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  1. #1
    Quero ser Guru
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    Question Provedores em Datacenters USA

    Boa tarde!

    Estou tentando entender mais essa parte de provedores de internet que chegam aos datacenters americanos, neste caso.
    Como exemplo para tentar tirar minha dúvida irei utiliza a LiquidWeb

    No datacenter deles fala assim:
    Providers: Level3, Verizon, Global Crossing, Cogent, Comcast
    Como é feita esta 'escolha' de qual provedor minha conexão ou a de meus clientes até o DC deles? É pela rota mais curta? É de forma automatizada? Eu posso passar uma vez pela Level3, e meu outro cliente pela Verizon, e outra pessoal pela Cogent? Ou é apenas um destes para o dedicado?

    É possível eu solicitar a escolha de um em especifico e fixo para o meu dedicado? Vamos supor que para conexão para o Brasil a Level3 é melhor, eu quero que todas conexões feitas pelos meus clientes seja por ela, é possível? Ou isso parte do provedor de cada cliente (Net, Vivo, GVT etc...)? E não tem nada haver com o DC?

    Essa são minhas dúvidas. Agradeço a atenção.

    Att.

  2. #2
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    Citação Postado originalmente por marcelorp Ver Post
    Como é feita esta 'escolha' de qual provedor minha conexão ou a de meus clientes até o DC deles? É pela rota mais curta? É de forma automatizada? Eu posso passar uma vez pela Level3, e meu outro cliente pela Verizon, e outra pessoal pela Cogent? Ou é apenas um destes para o dedicado?
    Todas as alternativas anteriores


    Citação Postado originalmente por marcelorp Ver Post
    É possível eu solicitar a escolha de um em especifico e fixo para o meu dedicado? Vamos supor que para conexão para o Brasil a Level3 é melhor, eu quero que todas conexões feitas pelos meus clientes seja por ela, é possível? Ou isso parte do provedor de cada cliente (Net, Vivo, GVT etc...)? E não tem nada haver com o DC?
    Novamente, todas as anteriores.

    Sugiro você dar uma lida nos artigos do site Dr. Peering.

  3. #3
    Quero ser Guru
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    Vou dar uma lida.

    Mas de antemão, poderia me dizer se é melhor eu escolher um provedor fixo (já que é possivel)? Ou deixar essa escolha automatizada? Se for fixo, existe algum deles que tem melhores resultados para conexões com o Brasil? Digo melhor, seria a melhor média, pois o melhor para todos não existe.

    Att.

  4. #4
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    Citação Postado originalmente por marcelorp Ver Post
    Vou dar uma lida.

    Mas de antemão, poderia me dizer se é melhor eu escolher um provedor fixo (já que é possivel)?
    Att.
    Não creio que seja possível, mas mesmo que fosse não seria uma boa. Você elimina a redundância (seu servidor fica fora caso o peer do DC com esse provedor caia) e a possibilidade de rotas otimizadas para cada cliente. Nem todos os clientes do Brasil chegarão pelo mesmo caminho, por exemplo.

  5. #5
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    Não, não é possível forçar, a menos que se utilize de técnicas de BGP nada convencionais, mas aí você tem de ter seu próprio ASN e próprio bloco de IPs > /24.

  6. #6
    Quero ser Guru
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    E tem o que eu possa fazer caso um de meus clientes apresente problemas de rotas? Tipo uma divergencia de latencia muito grande comparada com os demais?

  7. #7
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    Citação Postado originalmente por Arr Ver Post
    Não creio que seja possível, mas mesmo que fosse não seria uma boa. Você elimina a redundância (seu servidor fica fora caso o peer do DC com esse provedor caia) e a possibilidade de rotas otimizadas para cada cliente. Nem todos os clientes do Brasil chegarão pelo mesmo caminho, por exemplo.
    A maioria dos provedores do WHT-US tem, efetivamente, apenas um fornecedor de banda. No Brasil, não é diferente. A redundância que você imagina é ilusória. É o fornecedor de banda que tem redundância, não necessariamente o DC, que está amarrado em contratos e coisa e tal.


    Citação Postado originalmente por cresci Ver Post
    Não, não é possível forçar, a menos que se utilize de técnicas de BGP nada convencionais, mas aí você tem de ter seu próprio ASN e próprio bloco de IPs > /24.
    Logo, é possivel

  8. #8
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    Tutorial básico de como funciona o protocolo BGP4:

    Temos que ir do Rio para São Paulo.
    Há as seguintes opções:

    a) Pegar a Dutra (BR 116) de ponta a ponta
    b) Pegar a Dutra e, no ultimo pedagio, trocar pra Ayrton Senna ou Carvalho Pinto, ou eja, pegar uma variantte
    c) Pegar a Dutra, pegar a Dom Pedro, e depois a Anhanguera ou Bandeirantes em direção à Sampa
    d) Pegar a Rio-Santos (BR 101) e ou subir para a BR 116 em algum ponto dela (Angra dos Reis, Paraty, Caraguatatuba)
    e) Pegar a BR-040, e de lá pegar a Fernão Dias lá em Minas até Sampa

    Considere cada estrada e cada vicinal como um ASN independente.
    O BGP vai escolher SEMPRE e burramente o caminho com menor quantidade de ASNs entre A e B. Mas isso é para definir o link de saída. O upstream pode alterar o caminho baseado nestas mesmas premissas.
    Ou seja, no caso do BGP, o caminho escolhido é sempre o (A), independente de tempo de viagem, engarrafamento, obras ou distância física. Se o caminho A fica interditado, será o B ou D ou E conforme estiverem disponíveis e da altura da estrada onde está (e pode-se entrar em loop).

    A decisão é sempre bem burra. É única e exclusivamente pela quantidade de ASNs intermediários, e não pela latência ou distância física ou congestão (apesar de serem correlacionadas, não obrigatoriamente nem necessariamente). Não importa se você tem de ir à Bahia e voltar pra São Paulo, saindo do Rio. Se este for o caminho com o menor numero de estradas intermediarias (sem contar kilometragem ou tempo de viagem ou gasto de gasolina), este será o escolhido.

    Aí agpra entram as mandingas, de dois tipos: as manuais e as automáticas.

    Nas manuais ou você faz rotas estáticas (indesejáveis) ou você anuncia o seu ASN (na verdade, os prefixos de IP que vc quer anunciar, com AS-PATHs variaveis) para o seu provedor de menor preferencia (o pior), Por exemplo, para evitar a Dutra e pegar sempre a Rio-Santos, você anuncia o seu prefixo IP pra Dutra dizendo que praquele prefixo ele tem que passar 3x por seu AS, enquanto que pra Rio Santos vc anuncia dizendo que é direto, ou seja, 1x só. Não esqueça que estes anúncios de ASN e blocos IP são para controlar a ENTRADA, a saída você tem é que modificar a tabela de rotas que você recebe, ou seja, não dá pra fazer manualmente a não ser com rotas estáticas.

    Nas automáticas, como o Internap MIRO/FCP (ou similares da Cisco e RouteScience), são appliances de software/hardware que ficam ligadas ao roteador (ou são os próprios roteadores de borda) e que recebem a tabela global de roteamento, e através de testes e critérios (melhor performance, menor custo) injetam rotas estáticas e prefixos na tabela de roteamento do seu roteador (bem como nos anuncios para os peers externos) de modo a controlar por onde o tráfego vai sair (principalmente) e entrar (a entrada é por tentativa, não é garantido, pois depende de o outro lado estar ou não usando tecnologia similar e estar nos mesmos settings de performance x custo que você). Por exemplo, você pode forçar que as coisas saiam sempre pelo link baratinho de $1 ao invés do link caríssimo de $10 (mas que as coisas entrem pelo link de $30 principalmente, ou preferencialmente) e isso granularmente, por bloco de IP (minimo de /24 pra essa magica funcionar, pois a tabela global de roteamento filtra qualquer anuncio menor que isso, se nao no seu upstream imediato, nos upstreams dele/tier 1s e com isso nao fica visivel pra internet inteira). Ou no modo de performance, o appliance vai pegar cada linha da tabela de roteamento global (atualmente chegando perto das 500 mil entradas/linhas) e ficar frequentemente pingando e fazendo traceroute pra saber latência e mesmo pra saber evitar determinados carriers (se essa regra for imposta). Assim, ele vai injetando na tabela do roteador as alterações a serem feitas para atingir determinadas rotas/objetivos.

  9. #9
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    A maioria dos provedores do WHT-US tem, efetivamente, apenas um fornecedor de banda. No Brasil, não é diferente. A redundância que você imagina é ilusória. É o fornecedor de banda que tem redundância, não necessariamente o DC, que está amarrado em contratos e coisa e tal.
    a alog entra nisso?
    eu vejo em todos os dcs brasileiros o ptt no caminho.. se o ptt cair cai o brasil inteiro?

  10. #10
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    Citação Postado originalmente por marcelorp Ver Post
    E tem o que eu possa fazer caso um de meus clientes apresente problemas de rotas? Tipo uma divergencia de latencia muito grande comparada com os demais?
    Isso em geral indica congestao mais pro do lado do cliente, do que do datacenter, e voce nao tem como resolver isso.
    Em mais genericamente ainda, é aluem afetado por algum vizinho leecher ou porque tem mil torrents abertos ou tem virus servindo conteudo e ele nem sabe. 99% dos casos.

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