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  1. #1
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    TV paga tem 18,4 milhões de assinantes

    O Brasil adicionou 151,7 mil novas assinaturas de TV paga em março na comparação com fevereiro, totalizando 18,41 milhões, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta quinta-feira. No mês passado, de cada cem domicílios, 28 assinavam o serviço.

    O Estado de São Paulo concentrava, no mês passado, a maior base, com 7,041 milhões de assinantes -- acesso em 48% dos domicílios paulistas. No Distrito Federal, 54% dos lares conta com TV paga: foram registrados 475.657 acessos em março.

    Em números totais, Roraima apresentou a menor base, com 22 mil assinantes, 17 acessos para cada 100 domicílios. A menor densidade foi apurada no Piauí, que registrou 71 mil acessos da TV por assinatura em março, 8 em cada 100 domicílios.

    Por tipo de tecnologia, o DTH (Direct to Home - distribuição via satélite) liderou em março, com 62% do mercado. A tecnologia TVC (TV a Cabo) ficou com os restantes 38%.

    Na divisão de mercado, a Telmex (Claro/Embratel/NET) liderou em março, com base de 9,875 milhões acessos, 54% do total.

    A SKY/DirecTV ficou em segundo lugar, com 5,480 milhões de acessos (30%).

    A terceira colocação foi ocupada pela Oi, com 828.276 acessos (4,5%).

    http://www.em.com.br/app/noticia/eco...em-marco.shtml



    Depois de avanços médios de cerca de 30% ao ano entre 2009 e 2012, o segmento de televisão por assinatura já avança mais devagar. Apresentou aumento de 11,3% na sua base de clientes em 2013 (veja o gráfico), como apontou dia 7 de fevereiro a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).






    Para Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), a redução de ritmo já reflete expectativas menos otimistas da população. “Ainda assim é excelente avanço, especialmente quando comparado com o crescimento médio da economia brasileira, de um quarto disso”, afirma.

    A consultoria especializada PTS calcula que o avanço da base de clientes do setor deve manter-se em torno de 10% ao ano nos próximos anos.

    Hoje, a televisão paga chega a 28% dos lares brasileiros, com um público de até 57,6 milhões de pessoas, considerando o critério do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 3,2 pessoas por domicílio. “O potencial de expansão é alto. A população brasileira ainda tem pouco acesso à cultura e a televisão é vista como a principal fonte de lazer e informação”, observa Simões. De acordo com a consultoria PTS, no México e no Chile, 43% das residências possuem serviços de TV por assinatura e, nos Estados Unidos, já são 90% dos domicílios.

    Simões ainda não identifica ameaça à TV paga no Brasil proveniente do segmento dos serviços de transmissão pela Internet, porque mais da metade dos telespectadores recebe o sinal via satélite e não tem acesso a banda larga.

    http://blogs.estadao.com.br/celso-mi...or-assinatura/
    Última edição por 5ms; 26-04-2014 às 14:59.

  2. #2
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    Oi TV terá 43 canais da Globo HD a partir de abril

    A Oi vai aumentar de 13 para 43 o número de emissoras afiliadas da Rede Globo distribuídas a seus assinantes graças a um novo acordo assinado entre as duas companhias e à utilização do novo satélite SES-6, que garantiu mais capacidade de transmissão para o serviço Oi TV, agora disponível em 100% do território nacional. Com isso, a Oi se tornará a operadora de TV por assinatura via satélite com maior quantidade de canais da Globo. Mais do que isso, em todas as praças em que o sinal das afiliadas estiver em HD, ele estará disponível em alta-definição no line-up da OiTV. A expectativa é que até a Copa todos os sinais já sejam HDTV.

    Essas 43 emissoras Globo abrangem 3 mil municípios e 39,4 milhões de famílias, ou 60% dos lares no Brasil. Em aproximadamente 2 mil desses municípios que somam 13 milhões de domicílios a Oi será o único serviço de TV por assinatura com o sinal da Globo. Desses 43 canais, 31 já entraram no ar e o restante estará disponível a partir de 1º de abril. Os assinantes do Oi TV assistirão apenas o canal relativo à sua região. A negociação entre Oi e afiliadas passou pela G2C, que faz a intermediação do negócio, e pela diretoria de desenvolvimento comercial da própria TV Globo, que mantém o contato com as afiliadas (a maior parte delas não tem nenhuma relação societária com o grupo Globo, o que envolve uma negociação individual).

    "Há 60 milhões de lares no Brasil, muitos sem acesso a TV de melhor qualidade. Vamos trabalhar para democratizar o acesso à TV paga no Brasil, que acreditamos ter um potencial grande de crescimento", disse Zeinal Bava, presidente da Oi. O executivo reafirmou que o público alvo do Oi TV não está apenas nas classes A e B, mas em todos os lares. E comentou a mudança de estratégia do grupo: "Queremos ser menos dependentes de voz e mais dependentes da largura de banda, que serve para acesso à Internet e para ver conteúdo. É uma aposta para ganhar".

    Zeinal explicou que a perda de base no segundo semestre do ano passado foi parte da estratégia da Oi para crescer já no novo satélite. A tendência é de uma retomada forte no rítmo de expansão esse ano, sobretudo na oferta combinada com banda larga e telefone nas cidades em que essa oferta conjunta não está disponível por nenhum competidor.

    A estratégia da OiTV tem um potencial muito agressivo. primeiro, porque a TV Globo é um dos conteúdos mais demandados mesmo entre assinantes de TV paga. Depois, porque as demais operadoras de DTH que têm o sinal Globo não incluem o sinal HD no satélite. E porque há uma janela técnica de capacidade satelital que a OiTV deverá ter ao longo de 2014. Isso porque as demais operadoras de DTH não têm capacidade nos seus respectivos satélites para colocar essa quantidade de canais HD. A Claro hdtv, por exemplo, só deverá ter um novo satélite no final do ano ou começo de 2015. A Sky, só em 2016, e a GVT TV também está limitada até que um novo Intelsat seja lançado no ano que vem.

    Paralelamente ao acordo com as afiliadas da Rede Globo, a Oi renovou dezenas de contratos de distribuição com canais da Globosat e de programadoras associadas, como Rede Telecine, NBC/Universal, Canal Brasil, Playboy do Brasil, Canal Futura, canais de rádio e áudio do sistema Globo de Rádio, além de serviços over-the-top (OTT), como Muu e Philos, e canais de vídeo on demand (VOD). Os novos contratos têm validade até 2021, o que é um período de renovação contratual bastante longo para padrões do mercado de TV paga. Os contratos também foram negociados com a G2C.

    As 30 novas emissoras Globo distribuídas no Oi TV são: TV Gazeta de Alagoas, em Alagoas; TV Santa Cruz, na Bahia; TV Gazeta do Sul, no Espírito Santo; TV Anhanguera Goiânia, em Goiás; TV Mirante São Luís, no Maranhão; TV Centro América Cuiabá, no Mato Grosso; Inter TV dos Vales, Inter TV Grande Minas e TV Integração Araxá, em Minas Gerais; TV Liberal Belém, no Pará; TV Cabo Branco, na Paraíba; RPC TV Foz do Iguaçu, RPC TV Maringá; RPC Paranavaí e RPC TV Ponta Grossa, no Paraná; TV Asa Branca, em Pernambuco; TV Clube, no Piauí; Inter TV Alto Litoral e Inter TV Serra + Mar, no Rio de Janeiro; Inter TV Cabugi, no Rio Grande do Norte; RBS TV Caxias do Sul, RBS TV Pelotas e RBS TV Santa Maria, no Rio Grande do Sul; RBS TV Chapecó, RBS TV Criciúma, RBS TV Centro-Oeste, RBS TV Florianópolis e RBS TV Joinville, em Santa Catarina; TV Sergipe, em Sergipe. As outras 13 emissoras que a Oi TV já transmitia eram: TV Bahia, na Bahua; TV Verdes Mares Fortaleza, no Ceará; TV Globo Brasília, no Distrito Federal; TV Gazeta Vitória, no Espírito Santo; TV Globo Belo Horizonte, TV Integração Juiz de Fora e EPTV Sul de Minas, em Minas Gerais; RPC TV Curitiba, no Paraná; TV Globo Rio de Janeiro e TV Rio Sul, no Rio de Janeiro; RBS TV Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; e RBS TV Blumenau, em Santa Catarina.

    Novo pacote

    Aproveitando a proximidade da Copa, a Oi criou um novo pacote chamado "Oi TV Start HD", que conta com mais de 100 canais, incluindo a Rede Globo em HD, por R$ 29,90. Quem contratar esse plano concorrerá a ingressos para a Copa.

    Set-top box

    A Oi pretende trabalhar com três modelos de set-top box: um simples, para DTH básico; um híbrido, para quem tiver linha fixa da Oi, que permitirá interação com a TV por satélite; e um terceiro com PVR (personal video recorder).

    Fernando Paiva.
    http://www.telaviva.com.br/26/03/201...2499/news.aspx

  3. #3
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    Sílvio Santos quer família no controle de TV por assinatura

    Por Bruno Marinoni**

    A família Abravanel (do apresentador Sílvio Santos) quer estender o padrão de concentração na radiodifusão brasileira para o setor de TV por assinatura. O grupo que controla o SBT quer entrar também no novo serviço de TV paga regulamentado em 2011, migrando sua TV a cabo Alphaville (que opera no interior paulista) para o novo modelo de exploração do setor.

    A iniciativa de Sílvio Santos leva consigo, na mesma empreitada, os familiares do proprietário de uma outra emissora afiliada ao SBT: João Alves Queiroz Filho, dono da TV Serra Dourada de Goiânia (GO), é sócio no mercado da TV Alphaville e, assim como Sílvio, quer suas filhas no mercado de TV paga.

    A experiência com a concentração da mídia no Brasil levou, por uma demanda da sociedade, alguns legisladores a desenvolverem mecanismos na legislação recente que cria obstáculos para esse fenômeno em novos setores. Nesse sentido, a Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que desde 2011 regulamenta o funcionamento do mercado de TV por assinatura, separa em camadas o serviço (produção, programação, empacotamento, distribuição) e define certos limites à participação simultânea de entidades nesses diferentes níveis. A limitação, assim, impede que empresas de radiodifusão controlem o serviço de telecomunicação e vice-versa. Pelo menos seria assim em tese.

    Os concessionários de TV e rádio, ao longo da história, sempre deram um jeito de burlar as leis antimonopolistas no Brasil. A legislação de radiodifusão expressa a preocupação da sociedade com a concentração do poder midiático na mão de poucos indivíduos, em detrimento da garantia da liberdade de expressão, pluralidade e diversidade. Nesse sentido, o artigo 220 da Constituição expressa claramente que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”. O entendimento, porém, é mais antigo.

    Mesmo os militares, que promoveram a consolidação do modelo que se tem até hoje de indústria cultural, hipertrofiado em sua dimensão comercial e oligopolista, se preocuparam com os níveis da concentração de concessões e propriedade. O Decreto-Lei 236 de 28 de fevereiro de 1967 estabelece os limites de outorgas de radiodifusão que cada entidade pode usufruir.

    Para burlar as restrições à concentração, os donos da mídia desenvolveram um sistema no qual se distribui a propriedade das empresas de mídia e as concessões entre membros da família, articulados com outras famílias por meio do sistema de “afiliadas” a redes de televisão. Assim, o mercado nacional ficou restrito a não mais do que cinco redes de TV, fenômeno que é reproduzido nos mercados locais, e que concentram outros veículos (rádio, imprensa, portais de internet etc.).

    Alguns desses radiodifusores possuem também negócios no mercado de TV por assinatura, mas com a criação da lei 12.485 (SeAC) encontraram limites para a extensão do seu controle no setor. Agora, ameaçam estender a mesma lógica da “concentração familista” utilizada na radiodifusão para burlar as limitações no mercado de “serviço de acesso condicionado”.

    O grupo de Sílvio Santos possui 49% das ações da operadora de cabo Alphaville. Uma das filhas do empresário, Renata Abravanel, possui 6% dessa operadora. E a Herbeys Holding, controlada por João Alves Queiroz Filho e suas filhas, detém outros 28,5%. O SBT pretende transferir a totalidade da sua participação para a outra filha de Silvio Santos, Patrícia Abravanel. Alves Queiroz propõe não votar nos casos de interesse da operadora de telecomunicações, mas as três filhas manteriam o seu poder de voto, já que elas não têm participação direta na emissora de TV goiana.

    A Anatel analisa o caso. O primeiro relator do processo, o conselheiro Jarbas Valente, votou a favor das intenções familistas. A decisão final ainda não foi tomada, mas corremos o risco de ver a prorrogação do “problema de família” que é a comunicação brasileira.

    *Com informações do portal Telesíntese

    **Bruno Marinoni é doutor em Sociologia pela UFPE e repórter do Observatório do Direito à Comunicação.
    http://www.cartacapital.com.br/blogs...tura-6991.html

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