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  1. #1
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    Spotify: dificuldades para estrear no Brasil

    O Ministério da Justiça defende que lojas virtuais com atuação no País façam a cobrança em real. Por cobrar em dólar, a Apple foi notificada pela pasta no ano passado, mas continua a usar a moeda americana.

    Nayara Fraga
    O Estado de S. Paulo

    SÃO PAULO – O Spotify, serviço de streaming de música líder no mundo, parece ter enfrentado mais dificuldades que o esperado para estrear no Brasil. Atrasos na negociação com gravadoras e artistas brasileiros, problemas com o método de cobrança da plataforma, questões jurídicas e tributárias estão entre os entraves que impediram o lançamento no tempo previsto, segundo fontes do mercado. Por enquanto, a plataforma está disponível no País apenas para influenciadores e alguns usuários que já haviam tentado instalar o serviço.

    Em junho de 2013, o plano da empresa era lançar o serviço em setembro, segundo fontes do mercado publicitário. Foi nessa época que a empresa começou a abordar uma série de agências em busca de anunciantes (a versão gratuita da plataforma inclui anúncios). Os planos mudaram depois para outubro e, na sequência, para o primeiro trimestre de 2014. Agora, segundo fontes, a nova data para o lançamento é 20 de maio.

    “Eles tiveram problemas com a cobrança em real na plataforma”, diz uma pessoa com conhecimento do negócio do Spotify no Brasil. O Ministério da Justiça defende que lojas virtuais com atuação no País façam a cobrança em real, e não em dólar. O tema é polêmico. Por cobrar em dólar, a Apple foi notificada pela pasta no ano passado. Mas a empresa continua a usar a moeda americana.

    Outra fonte afirma que o Spotify passou ainda por um “choque cultural”. As particularidades do País – que incluem não só as questões tributárias como leis muito diferentes – teriam deixado os gringos impacientes.

    Além disso, até março, a empresa ainda não havia conseguido vender todas as cinco cotas de patrocínio disponíveis, avaliadas inicialmente em R$ 600 mil cada. Fiat e Heineken confirmam já ter fechado contrato com a empresa. A LG tem um acordo global com o Spotify, mas diz que o patrocínio local está em negociação. “Eles agora estão correndo para lançar antes da Copa do Mundo”, diz uma fonte que teve contato com a equipe do Spotify.

    Os anunciantes que já fecharam a parceria com a plataforma estão sendo compreensivos com o atraso do Spotify, disse uma pessoa próxima a uma das marcas. “Esse não é um investimento para o qual você espera um retorno financeiro. O acordo que a gente tem com eles prevê visibilidade. Adiar a veiculação não vai interferir nisso.” Além disso, afirma a fonte, a venda de cotas de patrocínio para o período de lançamento consiste num processo lento, já que trata-se de uma plataforma que ainda vai nascer no Brasil. “É um processo no qual a marca pondera, pois tem que se dar ao luxo de errar.”

    Enquanto isso, o Rdio, um dos principais concorrentes do Spotify com operação no País, afirma que sua base de usuários registrados cresceu mais que cinco vezes em 2013. O serviço foi lançado no Brasil em 2011, por meio de uma parceria com a operadora Oi, que depois foi desfeita. A empresa afirmou, sem dar muitos detalhes, que terá “novidades para o mercado brasileiro” em maio – mês em que o Spotify deve estrear. Será uma resposta à chegada, ao que tudo indica, pomposa do Spotify. Uma campanha publicitária com artistas e personalidades está prevista.
    http://blogs.estadao.com.br/link/spo...trear-no-pais/

  2. #2
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    Esquizofrênico: não foram eles mesmos que proibiram lojas estrangeiras de se cobrar em real no exterior, forçando a ser em dólar?
    As taxas da Visa e Mastercard USA são bem menores que as da Visa e Mastercard Brasil. E o dinheiro fica nos EUA e/ou na sede das empresas, não tem que ficar no Brasil e nem sofrer pra ser transferido pra matriz.

  3. #3
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    Citação Postado originalmente por cresci Ver Post
    Esquizofrênico: não foram eles mesmos que proibiram lojas estrangeiras de se cobrar em real no exterior, forçando a ser em dólar?
    As taxas da Visa e Mastercard USA são bem menores que as da Visa e Mastercard Brasil. E o dinheiro fica nos EUA e/ou na sede das empresas, não tem que ficar no Brasil e nem sofrer pra ser transferido pra matriz.
    Não, foram os próprios bancos emissores dos cartões que bloquearam a cobrança internacional em Real.

  4. #4
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    http://www.bcb.gov.br/?SMLFAQ

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    Sim, os bancos passaram a negar as transações em reais de lojas e sites do exterior para evitar reclamações sobre a cobrança do IOF e também para não assumir eventuais diferenças cambiais.

    Embora a compra seja do Marketplace Brasileiro, o sistema de Billing da Microsoft deve ser unificado, no exterior. Espero que a Microsoft esteja ciente e em busca de uma solução junto às instituições financeiras brasileiras.
    http://answers.microsoft.com/pt-br/w...2-7045793d8475


    Vide artigo no link abaixo referente ao sistema DCC (Dynamic Currency Conversion) que permite transações em reais no estrangeiro. Este sistema obriga o banco a assumir a variação futura da moeda estrangeira.

    A Abecs, por meio de uma normativa, passou a recomendar aos bancos de forma facultativa, que abandonassem esta modalidade. Segundo o artigo, o Itaú e o Bradesco abandonaram o DCC no final de Setembro passando a negar transações realizadas no exterior com lançamento em Reais.
    http://economia.ig.com.br/financas/m...-setembro.html
    Última edição por 5ms; 13-04-2014 às 20:08.

  5. #5
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    Bancos bloqueiam compras em reais no exterior e em sites estrangeiros

    2013-08-22

    Quem usa o cartão de crédito para fazer compras em sites estrangeiros ou lojas no exterior em reais (R$) pode ter o pedido recusado desde o início de setembro. Bancos como Itaú e Bradesco já bloqueiam a conversão imediata para a moeda nacional, transferindo para o consumidor o risco de uma possível alta no câmbio ao pagar a fatura do cartão.

    As compras pelo sistema Dynamic Currency Conversion (DCC) – que permite transações em reais no estrangeiro – obrigam atualmente os emissores de cartões no Brasil a assumir os custos da variação cambial futura, já que eles devem liquidar a operação na moeda estrangeira.

    Algumas operadoras decidiram abandonar o sistema. As bandeiras Visa, Mastercard e Visa Electron já iniciaram uma divulgação nos estabelecimentos que utilizam o DCC em outros países, para que os brasileiros façam compras somente em moeda estrangeira.

    Sugerida aos bancos pela Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) por meio de uma normativa, a mudança é facultativa, e deve ser divulgada aos clientes com 30 dias de antecedência.

    “A compra era feita em reais, mas o consumidor recebia a fatura em dólares e com a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), obrigatória em operações no exterior. Isso gerou muitas reclamações em órgãos de defesa do consumidor”, argumenta o diretor-executivo da Abecs, Ricardo Vieira.

    Mas na visão do consultor financeiro do Vida Investe, programa da Fundação Cesp, Wilson Muller, a nova regra pode ser resultante da alta volatilidade do dólar. “O consumidor deve ficar atento para não ter surpresas desagradáveis a partir de agora, pois o risco cambial será transferido para ele”, alerta.
    ...
    http://economia.ig.com.br/financas/m...-setembro.html
    Última edição por 5ms; 13-04-2014 às 20:13.

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