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  1. #1
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    Cool PIB brasileiro deverá superar a China em 2015, após o IBGE ter mudado o cálculo

    Crescimento de 2011 passou de 2,7% para 3,9% e o de 2010, de 7,5% para 7,6%; novo cálculo melhora a base para anos posteriores e pode livrar o País da recessão, revertendo resultado negativo previsto por analistas.

    Os resultados das Contas Nacionais Trimestrais até 2014 sob a nova metodologia serão divulgados em 27 de março.

    http://economia.estadao.com.br/notic...e-2014,1648575

  2. #2
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    Despesa agora vira investimento que vira receita?

  3. #3
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    O campo de distorção da realidade brasileiro é de dar inveja a Steve Jobs!!!

  4. #4
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    Citação Postado originalmente por marcosv Ver Post
    Despesa agora vira investimento que vira receita?
    ...
    Outra mudança importante é a forma de contabilizar a produção gerada pelas sedes de empresas industriais que realizam atividades de auxiliares e administrativas – caso tenham relevância para as companhias. Antes, eram contabilizadas como despesas, dentro da produção gerada pela unidade fabril da companhia. Agora, vai ser atribuído um valor para essa produção, que migrará do setor industrial para o de serviços.

    Um exemplo: todas os serviços corporativos da Vale, realizados na sede no Rio, serão computados como serviços prestados às unidades produtivas da mineradora em Minas Gerais e Pará.

    ...

    O IBGE também passou a contar com mais fontes de dados, como o Imposto de Renda Pessoa Física e Jurídica e novas pesquisas da indústria (reformulada) e serviços, e reclassificou alguns subsetores.

    Revisão do PIB pelo IBGE deve afastar recessão em 2014

    que migrará do setor industrial para o de serviços
    Lembrando que indústria e serviços possuem pesos diferentes no cálculo do PIB -- serviços tem maior peso.

    Não é a primeira vez que o governo petista altera a metodologia. No passado, a manipulação de pesos diminuiu o PIB dos estados governados por oposicionistas e aumentou o dos estados dos amigos dos amigos. Esse assunto rolou no WHT-BR. Não adianta vir com papo de ONU porque falta credibilidade a esse governo para exibir qualquer numero.
    Última edição por 5ms; 11-03-2015 às 14:58.

  5. #5
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    Tunel do tempo

    O setor de serviços passou do peso de 46,6% no cálculo do PIB em 2004 pelo método antigo, para 63% em 2005 pela nova medição.


    Sobre o Indicador

    Produto Interno Bruto (PIB) é o volume, medido monetariamente, dos bens e serviços não consumidos no processo produtivo e produzidos durante um determinado período de tempo e num determinado espaço geográfico.

    Precisando de um PIB maior? Não há problema. Manipule pesos ou desmembre fábricas criando empresas virtuais de serviços.
    Última edição por 5ms; 11-03-2015 às 15:23.

  6. #6
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    Novos números do PIB não mudam previsão de queda de 1% em 2015, diz economista

    Hum. A maquiagem pretendida é dívida bruta como proporção do PIB.

    Com a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) nominal de 2011, de R$ 4,143 trilhões para R$ 4,374 trilhões realizada pelo IBGE, é bem provável que a dívida bruta como proporção do PIB tenha caído naquele ano de 54,2% para perto de 51,3%, comentou ao Broadcast, serviço da Agência Estado, o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Alves de Melo.

    Em seu diagnóstico, é possível notar que ocorreu alguma diminuição do patamar deste indicador na atualidade, que atingiu 64,4% do PIB em janeiro de 2015.

    "Mesmo que ocorra alguma redução, isso não deve mudar a atual avaliação das agências internacionais de rating sobre o Brasil, pois a dinâmica da dívida nesse período preocupa", destacou. Além disso, o patamar também é alto, dado que a média registrada pelos países emergentes está próxima de 35% do PIB.

    Na avaliação de Melo, ao considerar os novos pesos do PIB de 2011 para indústria, agropecuária e serviços, a sua projeção de queda de 1% do PIB para 2015 não será alterada.

    De acordo com o IBGE, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff as participações no PIB caíram na Indústria, de 27,5% para 27,2% e na Agropecuária, de 5,5% para 5,1%, enquanto no caso dos Serviços subiu de 67,0% para 67,7%.

    Como o economista estima que a conjuntura é marcada por uma recessão, o quadro implicará em queda de 4% do resultado da Indústria, uma redução de 0,20% do consumo e alta de pouco menos de 2% para a Agricultura.
    http://economia.estadao.com.br/notic...omista,1648663

  7. #7
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    Economia retrocede dez anos em dois




    "O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito.

    O que ele nos pode dar é sempre menos do que nos pode tirar"


    A frase proferida pelo economista e ex-ministro Roberto Campos, morto em 2001, remonta à década de 1970, mas não causaria estranhamento se fosse dita em 2015. O atual desenho macroeconômico do Brasil - com juros a 12,75%, inflação acima de 7% e dólar a 3,24 reais - mostra os efeitos danosos de uma política de governo intervencionista executada pela presidente Dilma Rousseff desde 2011 e que, agora, cobra seu preço. Diante dos ajustes necessários para que o país não sucumba a uma crise mais aguda, as medidas de subsídios, desonerações e estímulos têm sido desarmadas. Os impostos, elevados. E os brasileiros se deparam com problemas que há mais de uma década pareciam vencidos. Terão de pagar um preço alto para financiar o conserto dos fundamentos econômicos que balizavam o Brasil de outros tempos, mas que foram sistematicamente rompidos. Há cerca de dois anos, o país passa por uma deterioração econômica apenas comparável à era Collor - e esse tombo fez com que uma década de avanços virasse pó.

    Na tentativa de manter, a todo custo, o crescimento vigoroso registrado em 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 7,5%, o governo Dilma empreendeu uma mudança drástica de filosofia. Se o lulismo pregava uma política econômica ainda com viés desenvolvimentista, porém, com algum pragmatismo, a sucessora, no intuito de 'deixar sua marca', resolveu trocar a orquestra e a música. Numa espécie de anexação do Banco Central e do Ministério da Fazenda como secretarias do Palácio do Planalto, a presidente interferiu no câmbio, na taxa de juros e ofereceu subsídios à indústria nacional com o intuito de reduzir a dependência das importações. "Houve um afastamento paulatino dos instrumentos que compõem o tripé de política econômica, o qual garantiu a consolidação da estabilidade da economia conseguida com o Plano Real, além de intervenções na formação de preços em alguns mercados (energia elétrica e combustíveis), com efeitos importantes sobre a economia", afirma Gesner Oliveira, da GO Associados.

    A sinalização da presidente frustrou observadores econômicos e os donos do dinheiro. Contudo, como o Brasil ainda era a bola da vez em 2011, a frustração demorou pelo menos dois anos para se transformar num sentimento generalizado. Com isso, a partir de 2013, o país assistiu a uma piora progressiva de seus indicadores econômicos - tanto aqueles que reproduzem a economia real quanto os que capturam expectativas futuras. De lá pra cá, as consequências se tornaram visíveis na indústria, no investimento, no mercado de trabalho, e, em última instância, na renda dos brasileiros, que é corroída pela inflação e juros mais altos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, está atualmente em 7,70% em 12 meses até fevereiro, o maior nível desde maio de 2005, quando atingiu 8,05%. Já a Selic está em 12,75%, o maior patamar desde janeiro de 2008.

    Um número exemplar do retrocesso é o consumo das famílias brasileiras, mensurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e que responde por 60% do Produto Interno Bruto (PIB). Tal indicador tem sido o catalisador do crescimento há pelo menos dez anos, mas deve começar a ruir em 2015. A previsão da Tendências Consultoria é de um recuo de 0,1% - o primeiro desempenho negativo desde 2003, quando caiu 0,8%.

    Do lado produtivo, a indústria também não tem nada a comemorar - e não é de hoje. O setor acumula queda de 3,15% em 12 meses até janeiro, o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (- 4,8%). E mesmo o dólar a 3,24 reais não deve resolver os problemas do setor. Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Fiesp, lembra que "a mesma mão que afaga, estapeia". Traduzindo: a moeda mais cara beneficia quem exporta, mas penaliza quem depende de insumos importados. Empresas que têm dívidas cotadas em moeda americana também podem ser pegas desprevenidas. De qualquer forma, a atual cotação confere algum alívio. "Se não fosse isso, a indústria doméstica não teria chance. De qualquer forma, o ano de 2015 já está desenhado como ruim", diz.

    O retrocesso não ocorre apenas do ponto de vista macroeconômico. O economista Alexandre Schwartsman pondera que o que mais preocupa é a piora significativa observada no ambiente de negócios. "Temos um intervencionismo crescente, a paralisação de uma agenda importante que tínhamos avançado. De forma geral, temos um retrocesso claríssimo em diversas dimensões." Ele critica a errática agenda microeconômica adotada desde 2011, que privilegia determinados setores e empresas, e diz que, em relação à macroeconomia, ainda falta uma liderança por parte da presidente. "Dilma terceiriza o que é que mais importante. Colocou Levy na linha de frente e se escondeu atrás dele", diz, referindo-se à condução do ajuste fiscal que foi colocado em prática este ano no intuito de reverter os problemas. Uma das consequências mais preocupantes é o rebaixamento da nota de crédito do Brasil. A situação do país está sendo olhada com lupa por agências de classificação de risco, como Standard & Poor's (S&P) e Fitch.

    Neste cenário nebuloso, aumentou o "risco-Brasil", indicador que aponta, em linhas gerais, a percepção dos investidores em relação à capacidade do país de honrar suas dívidas. Segundo o Embi+Br, calculado pelo banco JP Morgan, o "risco-Brasil" estava em 338 pontos na última sexta-feira, o maior patamar desde maio de 2009, auge da crise financeira internacional. "Vale lembrar que a tendência é de alta, considerando o agravamento das crises político e econômica, incluindo os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras. Tudo isso deixa o mercado muito mais temeroso", afirma Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

    Para o economista Otto Nogami, do Insper, a principal diferença entre a conjuntura atual e a dos anos 2000 é o sentimento dos agentes do mercado. Se, naquela década, a sensação era de que as coisas poderiam melhorar, o que se apresenta agora é um cenário de constante deterioração. "No início da década passada, ainda vivíamos um processo de recuperação, após a implementação do Plano Real. Tivemos uma melhoria do ambiente externo, uma busca por equilíbrio macroeconômico interno, que marcaram os dois governos do presidente Lula", lembrou Nogami. A conjuntura atual, no entanto, espelha visão oposta. Em diversos setores, índices de confiança atingem mínimas históricas, de acordo com sondagens elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Na indústria, por exemplo, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu em fevereiro o menor patamar desde abril de 2009.

    Há uma tentativa incisiva do governo, capitaneada pelo ministro Levy, de reverter a situação. Não porque a presidente acredite que tenha feito algo errado. Prova disso é que dias atrás, diante de uma crítica feita por Levy a políticas passadas, o governo rebateu como represália, classificando a crítica como "infeliz". As medidas que o ministro briga para implementar atingem em cheio o bolso do trabalhador, em especial aquelas que reduzem benefícios trabalhistas. São duras, mas necessárias. O povo brada reparação, pois se sente enganado pelas promessas de manutenção das políticas feitas durante as eleições. O petrolão acrescenta pólvora à indignação. E a presidente, até o momento, parece fechar os olhos ao problema.

    (Com reportagem de Teo Cury)

    http://veja.abril.com.br/noticia/eco...z-anos-em-dois

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