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  1. #1
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    Brasileiro bate recorde em gastos no exterior

    Rombo nas contas externas soma R$ 6 bilhões em julho.
    O fato de sediar a Copa do Mundo não foi capaz de apaziguar a vontade do brasileiro de conhecer o mundo. Muito pelo contrário. Julho foi o mês em que o turista daqui mais gastou em viagens internacionais em toda a História. As despesas chegaram a US$ 2,4 bilhões: as maiores para qualquer mês desde quando o Banco Central começou a registrar os dados em 1947. Já os torcedores estrangeiros que vieram para assistir à competição gastaram apenas US$ 789 milhões no mês passado.

    Em julho do ano passado, os gringos deixaram US$ 540 milhões aqui. Enquanto isso, os brasileiros torraram US$ 2,2 bilhões naquele ano. Com isso, a balança de viagens internacionais do Brasil ficou estável em US$ 1,6 bilhão em julho deste ano na comparação com o mesmo mês de 2013.

    — Despesa com viagens internacionais já cresceu a 20%, mas agora só cresce a uma taxa de 3,5% neste ano — minimizou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, que justificou que uma alta de 10% em julho, mês de férias, é comum.

    Nos cálculos do BC, a Copa do Mundo trouxe cerca de US$ 850 milhões para o Brasil em gastos de turistas aqui e compra de passagens aéreas em junho, julho e um residual em agosto (já que vários gastos feitos com cartão de crédito só são computados no mês seguinte). Ficou dentro da estimativa do Banco Central que era de ganhos para o país entre US$ 800 milhões e US$ 1,1 bilhão.

    — A Copa não foi assim uma Brastemp no sentido de atrair turistas estrangeiros. Houve um aumento dos gastos de turistas estrangeiros aqui entre junho e julho, mas nada que reverta a gastança de brasileiros no exterior — comentou o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito.

    Para o economista da MB Associados Sérgio Vale, a Copa foi desastrosa em termos de resultados econômicos. Segundo ele, a paralisia da atividade em junho em julho nunca aconteceria em uma situação normal. Vale ressalta que o melhor da Copa foi o “efeito intangível” para a imagem do país. Ele diz que o mundo teve a visão de um país muito receptivo e não tão violento como se imaginava.

    — Muita gente deve ter aproveitado o período da Copa para tirar férias fora daqui, com receio de manifestações e já sabendo que a economia ficaria parada. Ajudou também o fato de a taxa de câmbio ter ficado mais favorável nesse período do que sinalizava até março desse ano — ponderou o analista antes de completar:

    — Apenas o governo acreditava que haveria uma invasão de recursos, mas o fato é que houve muita entrada de turista latino, que deve ter trazido recursos de seus países, quando não veio sem quase nada, como foi o caso de muitos que nem conseguiram voltar.

    No entanto, isso não foi suficiente para mudar o saldo entre despesas e receitas com viagens internacionais, porque os brasileiros arrumaram as malas e carimbaram os passaportes. O resultado é que isso ajudou o Brasil a registrar um rombo de US$ 6 bilhões na conta de transações correntes (resultado de todas as trocas de serviços e do comércio do país com o resto do mundo) em julho. É menos do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o déficit chegou a US$ 9 bilhões. Isso porque o resultado da balança comercial apresentou resultados melhores.

    Desde o início do ano até o mês passado, o país está no vermelho em US$ 49,3 bilhões nas contas externas.

    Os investimentos diretos – capital considerado de melhor qualidade porque amplia a capacidade de produção nas fábricas – não cobrem mais o rombo das contas externas. Nos sete primeiros meses do ano, o Brasil recebeu US$ 35,2 bilhões desse tipo de dinheiro. É exatamente a mesma quantia vista no mesmo período do ano passado. Por isso, o país continua dependente de capital especulativo para financiar o déficit.

    http://oglobo.globo.com/economia/bra...-copa-13693147

  2. #2
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    Manchete safada ...

    As despesas chegaram a US$ 2,4 bilhões: as maiores para qualquer mês desde quando o Banco Central começou a registrar os dados em 1947. Em julho do ano passado ... os brasileiros torraram US$ 2,2 bilhões.

    ....

    O resultado é que isso ajudou o Brasil a registrar um rombo de US$ 6 bilhões na conta de transações correntes (resultado de todas as trocas de serviços e do comércio do país com o resto do mundo) em julho. É menos do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o déficit chegou a US$ 9 bilhões.

  3. #3
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    Déficit em transações correntes do Brasil soma US$6 bi julho

    (Reuters) - O Brasil registrou déficit em transações correntes de 6,018 bilhões de dólares em julho, com destaque para a elevada despesa com aluguel de equipamentos, rombo que voltou a não ser financiado completamente pelos investimentos estrangeiros produtivos.

    No acumulado em 12 meses encerrados no mês passado, o déficit em conta corrente do país ficou em 3,45 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta sexta-feira. Em julho de 2013, o rombo da conta corrente havia sido de 8,969 bilhões de dólares.

    Economistas consultados pela Reuters previam saldo negativo da conta corrente de 5,8 bilhões de dólares no mês passado.

    O déficit nas transações correntes --que abrangem a importação e a exportação de bens e serviços e as transações unilaterais do Brasil com o exterior-- foi impactado pelo elevado gasto líquido de 2,353 bilhões de dólares com aluguel de equipamentos do país no exterior, cerca de 50 por cento a mais do que o saldo negativo visto um ano antes (1,536 bilhão de dólares). Em junho, essa despesa líquida havia sido de 1,848 bilhão de dólares.

    Gastos líquidos de brasileiros no exterior
    com viagens também ajudaram a compor o rombo, somando 1,625 bilhão de dólares no mês passado, praticamente similar ao montante de 1,654 bilhão de dólares em igual mês de 2013. Em junho, esses gastos haviam somando 1,204 bilhão de dólares.

    Em julho, informou ainda o BC, as remessas de lucros e dividendos ficaram em 1,106 bilhão de dólares, ante 1,215 bilhão de dólares de julho de 2013.

    A balança comercial, que registrou superávit de 1,575 bilhão de dólares por maiores exportações de petróleo, foi o elemento positivo as contas do mês anterior, mas no acumulado do ano até julho ainda mostra resultado ruim, com saldo negativo em 918 milhões de dólares.

    A deterioração das contas externas é um elemento a mais na fraca economia brasileira, marcada por baixo crescimento, inflação alta neste ano, em que a presidente Dilma Rousseff tenta a reeleição.

    O BC informou também que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país somaram 5,898 bilhões de dólares no mês passado, um pouco menor do que o resultado da conta corrente.

    (Por Luciana Otoni)
    http://oglobo.globo.com/brasil/defic...julho-13693799

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