IBM repensa arquitetura dos computadores

Publicado em: 11/07/2014

A IBM vai investir três bilhões de dólares em pesquisa de materiais de computação e chips nos próximos cinco anos. Subjacente está um esforço para repensar a arquitetura dos computadores não envolvendo chips de silício. O desenho baseado no silício estagnou e a capacidade de reduzir o tamanho dos chips está atingindo o seu limite. A IBM olha para o grafeno, para os nanotubos de carbono e outros materiais para substituir material nos computadores.

“A arquitetura básica dos computadores mantém-se inalterada desde os anos quarenta. Dado o tipo de problemas atuais, este é o momento para começar a procurar novas formas de computação”, diz Supratik Guha, diretor de ciências físicas na IBM Research.

A iniciativa poder abrir caminho para a consolidação de computadores quânticos e cognitivos funcionais, capazes de imitar o funcionamento do cérebro humano. A IBM diz já está montando computadores quânticos e de funcionamento semelhante ao cérebro humano, sobre os quais se tem teorizado há décadas, mas que têm sido difíceis de criar.

O anúncio surge um mês depois de a Hewlett-Packard divulgar que está a repensando a arquitetura básicas dos computadores.

O objetivo da IBM será fornecer os blocos básicos de montagem para sistemas capazes processarem grandes quantidades de dados de forma mais inteligente, consumindo menos energia, explica Tom Rosamilia, vice-presidente sênior do grupo de sistemas e tecnologia na IBM. Esses computadores podem beneficiar áreas como a pesquisa sobre o câncer, a modelagem meteorológica e o fornecimento de serviços mais inteligentes de cloud computing.

Elementos aceleradores de computação, como os processadores gráficos, estão melhorando o desempenho dos computadores, no curto prazo. Mas reduzir as dimensões dos processadores baseados em silício para aumentar o seu desempenho e diminuir o consumo de energia está se tornando mais complexo, disse Rosamilia.

“Em outros momentos da história tivemos de dar saltos de uma tecnologia para outra. Se não começarmos a inventar novos chips agora, acreditamos que ninguém vai lá chegar “, afirmou.
A intenção é tentar desenvolver chips capazes de atingir escalas de nível atômico.
link: http://www.tirio.org.br/TI-RIO-Notic...res-32230.html