciso diversificar destinos e ter melhor acesso na Comunidade Andina".

Pelo acordo atual, em julho deveria entrar em vigor o livre comércio entre os dois países, mas, diante da resistência do governo argentino, os dois países devem prorrogar as regras atuais por mais 12 a 18 meses.
Brasil importa metade dos carros produzidos na Argentina — Portal ClippingMP