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  1. #1
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    iG negocia compra do Terra

    Com a consultoria de Franklin Martins, estava sendo negociada desde setembro a compra do Terra (da Telefônica) pelo iG (dos portugueses da Ongoing).

    O objetivo era formar o maior portal do Brasil (algo como 70 milhões de visitantes únicos mensais) ainda antes das eleições.

    Mas nas últimas semanas a transação esfriou por questões financeiras.

    A propósito, uma parte dos recursos do negócio viria da bem sucedida BRZ Tech, empresa de tecnologia criada pela Ongoing. Hoje, a BRTZ Tech tem bons contratos no governo federal, como, por exemplo, com o Banco do Brasil e Serpro.

    Por Lauro Jardim
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  2. #2
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    Não obstante eles cagaram com o negócio ao mover o portal para os EUA...

  3. #3
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    O único dinheiro que o iG tem veio da venda do domínio ig.com. Fora isso eles tem bem poucas receitas.

  4. #4
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    Quando o interesse principal é ser veiculo jornalistico, faturamento não importa.

  5. #5
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    Quando o interesse principal é ser veiculo jornalistico, faturamento não importa.
    A Telefônica vai querer a parte dela em dinheiro de verdade, não do banco imobiliário...

  6. #6
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    Então o José Dirceu não vai poder pagar com papéis do Eike Batista Mas a Ongoing certamente tem outras fontes. Consulte os nossos amigos de Portugal ou Angola.

    http://muvixon.net/2012/03/06/retrat...edia-morreu-2/

    Abril/2012

    O grupo português OnGoing, por exemplo, chegou ao Brasil pelas mãos de José Dirceu. Oficialmente, é dona de menos de 30% das ações de uma empresa que detém quatro jornais no país. Os outros 70,1%, oficialmente ao menos, pertencem a uma brasileira nata — só que casada com o português que preside a OnGoing… Dirceu é tido em Brasília como muito influente no jornal “Brasil Econômico”, por exemplo, do qual é colunista e onde sua namorada é uma das mandachuvas. Agora, como se lê acima, os portugueses de Dirceu vão controlar justamente a parte de conteúdo e publicidade do Portal iG. Seria isso o chamado “controle social” da mídia?
    Última edição por 5ms; 26-03-2014 às 15:58.

  7. #7
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    Repercussão da compra do iG

    O grupo português OnGoing comprou parte do Portal iG, que é controlado pela Oi. Passam para os portugueses as áreas de conteúdo e publicidade. As de serviço digital e acesso à internet continuam com a empresa de telefonia. A Yahoo! e o Grupo RBS também haviam demonstrado interesse, mas perderam a parada para a OnGoing, que já estão no Brasil: é acionista minoritária (29,1%) da empresa Ejesa, que edita os jornais “Brasil Econômico”, “O Dia”, “Marca” e “Meia Hora”. A acionista majoritária (70,1%) é a brasileira nata Maria Alexandra Vasconcellos. Ocorre que ela é casada com o português Nuno Vasconcellos, presidente do grupo OnGoing. A lei proíbe que veículos de comunicação sejam controlados por estrangeiros. A questão já chegou a ser discutida em uma comissão da Câmara dos Deputados, mas ficou por isso mesmo. Algo mais deve ser dito a respeito da OnGoing. Trata-se de um grupo de comunicação que tem uma forte influência do chefe de quadrilha (segundo a Procuradoria Geral da República) e deputado cassado por corrupção José Dirceu (PT). Nos bastidores de Brasília, ele é tratado como sócio — e alguns chegam a dizer “dono” — do jornal “Brasil Econômico”, do qual é colunista. Todos negam. Evanise Santos, namorada do “chefe de quadrilha” (segundo a PGR), é diretora de marketing do jornal e da própria Ejesa. Dirceu tem muitos interesses e vínculos em Portugal. Em setembro do ano passado, a revista portuguesa “Visão” publicou uma reportagem de 12 páginas sobre as ligações algo obscuras de Miguel Relvas, político do país, com empresários brasileiros. Um dos protagonistas do enredo é Dirceu. Reproduzo trechos (em azul): Dirceu está inelegível até 2015 e é o principal visado no caso que começará a ser julgado este ano e conta 36 acusados [mensalão]. Prova de que ainda mexe – e muito -, Dirceu foi capa da revista VEJA esta semana. A revista chama-lhe “O Poderoso Chefão”, título brasileiro para a saga de “Dom Corleone, O Padrinho” e uma forma de ilustrar a sua teia de influências no governo e nas empresas. Dirceu, agora consultor de multinacionais, conhece bem Portugal. E Miguel Relvas. O ministro português recorda tê-lo conhecido “por intermédio de amigos comuns”, sem relações empresariais pelo meio. “Encontrei-o ocasionalmente”, diz. A “Visão” lembra de uma viagem que Dirceu fez a Portugal em 2007, onde viveu dias de nababo. No aeroporto de Lisboa, um brasileiro o saudou: “Tem ladrão na fila”. Segue mais um trecho da reportagem. À espera de Dirceu [em Portugal] estava João Serra, dono da construtora Abrantina e sócio do escritório de advogados Lima, Serra, Fernandes e Associados. Da sociedade fazem parte Fernando Fernandes, ex-administrador da SLN (BPN) e atual grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), organização maçônica a que estará ligado Relvas. Outro sócio que acompanhou Dirceu na estada na capital portuguesa foi Antônio Lamego, ex-advogado de José Braga Gonçalves no caso Moderna. Segundo Dirceu, Lamego era amigo do general João de Matos, ex-chefe do Estado-Maior do Exército angolano. Na época, os três combinaram encontrar-se na Costa do Sauípe, no Brasil, para tratar de negócios. Nesses dias lisboetas, Dirceu ficou hospedado no Pestana Palace. Andou de Jaguar preto, jantou no Vela Latina, bebeu Pera Manca e disse querer investir em Angola. “Meu interesse é infraestrutura: rodovias, telefones, telecomunicações.” O consultor do milionário mexicano Carlos Slim e do magnata russo Berezevosky, falou também da sua atividade: promover negócios de portugueses no Brasil e de brasileiros em Angola. No dia da partida de Lisboa, Dirceu adormeceu e teve de correr para o aeroporto: “Lamentava ter comido muito e bebido duas garrafas de vinho na noite anterior em companhia do deputado Miguel Relvas, seu amigo há décadas” (…). No Brasil, apontam a Dirceu ligações à Ongoing. Um dos links é Evanise Santos, a namorada. Também referida no “mensalão”, é diretora de marketing do Brasil Econômico, jornal do grupo e da Ejesa, empresa da mulher do líder da Ongoing. Amiga da presidente Dilma, Evanise foi coordenadora de relações públicas no Palácio do Planalto no tempo de Lula. Dirceu escreve no jornal. A investida da Ongoing no Brasil foi atribuída às influências de Dirceu, mas o grupo desmente. Reinaldo Azevedo, da Veja, não cai. “No meio político, o ‘Brasil Econômico’ é chamado “aquele jornal do Dirceu”, escreveu. O ex-ministro é visto como um símbolo do pior que o País tem. (…)”Nada mudou depois do mensalão. A promiscuidade do Governo com seus aliados persiste”, afirma Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado. Para Fernão Lara Mesquita, jornalista e atual administrador do jornal O Estado de S. Paulo, mistério é coisa que não existe: “Se viesse um dia a cair no Brasil, Sherlock Holmes ficaria desempregado. Não há nada para descobrir. É tudo ‘sexo explícito’”, refere. Segundo ele, Dirceu “é o especialista nos trabalhos sujos. Tudo o que é realmente grande na roubalheira geral está a cargo dele”. Fernão Mesquita inclui na polêmica o caso Ongoing, grupo que considera o “cavalo de troia” da estratégia para o domínio multimédia no universo lusófono. Num momento em que “o Brasil é o maior exemplo histórico de execução de um projeto de tomada de poder pelo controle dos meios de difusão da cultura ‘burguesa’”, a Ongoing “e os banqueiros por trás dela vieram a calhar”, aponta. A Ongoing, acionista da PT [Portugal Telecom], da Impresa e da Zon, é liderada, no Brasil, por Agostinho Branquinho, que não quis falar à VISÃO, invocando o seu “período de jejum” da política portuguesa. É amigo e companheiro de partido de Relvas. O ministro tem em mãos a privatização da RTP e saberá do interesse da Cofina e da Ongoing no canal. No Brasil, o grupo viu arquivada uma queixa por alegada violação da lei relativamente às origens estrangeiras do seu capital. “A verdade prevalece, apesar das campanhas de alguma concorrência”, diz um porta-voz da empresa. Fernão Mesquita não ficou convencido. “Nunca superamos, vocês e nós, o sistema feudal. Seguimos vivendo sob um rei e seus barões. Não há poderes independentes.”

  8. #8
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    “Os proprietários de veículos de comunicação são contra nós do PT. Fazem campanha noite e dia contra nós. Só lamento que não haja jornal de esquerda, que seja a favor do governo.” José Dirceu.

    O objetivo era formar o maior portal do Brasil (algo como 70 milhões de visitantes únicos mensais) ainda antes das eleições. Lauro Jardim

    Quando o interesse principal é ser veiculo jornalistico (partidário), faturamento não importa. 5ms

    A propósito, uma parte dos recursos do negócio viria da bem sucedida BRZ Tech, empresa de tecnologia criada pela Ongoing. Hoje, a BRTZ Tech tem bons contratos no governo federal, como, por exemplo, com o Banco do Brasil e Serpro.
    Última edição por 5ms; 26-03-2014 às 16:19.

  9. #9
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    http://www.clipquick.com/Files/Impre...4E6F939E40.pdf

    ... um mês depois, adquiria o grupo editorial Dia: o Dia, a Meia Hora e os desportivos Marca e Campeão. "Somos o terceiro maior grupo de imprensa brasileiro, com uma audiência de 3,5 milhões de pessoas e uma tiragem de 400 mil exemplares", explicava, então, Vasconcellos.
    "Os petistas estimularam a Ongoing a implantar no Brasil uma rede de comunicação alinhada com o governo de Lula da Silva para diminuir o poder dos grandes grupos privados de media", escreveu a Folha de São Paulo sobre os investimentos do grupo nos media.

    Dezembro de 2010

    O Ministério Público brasileiro suspeita da Ongoing e avança com uma investigação onde acusa o empresário português de usar "um artifício para burlar a Constituição" brasileira, que proíbe o controlo por estrangeiros de jornais, revistas, emissores de rádio e televisão. Em causa está a Ejesa, com sede no Rio de Janeiro, detida em 70% por Alexandra Vasconcellos. Nuno Vasconcellos, que tem os restantes 30%, alega que está casado com separação de bens, o que prova que as acções são da luso-brasileira. O processo acabou arquivado.
    Março 2014

    Com a consultoria de Franklin Martins, estava sendo negociada desde setembro a compra do Terra (da Telefônica) pelo iG (dos portugueses da Ongoing).

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