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  1. #1
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    Profissionais de TI iniciam greve nesta segunda

    SÃO PAULO - O Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd) inicia nesta segunda, 28, a greve da categoria.

    Na última audiência, sexta-feira, dia 25, no Ministério Público do Trabalho (MPT), não houve acordo com o Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo), que não aceitou a proposta do MPT de aumento salarial de 8,6%. O sindicato patronal sugeriu um índice de reajuste menor, de 7,5%, rejeitado pelo Sindpd.

    O Seprosp também não aceitou a proposta do órgão paulista da concessão obrigatória por parte das empresas do benefício de Participação em Lucros e Resultados (PLR).

    Além disso, propôs um valor inferior de vale-refeição, oito reais, e, mesmo assim, restrito às empresas com mais de 200 empregados. O MPT havia proposto R$ 12 para jornada de trabalho de oito horas, com acréscimo de R$ 6 nos casos de carga horária superior.

    O sindicato dos patrões também negou-se a criar os pisos para programadores e analistas, propostos pelo MPT, nos valores de R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil, respectivamente.

    Diante da negativa do sindicato patronal em relação à proposta conciliatória do MPT, o Sindpd não só declarou que a categoria paulista entrará em greve como agora não abre mão do atendimento às condições por ele propostas, inicialmente, antes das audiências: aumento salarial real de 11,9%, vale-refeição diário de 15 reais, participação nos lucros, além de ampliação dos pisos da categoria e licença maternidade obrigatória de seis meses.

    Um acordo com o Ministério Público manterá 80% dos funcionários de estatais, como Prodesp, Prodam e Ima de fora. Nos serviços essenciais, como hospitais, operações bancárias e transportes, o contingente será de 60%.

    Uma das batalhas do Sindpd será manter a força da greve. Muitos trabalhadores da classe são autônomos, trabalhando como cooperados ou pessoa jurídica, diminuindo sua relação com os sindicatos da categoria. Por conta disso, o sindicato mantém textos e avisos de greve em seu site, procurando explicar seus mecanismos legais e divulgando mensagens de incentivo como “Declare greve! Agora é apagão de TI” no Twitter.
    fonte: Profissionais de TI iniciam greve nesta segunda - Carreira - Not
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  2. #2
    Quero ser Guru
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    eita! vamos abrir um help desk pessoal??

  3. #3
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    Isso tudo aconteceu por culpa deles mesmo, que se sujeitaram a trabalharem desta forma, tudo por ganância de ganhar um dinheirinho a mais, e agora se arrependeram e quem paga o pato são os seus chefes... No início deste século recusei emprego de PJ, mas muitos que aceitaram ficavam elogiando pois iriam ganhar mais. Como sempre quem quer se dar bem fácil...

  4. #4
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    Ganhar mais é ilusão. Não tem FGTS, nem seguro-desemprego, nem nada da rede de proteção salarial que infelizmente é imposta ao empregador.
    Assim, tanto faz vc ganhar 8 mil como funcionario como 12 mil como PJ, dá exatamente na mesma, a diferença é que como funcionário você está poupando forçadamente para seu futuro.

  5. #5
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    Aqui no Rio, o que me incomoda destes 2 sindicatos (patronal e funcionarios) é que eles juntam todas as atividades (programador, analista, tecnico (hardware), etc) e todos os tamanhos de empresas (seja a IBM ou uma microempresa) no mesmo saco e querem impor regras que pequenos nunca poderão cumprir, forçando ao informalidade e impedindo a geração de novos empregos.
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  6. #6
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    Citação Postado originalmente por Winger Ver Post
    Aqui no Rio, o que me incomoda destes 2 sindicatos (patronal e funcionarios) é que eles juntam todas as atividades (programador, analista, tecnico (hardware), etc) e todos os tamanhos de empresas (seja a IBM ou uma microempresa) no mesmo saco e querem impor regras que pequenos nunca poderão cumprir, forçando ao informalidade e impedindo a geração de novos empregos.
    No Brasil sempre se dá um jeitinho para se aumentar os custos, reduzir a competitividade, e arranjar boquinhas para incompetentes se locupletarem. Nem discuto a existência desse sindicato -- no Rio existe há décadas o sindicato dos guardadores autônomos de automóveis (flanelinhas).

    Enquanto isso, estava lendo sobre a lista das 500 maiores empresas do mundo.

    O Brasil está na lista com 7. A China com 46, India com 8, Russia com 6. Grande BRIC! Mas se tirar a China, grande m.

    Das brasileiras, a 1a. na lista é a Petrobras (54), seguida de 3 bancos (Itau 117,Bradesco 135,BB 148) e na rabeira Vale (363), Ultrapar (473) e JBS (496).

    Todos nutridos nas tetas do governo e do BNDES. Mais do mesmo.

    http://money.cnn.com/magazines/fortu...es/Brazil.html
    Última edição por 5ms; 29-03-2011 às 13:37.

  7. #7
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    Estes sindicatos estão forçando para que técnico de microcomputador sejam todos informais, a matemática torna inviável:

    O salário base de R$ 772,00 mais tudo que eles obrigam a dar (vale alimentação, seguro, etc) + vale transporte e impostos fazem um funcionário sair por aproximadamente R$ 1.600,00 para a empresa.

    Isso dá um custo de R$ 80,00 /dia, considerando 20 dias úteis (nos raros meses que conseguimos isso)

    se por exemplo, voce precisar de 2 tecnicos para atender a sua demanda, voce precisa ter 3, para cobrir faltas e ferias, logo, o custo /dia vai para R$ 120,00.

    Considerando que uma empresa é algo que existe para ter lucro, quando se cobraria pelo atendimento deste técnico?

    Com computadores novos custando preço de banana - qual o futuro destes profissionais?

    A impressão que dá é que para os sindicatos, o microcomputador não precisa de manutenção, eles só valorizam os desenvolvedores e programadores, mas como seria para estes sem a maquina funcionando??

    Valorizar um profissional não é apenas impor valores inviáveis e ir matando a profissão, seria tornar digno o que eles fazem e garantir seu futuro.

    Outra boa pergunta: - Quem irá atender o usuário residencial na idéia destes sindicatos?
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  8. #8
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    Infelizmente, a maioria das empresas dependem demasiadamente de contratos com o governo ou estatais, seja com contratos diretos ou prestando serviços/fornecendo para aquelas que tem contratos nos 3 niveis de governo. O que esses sindicatos miram é prestigio politico e dinheiro fácil operando junto a faixa de funcionários dessas empresas, pois os custos acabam sendo pagos pelo governo e todos acabam felizes. Não estão e nunca estiverem preocupados (vide biografia do Lula) com funcionários de pequenas empresas e não estão preocupados com as pequenas empresas (vide o histórico do Lula e do PT). O lance dos sindicatos e politicos é atuar no atacado. Sindicatos não se preocuparão com 500 ou 5000 técnicos de informática do Rio trabalhando em empresas pequenas, pois, por exemplo, na Petrobrás praticamente toda a área de TI é terceirizada. Quantos mais em Furnas, na Prefeitura, IBM, Unisys, Accenture ... ? E nas universidades estaduais e federais, a mesma coisa.

    Esses sindicatos estão jogando para a platéia. Estão mirando em grandes potes de ouro com o discurso dos descamisados. As pequenas empresas são vitimas colaterais desse esquema, pois não tem como repassar os custos para um contrato gordo, e sobrevivem muitas vezes na semi-legalidade usando artificios como contratação de "cooperativas" ou pessoa fisica como PJ.
    Última edição por 5ms; 29-03-2011 às 15:00.

  9. #9
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    Resumindo, terceirizar é a opção pra quem é micro?
    A questão que o Winger levantou é mais do que real. Como se faz para sustentar todo esse pessoal?
    Alexandre Silva Hostert

    Veezon
    Gerenciamento de Servidores


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  10. #10
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    Não tenho uma resposta. O que eu tenho visto é que os encargos com as leis sociais, a Justiça do Trabalho e o seguro desemprego provocaram em alguns segmentos uma bagunça danada. Conheço um cliente que paga corretamente todos os encargos, oferece excelente ambiente de trabalho, plano de saude de primeira, etc, e quando vai demitir um funcionário por falta de empenho/competência, e até mesmo quando o funcionário é que deseja sair, acaba fazendo "acordo" e pagando multa do FGTS, com o funcionário de caso pensado passando meses ganhando o seguro desemprego, só para não brigar com o sindicato ou advogados trabalhistas, o que acabaria saindo mais caro e duvidoso. Agora ele está pensando em criar uma nova empresa para "terceirizar" os serviços com alta rotatividade de mão-de-obra e deixar a empresa principal fora desse rolo.
    Última edição por 5ms; 29-03-2011 às 17:34.

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