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    3G e 4G para a Copa pode sofrer com atrasos e ‘buracos’

    A menos de dois meses para a competição, não há garantia de sinal bom em estádios e cidades-sede.

    O caso da 4G é ainda mais sério. A quarta geração funciona no Brasil na faixa dos 2.500 MHz. A terceira, em 850 MHz, 1.900 MHz e 2.100 MHz. Por questões físicas, quanto mais alta a faixa de frequência, menor a cobertura da antena. A rede 4G precisa de quatro vezes mais antenas para conseguir a mesma cobertura da 3G.

    A maior parte das antenas 4G foi instalada nos mesmos lugares das antenas 3G, o que significa que a disponibilidade do sinal da 4G representa cerca de um quarto da 3G.


    Renato Cruz

    Se a internet do seu celular já não funciona direito agora, imagina na Copa. As operadoras correm para reforçar a infraestrutura nos estádios e em locais que devem receber grande concentração de torcedores, mas nem tudo está saindo como deveria. Os principais desafios são o Itaquerão, em São Paulo, e a Arena da Baixada, em Curitiba. As obras de construção civil atrasaram nesses dois estádios, e as operadoras tiveram acesso a eles há poucos dias.

    Cada estádio está recebendo cerca de 300 miniantenas, com as tecnologias de segunda, terceira e quarta geração (2G, 3G e 4G), compartilhadas pelas quatro ou cinco operadoras que atuam na cidade. O investimento total por arena está entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões, sendo R$ 12 milhões na infraestrutura compartilhada.

    “Devido à concentração de pessoas, as células têm de ser muito pequenas”, explicou Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil (sindicato das operadoras de telecomunicações).

    A rede de telefonia celular funciona da seguinte forma: quanto mais antenas, maior a capacidade da rede, já que as mesmas frequências são usadas em cada uma delas. Aumentando o número de antenas, é como se a operadora multiplicasse as frequências disponíveis para ela.

    Durante um jogo de futebol, o uso da rede celular é bastante concentrado em alguns momentos. As pessoas começam a chegar três horas antes, e a fazer fotografias para publicar na rede. O pico acontece quando os jogadores entram em campo. Durante o primeiro tempo, o tráfego cai, para subir de novo durante o intervalo. O uso do celular diminui de novo durante o segundo tempo, para subir quando o jogo acaba. “Cada foto enviada equivale a 20 pessoas falando ao mesmo tempo”, disse Levy, do SindiTelebrasil.

    Além dos estádios, as operadoras trabalham para reforçar a cobertura nos locais em que as pessoas vão circular durante a Copa. Um dos grandes problemas, que já afeta a qualidade do serviço hoje, é a quantidade de antenas instaladas nas grandes cidades – não existem em número suficiente. Os turistas que virão ao País para ver o Mundial vão passar pelos mesmos problemas que qualquer usuário dos serviços de telefonia enfrenta hoje nas metrópoles brasileiras.

    Atualmente, as empresas de telefonia celular enfrentam dificuldade de conseguir licenças para instalar antenas novas, principalmente por leis restritivas nos municípios. Existe um projeto de lei na Câmara dos Deputados, conhecido como PL das Antenas (nº 5.013/2013), para resolver essa questão, mas que ainda aguarda votação.

    O caso da 4G é ainda mais sério. A quarta geração funciona no Brasil na faixa dos 2.500 MHz. A terceira, em 850 MHz, 1.900 MHz e 2.100 MHz. Por questões físicas, quanto mais alta a faixa de frequência, menor a cobertura da antena. A rede 4G precisa de quatro vezes mais antenas para conseguir a mesma cobertura da 3G.

    Além disso, quanto mais alta a frequência, maior a dificuldade de conexão em ambientes internos. Por isso a cobertura da 4G ainda é cheia de buracos. A maior parte das antenas 4G foi instalada nos mesmos lugares das antenas 3G, o que significa que a disponibilidade do sinal da 4G representa cerca de um quarto da 3G.

    Wi-Fi

    Mas o celular vai funcionar bem nos estádios? “Na hora do intervalo, quando todos transmitem fotos, pode haver alguma degradação”, reconheceu Marco de Constanzo, diretor de rede móvel da operadora TIM. “Vai funcionar. A concentração de pessoas pode colocar o sistema em sobrecarga, mas vamos fazer todos os esforços para que isso não aconteça”, garante.

    Antenas Wi-Fi poderiam minimizar o problema. As operadoras conseguiram permissão das administradoras dos estádios para instalar Wi-Fi em seis arenas, também de uso compartilhado. Mas a FIFAainda não deu autorização para as empresas celulares oferecerem o serviço durante as partidas da Copa. Por isso, essa questão ainda está sendo negociada.

    As operadoras estão reforçando a cobertura em volta dos estádios, nos hotéis e nas regiões das FIFA Fan Fests, onde serão realizadas exibições públicas de jogos, como o Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e Copacabana, no Rio. Leonardo Capdeville, diretor de redes da Telefônica Vivo, afirmou, no entanto, que a situação dos aeroportos é mais preocupante.

    “Tínhamos interesse de fazer nos aeroportos o mesmo que foi feito nos estádios”, disse Capdeville. A ideia era instalar miniantenas de uso compartilhado, mas as operadoras não conseguiram fechar acordo com as administradoras dos aeroportos. “Agora vamos ter de reforçar o sinal de fora para dentro”, explicou o executivo.
    http://blogs.estadao.com.br/link/red...sos-e-buracos/
    Última edição por 5ms; 14-04-2014 às 09:44.

  2. #2
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    'Tapeação' nos aeroportos

    14 de abril de 2014 | 2h 07
    O Estado de S.Paulo

    Pode ter sido apenas um ato falho, mas a gafe do presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Gustavo do Vale, ao dizer que é possível "tapear" as atrasadíssimas obras nos aeroportos, para que não atrapalhem os turistas durante a Copa do Mundo, definiu com precisão vernacular a gestão petista na área aeroportuária. "Tapear", conforme o Aurélio, significa "enganar, iludir, lograr, burlar, embaçar".

    Vale referiu-se especificamente às obras do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte. Pelo que se depreende de suas explicações, "tapear" significa isolar os setores ainda inacabados daquele terminal para que o aeroporto possa funcionar, mesmo de modo precário.

    "Reconheço que as obras não ficarão com aquilo que prevíamos para a Copa", disse Vale. "Podemos 'tapear' (sic) as obras de modo que melhore a operacionalidade sem terminar ela como um todo. Em determinada área que está em obra, você isola aquela área, mas libera outras áreas onde as obras já terminaram." Isso significa que os turistas serão recebidos em Confins - e em outros terminais - conforme o famoso "jeitinho brasileiro".

    Em janeiro passado, o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco, já admitia, ante as evidências, que seria necessário "construir alternativas" para driblar os problemas nos aeroportos. Até "puxadinhos" de lona e com estrutura pré-fabricada estão nos planos do governo para dar aos terminais condições mínimas.

    A declaração do presidente da Infraero, portanto, não é uma aberração. Faz parte do discurso oficial, adotado desde que ficou claro, mesmo para os patrioteiros mais otimistas, que as obras nos aeroportos sofreriam atrasos - apesar dos sete anos que o País teve para se organizar para a Copa. Mas os problemas relativos ao Mundial mascaram questões de fundo, muito mais relevantes, a começar pelo modelo de concessão dos aeroportos.

    O caso de Confins é exemplar. O terminal foi arrematado em novembro pelo consórcio BH Airport, formado pelos operadores Flughafen München e Flughafen Zürich em sociedade com a construtora CCR. Assim como aconteceu em outros contratos de aeroportos celebrados pelo governo Dilma, o BH Airport ficará com 51%, enquanto a Infraero deterá 49%.

    O problema desse modelo é que ele impõe à Infraero significativa perda de receita - como aconteceu quando foi reduzida sua participação nos lucrativos aeroportos de Guarulhos, de Viracopos e de Brasília, dos quais detinha 100%. Como a empresa administra dezenas de aeroportos deficitários e ainda terá de injetar recursos para pagar sua parte nos investimentos projetados nos aeroportos dos quais será sócia, é presumível que a situação de suas contas, já dramática, torne-se crítica.

    Assim, conforme já se admite na Infraero, serão necessários cortes de gastos que vão afetar desde a manutenção de ar-condicionado até o sistema elétrico que alimenta sistemas de auxílios visuais e de navegação aérea, com riscos à segurança. Ademais, conforme constatou o Tribunal de Contas da União, a Infraero ainda não tem estrutura de gestão para administrar sua participação nesses negócios.

    Um vexame na Copa do Mundo é, como se vê, o menor dos problemas. Serão apenas 30 dias, nos quais o País será testado em diversas frentes e provavelmente se sairá bem em algumas - talvez seja até campeão - e não tão bem em outras. Pouco importa. O que interessa é que os atuais problemas nos aeroportos são apenas parte de um erro muito mais amplo: o modelo de concessão transformou a lucrativa Infraero - que nunca foi eficiente - numa empresa em crise.

    Na solenidade em que assinou o contrato de Confins, Dilma disse que o objetivo desse modelo danoso é "providenciar a modernização" do setor. Eis, portanto, o que é "tapeação": empreender uma "privatização" que, para não parecer privatização, onera os cofres públicos, prejudica estatais e não resulta necessariamente em melhoria dos serviços.
    http://www.estadao.com.br/noticias/i...,1153473,0.htm

  3. #3
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    Um fiasco olímpico

    14 de abril de 2014 | 2h 07
    O Estado de S.Paulo

    O Comitê Olímpico Internacional (COI) acompanhará passo a passo as obras necessárias para que se dispute a Olimpíada de 2016 no Rio, tentando evitar a confirmação dos temores de federações esportivas do mundo inteiro, preocupadas com a perspectiva do fiasco total na organização do evento.

    O presidente do COI, Thomas Bach, tomou todas as precauções possíveis para não melindrar os organizadores e as autoridades cariocas, evitando a palavra "intervenção". Mas, depois de uma reunião do comitê executivo na Turquia, deixou claro que a entidade tomará as rédeas da organização dos Jogos Olímpicos, ao anunciar um pacote de medidas para acelerar as obras na cidade. Nas próximas semanas, será conhecida a composição de forças-tarefa para fazer o que deixou de ser feito em quase cinco anos, desde o anúncio da escolha. Para o Rio será enviado pelo COI um administrador de projetos "com experiência em construções, para monitorar, no dia a dia, os progressos das obras de infraestrutura". Segundo Bach, "o COI vai assumir o papel principal na coordenação dos esforços de todos".

    O anúncio foi feito porque a cúpula da entidade está alarmada com os atrasos dos preparativos para os Jogos. Um dos principais atrativos da candidatura da segunda maior cidade brasileira seria a vantagem de realizar as disputas de todas as modalidades num território com 25 quilômetros de raio. Isso evitaria que algumas competições tivessem de ser sediadas longe do local onde se instalarão a Vila Olímpica e os locais da maioria dos torneios. Em 2012, canoagem, ciclismo, remo e iatismo foram disputados fora de Londres. Em 2008, Pequim não sediou as provas de hipismo e iatismo. Apenas a final do torneio de futebol costuma ser jogada na sede, mas com as partidas anteriores marcadas para fora dela.

    Entusiasmadas com as características especiais que permitiam ao Rio concentrar os Jogos Olímpicos, as federações internacionais agora se veem confrontadas com atrasos no cronograma das obras e de instalação dos equipamentos. A dois anos do evento no Rio, o panorama assustou os membros do COI, alertados pelos aflitos avisos das federações e pelas más notícias das quais o mundo tem tomado conhecimento sobre a Copa do Mundo no Brasil. Em vez de ameaçar organizadores e autoridades cariocas com tapas no traseiro pelos atrasos das obras para a Copa, como fez o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, os dirigentes olímpicos resolveram assumir o controle sobre as construções olímpicas para poupar o Brasil do vexame internacional de pedir ajuda a outros países na hipótese de não dispor de instalações prontas para a disputa no prazo previsto.

    Em 2009, em Copenhague, na Dinamarca, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva capitalizou politicamente a escolha do Rio para sediar a Olimpíada, um feito similar à indicação da Fifa para o Brasil sediar a Copa em 2014. Uma grande festa popular na Praia de Copacabana comemorou a vitória sobre Madri, Chicago e Tóquio. Mais de quatro anos e meio depois, o prefeito Eduardo Paes, aliado dos petistas no poder federal, preferiu contemporizar e aceitar a indicação do diretor executivo de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, para tentar evitar o malogro temido.

    Há três anos, a presidente Dilma Rousseff nomeou o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para presidir a tal Autoridade Pública Olímpica (APO). Desde a nomeação, não ficou claro para que serve tal órgão e Meirelles discretamente abandonou o cargo. Outra executiva de renome, Maria Sílvia Bastos Marques, que assumiu a Empresa Olímpica Municipal (EOM) também em 2011, pediu demissão tão discretamente quanto Meirelles. Os Parques Olímpicos de Deodoro e da Barra, principais instalações dos Jogos, ainda não saíram do papel. Licitação para obras viárias do entorno do primeiro só foi aberta este mês e as arenas esportivas em si nem sequer foram licitadas. É óbvio que isso reforça os temores de o Brasil vir a pagar o maior mico da História, ao se mostrar incapaz de organizar uma Olimpíada.
    http://www.estadao.com.br/noticias/i...,1153477,0.htm

  4. #4
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    Em uma emissora de tv, diz que falou com o Gustavo e ele disse que havia dito etapear ( fazendo po etapas ) hehehe

    Quanto as olimpíadas acho que vão seguir nesse ritmo até que termine as eleições.

    Eu acho que enquanto os partidos políticos tiverem interesses próprios, as coisas sempre serão desse jeito ai.

    Mal organizados, gente incompetente organizando, pessoas tirando o seu da reta por saber que la na frente isso vai dar maior rolo....e por ai vai.
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