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    Itamaraty suspende e-mails de todas as embaixadas após invasão de hackers

    Hackers entram no sistema do Itamaraty, que suspende os e-mails de todas as embaixadas

    As embaixadas brasileiras no exterior estão sem serviço de e-mail – e naturalmente, os funcionários e diplomatas também.

    Na semana passada, o Itamaraty sofreu um ataque de hackers. Os sistemas foram invadidos a partir do exterior com mensagens de #Não vai ter Copa. Ontem, um novo ataque foi tentado.

    Agentes da Policia Federal e da Abin estiveram ontem no Departamento de Comunicações do Itamaraty para avaliar os danos. Foi deles a decisão de paralisar todo o sistema de comunicação.

    Por Lauro Jardim

  2. #2
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    Itamaraty sofre onda de ataques de hackers




    MÁRCIO RESENDE
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    FÁBIO ZANINI
    EDITOR DE "MUNDO"
    27/05/2014 13h13

    E-mails e sistemas de dados do Itamaraty em todo o mundo estão sendo alvos de ataques de hackers desde a semana passada.

    O ministério não revela o tamanho do estrago e que tipo de informações foram acessadas, mas sabe que a ação ainda não está totalmente neutralizada.

    Segundo a Folha apurou, um dos sistemas hackeados é o Intradocs, que administra todos os documentos classificados. Vazaram, por exemplo, textos preparatórios da visita do vice-presidente americano, Joe Biden, ao Brasil durante a Copa do Mundo, além do resumo da participação brasileira numa cúpula de segurança nuclear, na Holanda, no último mês de março.

    Diplomatas estão sendo orientados a não utilizar seus e-mails e ferramentas como o Twitter. Procurado, o Itamaraty não se manifestou.

    O ataque, cujos responsáveis ainda não foram identificados, mostra como o sistema de comunicação eletrônica do governo ainda é vulnerável, um ano após a revelação de que o Brasil foi alvo da espionagem americana.

    A ação teve início no último dia 19. O universo de correios afetados é indeterminado, mas o potencial de vítimas inclui os cerca de 1.500 diplomatas brasileiros em todo o mundo, número que pode triplicar se considerados também oficiais de chancelaria e funcionários locais das embaixadas.

    Desde então, o Itamaraty já distribuiu duas circulares por e-mail a seus funcionários.

    "No dia 19 de maio corrente, teve início uma série de ataques ao correio institucional @itamaraty.gov.br, por meio de envio de anexos maliciosos, disfarçados de comunicações ou mensagens oficiais (`criptografia do correio institucional' e `investigação ataque embaixada brasileira em Berlim'), que lograram capturar número ainda indeterminado de contas individuais", diz um comunicado interno.

    A metodologia, conhecida como "phishing", é das mais conhecidas estratégias de hackers. Consiste em envio de e-mails falsos, mas disfarçados com remetentes conhecidos e conteúdos com aspecto de verdadeiros.

    No ataque cibernético ao Itamaraty, houve menção ao ato de vandalismo sofrido pela representação brasileira na Alemanha no último dia 12 em protesto contra os gastos com a Copa do Mundo. Quando o anexo é aberto, a senha do email é capturada.

    "Tendo capturado algumas contas individuais, é provável que as tentativas de ataque perdurem por algum tempo", prossegue o comunicado do Itamaraty.

    Os hackers podem ter tido acesso não apenas a informações pessoais dos diplomatas, mas também a telegramas ostensivos, reservados ou secretos. "Mesmo que se soubesse a dimensão do ataque, não se divulgaria. Esse é o tipo de informação útil para a própria defesa do sistema e preciosa para o hacker saber o que obteve. Não se mostram as cartas ao inimigo", avalia um diplomata consultado pela Folha.

    No último dia 21, foi pedido que todos os funcionários alterassem as suas senhas pessoais de correio eletrônico, que configurassem as suas contas de e-mail para bloquear spams e que estivessem alertas aos e-mails suspeitos. Mesmo assim, a ação dos hackers prosseguiu.

    As investigações estão sendo realizadas pela Divisão de Informática do Ministério das Relações Exteriores em coordenação com o Gabinete de Segurança Institucional e com a Polícia Federal.

    "Um dos temores é que estejamos diante de um novo WikiLeaks", concluiu um diplomata, em referência à organização que publicou na internet documentos diplomáticos americanos, em 2010.

    O sistema informático da diplomacia brasileira é considerado precário pelos próprios diplomatas.

    Em julho de 2012, o Itamaraty anunciou o objetivo de trocar o sistema de envio de dados sigilosos para evitar a ação de hackers.

    A troca de telegramas entre Brasília e os postos no exterior ainda é feita por meio da internet pública. Para evitar essa vulnerabilidade, a intenção era passar a usar uma rede de satélites, usado, por exemplo, pela diplomacia de Estados Unidos e França. Mas o sistema de dois anos atrás continua vigente.

    Até janeiro passado, embaixadas brasileiras pelo mundo tinham contas de correio eletrônico próprias.

    Todas migraram à extensão @itamaraty.gov.br.

    A esse processo de unificação somaram-se ainda os funcionários locais de cada embaixada, que não pertencem ao corpo diplomático. Isso pode ter ampliado a vulnerabilidade do sistema.

    "Uma possibilidade é que tenham entrado no sistema só para demonstrar como é falho", acredita uma fonte diplomática.

    Ainda em 2012, foi criado o Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber) que ganhou projeção depois das denúncias de espionagem mundial por parte da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) feitas pelo ex-agente Edward Snowden.

    O CDCiber busca desenvolver ferramentas para proteger as comunicações e informações estratégicas.
    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2...-hackers.shtml
    Última edição por 5ms; 27-05-2014 às 17:20.

  3. #3
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    Itamaraty sofre ataque de hackers e tem rede de dados invadida

    Hackers atacam sistema de e-mails e de leitura de documentos do Itamaraty
    Ataque teria contaminado mensagens de um número ainda indeterminado de servidores, permitindo o acesso a informações pessoais
    27 de maio de 2014 | 14h 54
    Lisandra Paraguassu - Agência Estado

    BRASÍLIA - O Itamaraty está sofrendo um ataque de hackers desde a semana passada. O sistema de e-mails e de leitura de documentos do ministério e dos postos diplomáticos no exterior foi retirado do ar na segunda-feira, 26. O sistema está passando por uma manutenção geral para evitar novos acessos indevidos, e deve voltar o normal ainda nesta terça-feira.

    De acordo com o Itamaraty, Hackers usaram o esquema chamado phishing, em que e-mails aparentemente de pessoas conhecidas são enviadas para colegas e incluem um link malicioso. Ao abrir o link, servidores instalam no sistema, sem querer, os chamados cavalos de troia, que recolhem informações sigilosas dos usuários, como senhas e números de documentos.

    O ataque teria contaminado os e-mails de um número ainda indeterminado de servidores, permitindo o acesso a informações pessoais, e também chegado ao chamado Intradocs, um sistema interno de leitura de telegramas diplomáticos usado pelos diplomatas. Não teria, no entanto, alcançado o sistema de comunicação sigiloso entre as embaixadas e postos no exterior e o ministério em Brasília.

    O Itamaraty não confirma se chegou a haver vazamento de documentos sigilosos - o que seria possível através do acesso ao Intradocs, onde se pode criar um arquivo de leitura e gravar no próprio computador. Ainda não se tem informações do objetivo ou dos responsáveis pelos ataques. Uma investigação foi aberta pelo Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança de informações do governo, e pela Polícia Federal.
    http://www.estadao.com.br/noticias/n...,1172332,0.htm

  4. #4
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    Polícia Federal prevê ataques cibernéticos em massa no dia de abertura da Copa

    SEVERINO MOTTA
    NATUZA NERY
    DE BRASÍLIA
    27/05/2014 18h25

    Investigando os ataques sofridos pelo Itamaraty desde a semana passada, o setor de inteligência da Polícia Federal identificou grupos na internet que pretendem realizar um grande número de invasões e promover congestionamentos em sistemas e sites ligados ao governo no dia de abertura da Copa do Mundo, 12 de junho.

    A Folha apurou que a PF também vem identificando um aumento progressivo no número de ataques sofridos por sites oficiais nos últimos dias. Apesar de não revelar quantas tentativas de invasão foram detectadas, policiais constataram que os ataques quadruplicaram.

    Durante as investigações sobre o Itamaraty a PF ainda descobriu que alguns dos usuários de e-mails capturados por hackers foram usados para a realização de protestos contra a Copa do Mundo.

    Um banner contrário à realização do mundial no Brasil chegou a ser postado na página de intranet do ministério.

    As investigações tentam agora identificar que comunicações podem ter sido interceptadas e se houve vazamento de documentos sigiloso.

    Procurado para falar sobre os ataques, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da presidência da República, responsável pela segurança da informação e das comunicações dos sistemas do governo, não se manifestou.

    REDES

    No trabalho de monitoramento de redes sociais integrantes do governo identificaram uma série de convocações para os ataques agendados para o dia 12 de junho. Numa conta de twitter ligada ao grupo Anonymous havia um post dizendo: "hackers, uni-vos, dia 12 de junho começa a temporada DDOS.gov (...) preparem seus canhões".

    A sigla DDOS remete a um tipo de ataque que busca congestionar sites através de múltiplas conexões efetuadas ao mesmo tempo.


    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2...-da-copa.shtml

  5. #5
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    Sequelas no sistema

    A invasão de hackers aos servidores do Itamaraty, ocorrida anteontem de manhã, deixou sequelas. Até agora, parte das embaixadas continua com o sistema de comunicação combalido.

    Vários servidores ainda estão sem acesso ao e-mail e à rede privada do ministério, a chamada intranet. Há quem ainda não tenha recebido sequer uma nova senha. Até a situação ser completamente normalizada, fica prejudicada a consulta a documentos e boletins internos.

    No exterior, sobram queixas à dificuldade de contato com a central de atendimento do Itamaraty, que normalmente funciona 24 horas, para atender aos variados fusos horários.

    Por Lauro Jardim

  6. #6
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    Invasão ao Itamaraty permitiu que hackers tivessem acesso a documentos da Copa

    Grupo Anonymous divulgou mais de 300 documentos que teriam sido acessados na invasão ao sistema do Ministério de Relações Exteriores

    Uma invasão do sistema de e-mails do Itamaraty resultou no vazamento de inúmeros documentos, entre eles relatórios e telegramas classificados pelo serviço diplomático como "secretos" e com potencial para incomodar o governo brasileiro. Mesmo sem terem acessado o sistema interno de arquivo do Ministério, os hackers conseguiram extrair de computadores do Itamaraty análises para negociações internacionais, textos de subsídios para reuniões bilaterais a serem usados pela presidente Dilma Rousseff e o próprio ministro das Relações Exteriores e até agendas com telefones de autoridades.

    O Itamaraty não reconhece a veracidade dos documentos revelados pelo grupo Anonymous, que assumiu ser o autor do ataque aos servidores do Ministério. De acordo com o porta-voz, embaixador Antônio Tabajara, os documentos estão abertos e apresentados em formatos que podem ter sido editados ou alterados de alguma forma. Ainda assim, os textos têm, em sua maioria, o timbre do Itamaraty e o formato tradicional dos chamados telegramas, os textos de comunicação entre o ministério e os diversos postos diplomáticos no Brasil e no exterior.

    Entre eles, está o relatório preparado para o então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, na visita do seu colega americano, o secretário de Estado John Kerry. Em meio à crise com os Estados Unidos pela descoberta do que a National Security Agency (NSA) havia espionado cidadãos e empresas brasileiras - inclusive a própria presidente Dilma - o documento trata apenas brevemente do assunto. Aconselha ao ministro que levante o tema, mas deixe claro que a crise não vai influenciar nas negociações entre os dois países. Recomenda que o pedido de "uma clara manifestação de apoio à candidatura do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança, pelo menos análoga à declaração de apoio à candidatura da Índia" - algo que o Brasil ainda não conseguiu e pede, ainda que os EUA retire Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo.

    Também aparece um resumo das conversas entre autoridades brasileiras e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante uma visita ao Brasil em maio do ano passado e uma lista de ministros do Esporte que planejam vir ao país para a Copa do Mundo. Outros documentos que citavam questões de segurança durante a Copa também foram vazados, mas muitos não seguiam os padrões do Itamaraty.

    Um hacker conhecido com AnonManifest usou um ataque com phishing para invadir a base de dados do Itamaraty e acessar o seu sistema de documentação, como noticiou a coluna Radar on-line. O ministério desativou o seu sistema de correio eletrônico depois do ataque e instruiu os usuários das suas três mil contas de e-mail a mudar suas senhas. A Polícia Federal está investigando a invasão.

    De acordo com o Itamaraty, já foi feito o mapeamento do que teria sido vazado e não foi identificado nada altamente prejudicial aos interesses do governo. As investigações estão sendo feitas pelo Gabinete de Segurança Institucional e a Polícia Federal, mas o sistema do ministério já voltou ao ar desde a última quarta-feira.

    Os hackers usaram o esquema chamado phishing, em que e-mails aparentemente de pessoas conhecidas são enviadas para colegas com inclusão de um link para um documento supostamente importante. Ao abrir o arquivo são instalados no sistema os chamados cavalos de troia, que recolhem informações sigilosas dos usuários, como senhas, e abre acesso para que os hackers possam retirar dali documentos arquivados.

    Comércio — Estão na lista, também, todos os documentos para as reuniões do Mercosul de 2011, 2012 e 2013, relatando as posições brasileiras em diversos assuntos e a análise que a diplomacia brasileira faz dos vizinhos, algumas vezes em termos que não seriam usados nas negociações.

    Há reclamações, como, por exemplo, dos demais membros não aceitarem reconhecer a cachaça como produto tipicamente brasileiro, ou análise de propostas consideradas irreais, a ponto de o diplomata responsável, dizer, por exemplo, que se os vizinhos - especialmente a Argentina - insistissem em algumas mudanças seria melhor desistir da implementação do código aduaneiro comum. Há, ainda, análises para negociações econômicas em curso e sigilosas, sumários para visitas de Estado - como a do vice-presidente Michel Temer à Rússia - e análises das posições brasileiras em questões como a guerra na Síria e a questão nuclear no Irã. Documentos claramente pessoais, como fotos de uma capa de revista e contratos de empregados domésticos mostram que os textos foram tirados dos HDs de computadores dos servidores do ministério, não apenas no Brasil, mas no exterior.

    (com agência Reuters e Estadão Conteúdo)
    http://veja.abril.com.br/noticia/vid...mentos-da-copa
    Última edição por 5ms; 31-05-2014 às 19:09.

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