A tendência no Brasil é que a taxa continue crescendo nos próximos meses. Em São Paulo, Alphaville (46%) e Vila Olímpia (24%) são hoje as regiões com os piores números. No Rio, é a Barra (27%).

Depois da capital paulistana, Santiago, Cidade do Panamá e Rio de Janeiro foram os municípios que viram a vacância crescer de forma mais acelerada, segundo pesquisa da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle.

"Até 2010, essa taxa estava muito baixa, chegou a 6%. Nesse período, projetos que estavam parados foram tirados do papel, causando uma superoferta", diz Monica Lee, diretora da empresa.

"No Rio, ocorreu a mesma coisa. Com a diferença de que foram as empresas de óleo e gás que puxaram a alta. Em São Paulo, não tem um grande segmento concentrador."

Apesar da expansão acentuada no volume de lajes ociosas no Brasil, a Cidade do Panamá continua com o maior percentual da região: 34%.

Incentivos fiscais, que causaram especulação no mercado imobiliário, e a grande expectativa de crescimento induzido pela ampliação do Canal do Panamá explicam a vacância, segundo a Jones Lang.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas...anca-205.shtml