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  1. #1
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    Aneel aprova reajuste de 83% nas bandeiras tarifárias

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a abertura de consulta pública para a revisão dos preços das bandeiras tarifárias. A medida transfere dos reajustes tarifários para o regime de bandeiras os custos do sistema com o chamado risco hidrológico e outros gastos. A consulta ficará aberta entre os dias 9 e 20 de fevereiro. A previsão é de que os novos valores entrem em vigor no dia 1º de março.

    O valor proposto para a bandeira vermelha aumentou dos atuais R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos no mês, o que significa um reajuste de mais de 83%.

    ...

    Com a mudança, uma conta de R$ 65,20, que hoje sobe para R$ 70,09 na bandeira vermelha, chegará a R$ 74,15 com o novo aumento.

    ...

    Em um mês de bandeira vermelha, o valor adicional pago pela população, que atualmente é de cerca de R$ 800 milhões, saltará para R$ 1,460 bilhão.

    ...

    Atualmente as bandeiras tarifárias estavam calibradas para atenderem custos de até R$ 10,6 bilhões em 2015. Com a alteração, o mecanismo poderá cobrir gastos do sistema de até R$ 17,8 bilhões este ano. (Só haverá 10 meses de receitas com os novos valores).

    ...

    Outra mudança no regime é a uniformização das bandeiras em todo o território nacional a cada mês. Até então, cada região poderia ter uma bandeira própria, embora desde agosto do ano passado todas as regiões se mantenham no indicativo vermelho.
    http://economia.estadao.com.br/notic...farias,1630605

  2. #2
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    Esse pessoal deve ter recebido consultoria do meu condominio, que há tempos vem retirando ou separando despesas da taxa, seja despedindo funcionários, seja criando "fundos" para 13o (cobrado em 12 parcelas), seja cobrando à parte energia, água, seguros; no final alegando que o reajuste da taxa de condominio é razoável, como faz esse palhaço:

    "A mudança implicará impacto tarifário nulo, porque os custos incluídos nas bandeiras não serão mais incluídos nas revisões tarifárias", disse o diretor da Aneel relator do processo, Tiago de Barros Correia. "Quando colocados nas bandeiras tarifárias, esses pagamentos adicionais só são feitos nos meses em que são necessários. O mecanismo de bandeiras é acionado somente quando o custo do sistema aumenta", acrescentou.
    Última edição por 5ms; 07-02-2015 às 12:57.

  3. #3
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    BTW

    O próprio reporter deixa claro que R$ 5,50 é antes de impostos, taxas, contribuições (exemplifica "R$ 65,20 na bandeira vermelha, chegará a R$ 74,15"), de forma que o acréscimo será muito maior. Mais do que compensar o aumento de custos será gerada imensa arrecadação para os governos.
    Última edição por 5ms; 07-02-2015 às 13:22.

  4. #4
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  5. #5
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    Cada uma...

    Vai ser o jeito compra placa solar para usar. rs

  6. #6
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    Crise do setor elétrico provocará alta na tarifa de energia até 2020

    ...

    considerando Bandeiras Tarifárias, reajuste tarifário extraordinário e reajuste anual de tarifas.

    Para consumidores industriais atendidos pela Eletropaulo, a estimativa da LPS [para 2015] é de alta de 82,5% e para os residenciais, de 62,5%.

    ...
    http://economia.estadao.com.br/notic...e-2020,1632983

  7. #7
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    Essa e a vantagem do brasil contar com um monte de hidroeletricas, quando falta agua, tambem falta energia! que ideia boa.

    E piora a situacao de quem precisa de uma grande quantidade de energia como datacenters..

  8. #8
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    ... Mais do que compensar o aumento de custos será gerada imensa arrecadação para os governos.
    Com alta da energia, Estados ganham R$ 18 bi

    ANNE WARTH E ADRIANA FERNANDES

    Reajuste na conta de luz trará aumento de arrecadação de ICMS nos Estados e de PIS e Cofins


  9. #9
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    O "realismo tarifário" imposto pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff aos preços da energia elétrica deve engordar os cofres da União e dos Estados em R$ 25 bilhões neste ano. O governo federal deve recolher R$ 5 bilhões a mais ... A arrecadação do governo federal com o setor elétrico vai aumentar por causa do recolhimento de PIS e Cofins.

    A projeção para o ICMS foi confirmada ontem pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. "As novas tarifas de energia elétrica vão significar um aumento expressivo da arrecadação de ICMS pelos Estados. Deve ser algo entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões", disse o ministro.
    Última edição por 5ms; 03-03-2015 às 13:47.

  10. #10
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    Governo federal vai cortar subsídio da luz de 5 milhões de famílias

    Não deixa de ser "curioso" que 38% dos beneficiados magicamente, em apenas 1 ano, deixaram de ser consumidores idosos, deficientes e/ou baixa renda. Também é notável que esses 38% promovidos a "novos ricos e atletas" consomem apenas R$ 600 milhões do total de R$ 2,78 bilhões

    JULIA BORBA
    DE BRASÍLIA
    04/03/2015 02h00

    Para tentar conter a inflação e controlar os gastos do setor elétrico em 2015, o governo decidiu fazer um pente fino no cadastro do programa Tarifa Social e vai excluir 5 milhões de famílias até o final deste ano.

    Elas representam 38% das 13,1 milhões de famílias que, em dezembro, eram beneficiadas com descontos na tarifa de luz.

    Para ter direito ao benefício, é necessário estar abaixo de determinado nível de renda e de consumo.

    De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), trata-se de casos que não se enquadravam nas regras do programa, seja por erro de cadastro ou por mudança no perfil econômico ou de consumo da família.

    O corte representará uma redução de aproximadamente R$ 600 milhões neste ano no custo do programa, que é repassado às tarifas de todos os consumidores.

    Com o enxugamento do benefício, a estimativa é que o gasto para manter o programa fique em R$ 2,16 bilhões em 2015. Em 2014, o gasto foi de R$ 2,2 bilhões, mas, com os aumentos na tarifa de energia, a estimativa é que neste ano a despesa chegasse a R$ 2,78 bilhões.

    TARIFAÇO

    A exclusão de beneficiados deve evitar mais aumentos no preço da luz. "Não houve impacto direto no orçamento do setor elétrico, pois a revisão do cadastramento deve compensar os aumentos tarifários deste ano", afirmou o diretor da Aneel Tiago Correia.

    Como a Tarifa Social é, na realidade, um desconto sobre a tarifa praticada pela distribuidora, as despesas com o programa subiriam muito caso não fosse reduzida a lista de beneficiados.

    Até o ano passado, a tarifa social era bancada com ajuda do Tesouro, que este ano desistiu de fazer o repasse de R$ 9 bilhões ao setor e anunciou que o custo terá de ser bancado exclusivamente pelo consumidor.

    Apenas com o reajuste extraordinário e a aplicação da bandeira tarifária vermelha, o consumidor já pagará neste mês uma conta 32% mais cara, em média.

    Nos próximos meses, segundo previsões da agência reguladora, esse aumento médio deve chegar a 45%, com a aprovação do reajuste ordinário das tarifas.

    Para se chegar ao patamar de redução alcançado, a Aneel e as distribuidoras de energia vem fazendo, desde o ano passado, fiscalizações e novos cruzamentos dos dados das famílias inscritas.

    CRITÉRIOS

    Pelas regras do programa, têm direito ao benefício as famílias listadas no Cadastro Único e que, portanto, tenham renda mensal de até meio salário mínimo per capita.

    Também entra na lista quem está no Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social, que é um cadastro para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Quando menor o consumo de luz da família, maior o desconto.

    Quem não for localizado pelos cadastros sociais, tiver informações desatualizadas há mais de dois anos, não atender critérios de renda ou não renovar relatórios médicos (no caso de idosos e deficientes) perderá o benefício.

    Ao longo de 2014 foram identificadas 5,8 milhões de famílias que precisam atualizar o cadastro.

    De acordo com a Aneel, as distribuidoras de energia já encaminharam cartas para a residência dessas pessoas informando procedimentos e prazos para a atualização.

    A previsão da agência, usada para aprovar o orçamento do setor elétrico neste ano, é que 5 milhões não possam se recadastrar.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...-energia.shtml
    Última edição por 5ms; 04-03-2015 às 08:48.

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