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  1. #1

    95th percentile - Bandwidth Usage

    Francamente falando não entendi, mesmo lendo e relendo várias explicações de diferentes Hosting sobre isso.
    Pelo wikipedia até está tranquilo entender, mas lendo outras explicações falam em procedimento para evitar picos, aí bagunçou.
    Agradeço qualquer ajuda a esse iniciante.

    Fo que realmente se trata? Todas as empresas de Hosting usam esse tipo de procedimento?
    Como devo calcular a métrica quando está demostrado "Bandwidth Usage (current month): 121.4 Mbps"?

    Obrigado!

  2. #2
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    Vamos lá.

    Primeiramente, porque a metodologia existe: ela é uma forma de se contrabalancear o custo entre a disponibilidade de link e o seu uso real. A operadora que te vende link as vezes tem de fazer investimentos significativos para poder te atender (comprar um switch, ou porta de switch; passar fibra, quebrar chão - fazer obra, etc. Aí digamos, você tem uma porta de 10Gbps (cujo roteador ou linecard custou entre 15000 e 30000 dolares, mais talvez o switch que tenha custado uns 3000), mas só usa correntemente 100Mbps a um custo de, digamos, $3 por Mbps (tipo, pagando no taxímetro). Ou seja, a renda deles é mínima e você não é lucrativo. Aí você fecha um CDR (commited data rate) que é um contrato de mínimo de Mbps para ter aquele preço (o minimo que a operadora quer lucrar por uma porta do switch/roteador). Para ele ter o resto do circuito a sua disponibilidade (e em tese eles terem isso reservado sem overselling em todo o planejamento de capacidade de rede deles) e você poder chegar ao pico da porta quando quiser, é cobrado no modelo de 95%. Imagine o táxi, que te cobra por Km efetivamente rodado E MAIS um tanto por hora (parada à disposição ou andando mesmo), é uma combinação disso. O modelo de 95% inclui a "taxa de hora parada" análoga ao taxi sendo que obviamente o taxi tem 3-4 lugares, e no caso da banda, o numero de assentos disponiveis varia conforme o tamanho do taxi (tamanho da porta) e quanto vc quer ter sempre reservado pra vc.

    Quem usa este tipo de procedimento são as operadoras de telecom (carriers). As operadoras SÒ FUNCIONAM ASSIM. Elas não cobram por média de uso ou por quantidade de dados trafegados. As empresas de hosting inventaram uma fórmula para vender o taxímetro por GB de dados transferidos (utilização), ao invés de por Mbps (capacidade), mas isso só funciona em escala e em modelos fechados. Se seu tráfego fizer o 95th % das empresas de hosting junto às operadoras delas se modificar, provavelmente você será convidado a pagar pelo modelo de 95% ou se retirar, pois aí estará dando prejuízo.

    Dada a explicação do porque, vamos ao como:
    A medida de circuitos em xth % (a maioria cobra 95%, outros como a Cogent fazem 90%) é feita de N em N minutos em contrato (normal é de 5 em 5).
    Ou seja, em 30 dias, são feitas 2250 medidas de como o tráfego está naquele momento (quantos Mbps estão em uso). Formula simples: (60 min * 24h * 30d)/5 min.
    Destas 2250 medidas, elas são ordenadas então em ordem crescente, e as 100-x%, ou seja, 5% maiores (ou 10% no caso da Cogent) são descartadas (113 maiores no caso dos 95%), são picos de banda "gratuitos". A maior medida então (a 114ª maior no caso dos 95%) é a cobrada como sendo sua utilização real nos 95%.
    Em termos de horas, isso significa que você pode ter picos de banda de 36h por mês que não serão cobrados, já se o pico insistir na hora 36h05min ele será cobrado.

    Existem algumas pouquissimas empresas de hosting que cobram pela média da sua utilização (gráfico). Em geral é a mesma coisa que cobrar por GB trafegado, a diferença básica é que, enquanto a do GB trafegado utiliza os contadores da porta do switch de maneira absoluta (entrou tanto saiu tanto de bytes), a de média de utilização utiliza as leituras de 5 em 5 minutos do uso de banda atual (por Mbps) e depois fazem uma média estatística disso, e calculam quanto de dados foram transferidos, baseado na média de Mbps usados (que é aproximada e não exata). Mas aí nesse caso TODOS os picos são considerados e não há descarte dos 5% maiores.

    Compliquei mais ainda ou consegui explicar?

  3. #3
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  4. #4
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    Complicando a complicada explicação do Cresci, equipamentos de rede trabalham com bits e sistema decimal (K = 1000). No caso de servidores, switches inteligentes possuem contadores por porta que podem ser acessados remotamente. Basta um programa acessar em intervalos regulares tais contadores e calcular a diferença para obter a quantidade de bits que "cruzaram o switch" e calcular a taxa média de transferência naquele periodo. Dessa forma, o 95 percentil é determinado ordenando essas taxas médias e removendo 5% do topo da lista. O novo máximo é a taxa a ser considerada.

    Obs: Para a maioria dos usuários é mais vantajoso franquia em transferência de dados porque pode ser realizada na maior capacidade mas o provedor precisa de escala para não ocorrer congestão. Por exemplo, a Incero tem opção de 5TB @ 10GE o que teoricamente permitiria um pico de 10Gbps durante ~5000 segundos.

  5. #5
    Citação Postado originalmente por cresci Ver Post
    Vamos lá.

    Primeiramente, porque a metodologia existe: ela é uma forma de se contrabalancear o custo entre a disponibilidade de link e o seu uso real. A operadora que te vende link as vezes tem de fazer investimentos significativos para poder te atender (comprar um switch, ou porta de switch; passar fibra, quebrar chão - fazer obra, etc. Aí digamos, você tem uma porta de 10Gbps (cujo roteador ou linecard custou entre 15000 e 30000 dolares, mais talvez o switch que tenha custado uns 3000), mas só usa correntemente 100Mbps a um custo de, digamos, $3 por Mbps (tipo, pagando no taxímetro). Ou seja, a renda deles é mínima e você não é lucrativo. Aí você fecha um CDR (commited data rate) que é um contrato de mínimo de Mbps para ter aquele preço (o minimo que a operadora quer lucrar por uma porta do switch/roteador). Para ele ter o resto do circuito a sua disponibilidade (e em tese eles terem isso reservado sem overselling em todo o planejamento de capacidade de rede deles) e você poder chegar ao pico da porta quando quiser, é cobrado no modelo de 95%. Imagine o táxi, que te cobra por Km efetivamente rodado E MAIS um tanto por hora (parada à disposição ou andando mesmo), é uma combinação disso. O modelo de 95% inclui a "taxa de hora parada" análoga ao taxi sendo que obviamente o taxi tem 3-4 lugares, e no caso da banda, o numero de assentos disponiveis varia conforme o tamanho do taxi (tamanho da porta) e quanto vc quer ter sempre reservado pra vc.

    Quem usa este tipo de procedimento são as operadoras de telecom (carriers). As operadoras SÒ FUNCIONAM ASSIM. Elas não cobram por média de uso ou por quantidade de dados trafegados. As empresas de hosting inventaram uma fórmula para vender o taxímetro por GB de dados transferidos (utilização), ao invés de por Mbps (capacidade), mas isso só funciona em escala e em modelos fechados. Se seu tráfego fizer o 95th % das empresas de hosting junto às operadoras delas se modificar, provavelmente você será convidado a pagar pelo modelo de 95% ou se retirar, pois aí estará dando prejuízo.

    Dada a explicação do porque, vamos ao como:
    A medida de circuitos em xth % (a maioria cobra 95%, outros como a Cogent fazem 90%) é feita de N em N minutos em contrato (normal é de 5 em 5).
    Ou seja, em 30 dias, são feitas 2250 medidas de como o tráfego está naquele momento (quantos Mbps estão em uso). Formula simples: (60 min * 24h * 30d)/5 min.
    Destas 2250 medidas, elas são ordenadas então em ordem crescente, e as 100-x%, ou seja, 5% maiores (ou 10% no caso da Cogent) são descartadas (113 maiores no caso dos 95%), são picos de banda "gratuitos". A maior medida então (a 114ª maior no caso dos 95%) é a cobrada como sendo sua utilização real nos 95%.
    Em termos de horas, isso significa que você pode ter picos de banda de 36h por mês que não serão cobrados, já se o pico insistir na hora 36h05min ele será cobrado.

    Existem algumas pouquissimas empresas de hosting que cobram pela média da sua utilização (gráfico). Em geral é a mesma coisa que cobrar por GB trafegado, a diferença básica é que, enquanto a do GB trafegado utiliza os contadores da porta do switch de maneira absoluta (entrou tanto saiu tanto de bytes), a de média de utilização utiliza as leituras de 5 em 5 minutos do uso de banda atual (por Mbps) e depois fazem uma média estatística disso, e calculam quanto de dados foram transferidos, baseado na média de Mbps usados (que é aproximada e não exata). Mas aí nesse caso TODOS os picos são considerados e não há descarte dos 5% maiores.

    Compliquei mais ainda ou consegui explicar?
    Obrigado pelas explicações, entendido.

    Mas no caso, esses 95th eu acredito que sejam re-calculados e re-atualizados todo mês, não é? Senão não dará perspectiva de crescimento ao negócio.

  6. #6
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    A medição de cobrança é sempre o 95% mensal, e não o acumulado de meses.

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