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    Mapa dos Cabos submarinos em operação e planejados

    A notícia não é novidade, mas interessante o mapa interativo no link:

    Ap

    Esse cabos Atlantis-2 (Fortaleza-Senegal-Portugal) está realmente em operação?



    Após espionagem dos EUA, Brasil tenta acelerar construção de cabos submarinos

    Em paralelo ao debate sobre leis que garantam a privacidade dos brasileiros na internet, governo busca reduzir exposição de dados na rede


    Claudia Tozetto- iG São Paulo | 09/08/2013 05:30:40- Atualizada às 09/08/2013 10:04:09

    As rotas de cabos submarinos que conectam os brasileiros a outros internautas no exterior estão na mira do governo brasileiro após as denúncias de Edward Snowden, ex-técnico de informática da agência nacional de segurança americana (NSA, na sigla em inglês), sobre a espionagem do governo dos Estados Unidos a milhões de telefonemas e e-mails de brasileiros. Atualmente, cerca de 90% do tráfego de dados gerado nas conexões de internet brasileiras passa pelos Estados Unidos, o que torna a maior parte das chamadas de voz, e-mails e bate-papos vulneráveis à interceptação pela NSA.

    LEIA TAMBÉM:
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    “Os cabos passam pelos EUA e, para fazer a conexão com o Japão ou com a Europa, a gente tem de passar por lá”, explica Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério das Comunicações. As informações transmitidas por meio da internet no Brasil são transmitidas para o resto do mundo por meio de seis sistemas de cabos de fibra óptica. Segundo o iG apurou, quatro deles fazem conexão com os Estados Unidos (veja o infográfico) , o que coloca os EUA como principal rota das informações enviadas por meio da internet brasileira, mesmo que não seja seu destino final.

    Na prática, quando um brasileiro inicia seu navegador de internet e digita o endereço de um site que está hospedado em um servidor na Europa ou na Ásia, o computador empacota a solicitação e a despacha pela rede, com o endereço do servidor de destino. As informações são transmitidas por meio da conexão de banda larga públicas ou privadas e, ao chegar às fronteiras do País, seguem seu caminho por meio de cabos submarinos. Nas “estradas” da internet, o pacote de dados percorre milhares de quilômetros até chegar ao servidor de destino. Depois de processar a solicitação, o servidor gera um novo pacote de dados com as informações solicitadas pelo usuário e o despacha de volta pela internet.

    Como não existem cabos submarinos para ligar todos os países, os pacotes de dados passam por grandes pontos de troca de tráfego (PTTs), data centers onde redes de grande porte de empresas de internet, provedores e operadoras se encontram. “É como numa rodoviária, onde diversas empresas de ônibus chegam para pegar e deixar passageiros”, compara Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, órgão que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI).

    Os pacotes de dados passam por PTTs de grande porte, como o NAP das Américas localizado em Miami (EUA). Além dele, existem outros 13 PTTs para troca de tráfego internacional no mundo, nenhum deles no Brasil. Nestes data centers, grandes roteadores recebem informações trazidas por cabos submarinos, verificam o destino e redirecionam os pacotes de dados para outros cabos que os levem até seu destino final. “Os EUA são um ponto de concentração, porque recebem muito tráfego e geram muito tráfego de internet”, diz Getschko. “A maior parte do tráfego de dados internacional acaba passando pelos EUA em algum momento.”

    Denúncias geram alerta

    Antes uma questão apenas de logística, o controle sobre os cabos submarinos que conectam as redes de internet em todo o mundo se tornou questão de segurança nacional. Documentos da NSA sobre o programa de espionagem americano obtidos pelo jornal "O Globo" apontam que a agência utiliza um programa chamado Fairview para coletar dados em redes de comunicação em todo o mundo, por meio de uma parceria com uma grande operadora americana. “Na hora que o tráfego passa pelos roteadores nos PTTs, alguém pode olhar esses pacotes de dados”, explica Getschko. As leis americanas obrigam empresas baseadas nos EUA, sejam elas de serviço de internet ou operadoras, a colaborar em ações de espionagem.

    No total, o Brasil possui uma capacidade de banda contratada para transmissão de dados por meio de cabos submarinos de 3,7 Tbps (terabits por segundo), de acordo com a consultoria TeleGeography. Para efeito de comparação, essa banda permitiria que o Brasil transmitisse a mesma quantidade de dados armazenados em 657 DVDs a cada segundo para os EUA. A capacidade de transmissão de dados contratada, no entanto, não é completamente utilizada. “Em 2013, as rotas entre o Brasil e EUA transmitiram 680 Gb por segundo, o que equivale a transmissão do conteúdo de 144 DVDs a cada segundo para os EUA a partir do Brasil”, diz Greg Brian, analista sênior da TeleGeography.

    Logo após as denúncias de Snowden, o governo brasileiro anunciou a formação de um grupo técnico para investigar as denúncias de espionagem e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que investigaria se as operadoras brasileiras violaram o sigilo dos dados e ligações telefônicas e se houve participação de empresas brasileiras no esquema de espionagem do governo dos EUA. “Só interceptamos a comunicação se há autorização judicial da Justiça brasileira”, diz Alex Castro, diretor da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). Além disso, o governo brasileiro pediu mais rapidez na análise de leis que garantam a privacidade dos dados de brasileiros, como o Marco Civil da internet e a Lei de Proteção de Dados Pessoais .
    Getty Images
    Construção de novos cabos submarinos pode ajudar Brasil a evitar exposição desnecessária de informações nos EUA

    Defesa anda devagar

    Poucas ações novas, no entanto, fazem parte da estratégia do governo para proteger e-mails, conversas de chat e outras informações das ações de espionagem da NSA. O principal projeto em discussão é a construção de dois cabos submarinos: um deve conectar o Brasil diretamente à Europa e outro deve ligar o Brasil à África. Dessas localidades, os pacotes de dados com origem no Brasil poderão seguir rotas para países da Europa, Oriente Médio, Ásia e Oceania, sem passar pelos EUA. Atualmente, o Brasil possui apenas um cabo submarino conectado à Europa por meio de Portugal, o Atlantis-2, mas ele é usado somente para transporte de comunicações por voz, por ter capacidade limitada.

    Os projetos já estavam em andamento antes das denúncias de Snowden. “Estamos há mais de um ano fazendo estudos sobre estes cabos submarinos”, diz Caio Cezar Bonilha Rodrigues, presidente da Telebras.

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  2. #2
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    Citação Postado originalmente por Arr Ver Post
    Esse cabos Atlantis-2 (Fortaleza-Senegal-Portugal) está realmente em operação?


    Submarine Cable Map


    Atlantis-2

    RFS: February 2000
    Cable Length: 8,500 km
    Owners: Embratel, Deutsche Telekom, Telecom Italia Sparkle, Telecom Argentina, Telefonica, Portugal Telecom, France Telecom, Telefónica Larga Distancia de Puerto Rico, AT&T, Belgacom, KT, SingTel, Sprint, Tata Communications, Verizon Business, TPSA, BT
    URL: n.a.

    Landing Points

    Dakar, Senegal
    El Médano, Canary Islands, Spain
    Fortaleza, Brazil
    Las Toninas, Argentina
    Lisbon, Portugal
    Praia, Cape Verde


    Greg's Cable Map

    ATLANTIS-2
    40Gbps, 12000km, In Service:1999
    Accuracy - Schematic
    Cable is a schematic representation of the connectivity. Path might not be geographically accurate, and branching configuration is a best-guess.
    More Information
    Submarine Networks | Alcatel-Lucent
    Atlantis-2 - Wikipedia, the free encyclopedia
    7 Cable Landings
    Cape Verde (Praia da Quebra Canela)
    Conil (Spain)
    Dakar (Senegal)
    Fortaleza (Brazil)
    Las Toninas (Argentina)
    Lisbon (Portugal)
    Recreio Beach (Brazil)
    Última edição por 5ms; 09-08-2013 às 22:15.

  3. #3
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    O Atlantis2 tem baixa capacidade. É basicamente tráfego de voz...

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