Banda larga: Padrão permite 1Gbps e renova fôlego das redes de cobre

Uma discussão técnica iniciada ainda em 2011 avançou um pouco na União Internacional das Telecomunicações e, potencialmente, pode significar um impulso significativo para as conexões de banda larga a um custo mais baixo: transmissões de 1Gbps utilizando as já instaladas redes de fios de cobre.

Na prática, um dos grupos de estudo da UIT aprovou o primeiro estágio da padronização do que está sendo chamado de G.fast. “o que pavimenta o caminho para que [a padronização do] G.fast seja aprovada no início de 2014”, indica uma nota publicada nesta terça-feira, 16/7, pela entidade.

Em especial, essa discussão técnica tem importância por conta da forma como essa tecnologia funciona. Como, diferentemente do padrão em uso no cobre (VDSL2), o G.fast utiliza transmissões em frequências mais altas que as atuais, há risco de interferência com rádios FM.

Superada essa dificuldade, no entanto, o G.fast pode muito bem se tornar uma forma muito mais econômica de ampliar as velocidades disponíveis aos usuários finais. Em princípio, seria possível alcançar taxas de transmissão entre 500Mbps até 1Gbps nos fios de cobre. Ou seja, dá à rede já instalada performance de fibras ópticas.

A grande relevância disso é o custo – um estudo da suíça Swisscom sustenta que 80% do investimento em FTTH (fibra até a casa, em inglês) é a ligação dos “armários” nas ruas até o modem dos clientes. E é basicamente a distância aproximada de 200 metros – teoricamente até 500 metros – na qual o G.fast vai funcionar. E com um elemento adicional de redução de custos para as empresas: ele poderá ser instalado diretamente pelos usuários, sem a necessidade de visitas da assistência técnica.
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