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  1. #1
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    ONU: Brasil briga por prata na Olimpiada dos Assassinatos

    A ONU publicou o relatório que, entra ano, sai ano, atesta nossa selvageria, ignorância, iniquidade e incompetência, o Relatório Global sobre Homicídios.

    De acordo com o estudo das Nações Unidas, o Brasil está no segundo grupo de países mais violentos do mundo. A gente pode enterrar a cabeça na areia dos cemitérios e se congratular ilusoriamente com o fato de que perdemos o campeonato mundial da morte.

    Se a gente tira da lista aqueles pobres micropaíses da América Central, o Brasil está na briga pela medalha de prata ou pelo menos de bronze da Olimpíada dos assassinatos, com uma taxa de 25,2 homicídios por 100 mil habitantes. Não temos como competir com a desordem da Venezuela, com taxa de 53,7. Os números referem-se ao ano de 2012.

    Estamos à frente do México, que nem era um país assim recordista antes das guerras e guerrilhas dos cartéis da droga, antes de 2008. Estamos na cola da África do Sul, de favelas e história de apartheid, da Colômbia, que apenas agora consegue retomar o controle de seu território das narcoguerrilhas, e da República Democrática do Congo, onde praticamente não há Estado.

    A taxa do Chile é um oitavo da brasileira. As de Argentina e Estados Unidos, mais ou menos um quinto. A situação brasileira é ainda pior que a expressa pela taxa média de homicídios, que apenas não é maior nem tem aumentado devido à grande redução do morticínio em São Paulo desde 2000 (a taxa paulista é de 10 homicídios por 100 mil, a menor taxa do Brasil).

    O Rio, que contribuiu um tanto também para atenuar a perversão brasileira, está na média nacional. A taxa de Minas é 80% maior que a paulista, a de Pernambuco, mais que o triplo, a da Bahia, quase o quádruplo, para ficar nos Estados maiores.


    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...-eleicao.shtml

  2. #2
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    A guerra inglória pela imagem

    O Estado de S.Paulo

    ...

    O governo brasileiro tem-se mantido na defensiva, há mais de um ano, como se houvesse uma ação internacional organizada para manchar a imagem do País. O FMI tem sido alvo frequente da irritação governamental, assim como o Banco Mundial. Mas a conspiração imaginária é muito ampla. Envolve, por exemplo, o Fórum Econômico Mundial, com seus estudos sobre competitividade. O Brasil sempre aparece em má posição, normalmente por problemas associados a entraves criados pelo setor público. Tributação excessiva e errada, contas públicas em mau estado, insegurança jurídica e instabilidade de regras são mencionadas habitualmente.

    O grupo dos inimigos incluiu também, nos últimos meses, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), por causa da inclusão do Brasil entre os países mais vulneráveis a mudanças nas finanças internacionais e nas condições de câmbio. Deve ser tudo combinado, porque são sempre os mesmos países que aparecem nos informes dos organismos multilaterais e nas avaliações de risco financeiro e vulnerabilidade fiscal. Também conspiram participantes de mercado, como a agência de classificação de risco Standard & Poor's.

    A lista dos conspiradores foi ampliada, nos últimos anos, com a presença da OCDE, responsável pelos testes Pisa, um sistema de avaliação de estudantes. Os brasileiros têm aparecido entre os últimos colocados, evidenciando para todo o mundo as deficiências da educação nacional. Cada publicação é normalmente seguida, em Brasília, de alguma declaração sobre as notáveis realizações da política educacional.

    O FMI é um dos mais persistentes no esforço para irritar as autoridades brasileiras. No Relatório sobre Estabilidade Financeira Global, o País aparece num grupo de países com "alguma vulnerabilidade macroeconômica ou de financiamento externo, como Brasil, Indonésia, África do Sul e Turquia". Empresas em países nessas condições podem ser perigosamente afetadas no caso de um choque financeiro externo.

    O primeiro capítulo do relatório trata da possibilidade de um choque desse tipo, resultante do aperto da política monetária nos países desenvolvidos - por enquanto, só nos EUA. Uma prévia ocorreu no ano passado, quando o Fed anunciou, com mais de seis meses de antecedência, a redução dos incentivos monetários. O Brasil foi bastante afetado pela instabilidade cambial. Os efeitos foram atenuados pela intervenção do Banco Central. No caso de um choque violento, tal como descrito no relatório, o Brasil estaria em quarto lugar na lista de países com maior porcentagem de empresas fragilizadas, atrás de Argentina, Turquia e Índia. Esse desastre pode parecer pouco provável, mas seria uma tolice desprezar a hipótese, se o País aparece tão mal.

    Mais graves são as advertências contidas no Monitor Fiscal, um relatório sobre as contas de governo. Numa lista de 24 emergentes, o Brasil aparece em quinto lugar entre os países com maior necessidade de financiamento para fechar as contas públicas neste ano. Será necessário o equivalente a quase um quinto da produção de bens e serviços (19,2%) para rolar a dívida (15,9%) e cobrir o déficit orçamentário (3,3%). Os quatro primeiros da fila são Egito, Paquistão, Jordânia e Hungria. A necessidade média dos 24 países é de 9,1% do PIB, menos de metade da brasileira.

    http://www.estadao.com.br/noticias/i...,1152277,0.htm

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