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  1. #1
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    Cuba ameaça escravos do Mais Médicos

    Cuba ameaça substituir médicos que trouxeram cônjuges e filhos para o Brasil.

    A presença de familiares no Brasil, na prática, facilita a fixação desses médicos cubanos no país, agravando os riscos de fuga de uma mão-de-obra qualificada, que gera dinheiro para a ilha de Fidel.

    CLÁUDIA COLLUCCI
    DE SÃO PAULO
    13/03/2015

    O governo cubano está pressionando profissionais do programa federal Mais Médicos, bandeira da presidente Dilma Rousseff, para que seus familiares (cônjuges e filhos) que estejam no Brasil retornem imediatamente a Cuba.

    Caso contrário, ameaça substituí-los por outros médicos que já estariam selecionados, aguardando vaga.

    Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 –quase 80%– eram cubanos. Não há estimativa de quantos estão com as famílias no Brasil.

    A pressão tem sido feita diretamente pela vice-ministra da Saúde de Cuba, Estela Cristina Morales, e por seus interlocutores, que vêm se reunindo com médicos cubanos em várias cidades brasileiras. Ela foi confirmada à Folha por oito médicos cubanos e dois supervisores do Mais Médicos.

    O principal argumento de Cuba é de que no contrato de trabalho do governo da ilha com os médicos só há previsão de que eles possam receber visitas de parentes –sem fazer menção a moradia.

    O contrato, porém, não estipula prazo para as visitas, abrindo brecha para que se estendam. O governo brasileiro concede aos familiares dos médicos cubanos visto de permanência de 36 meses –mesmo tempo dado a eles.

    O Ministério da Saúde diz que não há nada que impeça a família dos médicos de permanecer no Brasil. O artigo 18 da lei de criação do Mais Médicos prevê a vinda de dependentes dos profissionais.

    As regras para viagens de cubanos ao exterior foram flexibilizadas pelo governo da ilha desde janeiro de 2013, não sendo mais preciso autorização prévia. Elas mantiveram em aberto, no entanto, a possibilidade de vetar pesquisadores, médicos, atletas e opositores ao regime.

    A presença de cônjuges e filhos no Brasil, na prática, facilita a fixação desses médicos cubanos no país, agravando os riscos de fuga de uma mão-de-obra qualificada, que gera dinheiro para a ilha.

    No sábado (7), a vice-ministra da Saúde de Cuba esteve no município de Jandira (SP). Entre 13h e 16h conversou com médicos e disse que há 530 profissionais na ilha à espera de vaga no programa.

    "O recado foi claro. Se os familiares não voltarem, seremos substituídos", diz um médico que pede anonimato.

    Há casos em que marido e mulher são do programa e têm filhos pequenos. "Temos dois casais de amigos que têm filhos de três e seis anos e que estão sendo pressionados para mandar as crianças de volta, sozinhas", relata outro.

    "Querem que meu marido volte. Ele está há quatro meses empregado, com carteira assinada. Não é justo", afirma uma médica cubana que atua na Grande SP.

    Outra teme se separar do marido e do filho de sete anos –já matriculado numa escola. "Se eles forem obrigados a voltar, irei junto."
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidia...s-a-ilha.shtml

  2. #2
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    Dilma dá as costas aos médicos cubanos, antes cabos eleitorais

    EDUARDO SCOLESE
    EDITOR DE 'COTIDIANO'

    13/03/2015 11h59

    ...

    "Médico" e "chefe político" nos anos de 1950 remetem a "médico" e "chefe político" em 2015: os cubanos do Mais Médicos, ameaçados pela ditadura da ilha em pleno território brasileiro, precisam de uma pequena e urgente retribuição da "chefe política" Dilma Rousseff.

    Em 2013, esses mesmos cubanos foram recebidos com festa pela população do interior e das periferias, com indignação e até intolerância por parte da classe médica brasileira e como cabos eleitorais pela campanha à reeleição da presidente Dilma.

    Sem os cubanos, o Mais Médicos não seria uma vitrine de Dilma, e sim uma vidraça, já que 80% dos 14 mil profissionais do programa vieram da ilha de Fidel Castro.

    Passados quase dois anos de serviços ao país, em locais nunca antes ocupados por médicos, esses mesmo cubanos úteis na eleição agora pedem socorro.

    Eles servem ao Palácio do Planalto e cuidam dos brasileiros mais pobres. Mas, para o governo Dilma, a pressão que sofrem do governo cubano em pleno solo brasileiro é um burocracia "fora da alçada do Ministério da Saúde".
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidia...-cubanos.shtml

  3. #3
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    Associações de medicina criticam ameaças a cubanos do Mais Médicos

    NICOLAS IORY
    DE SÃO PAULO
    13/03/2015 11h47

    A ameaça do governo de Cuba em substituir os profissionais que integram o programa Mais Médicos, uma das bandeiras do governo Dilma Rousseff (PT), caso seus familiares não retornem à ilha é uma "truculência sem tamanho", afirma o presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), Florentino Cardoso.

    "Essa pressão afeta até mesmo o atendimento desses profissionais, é um cerceamento ao trabalho dos médicos. Não podemos admitir que a lei de outro país passe a vigorar dentro do nosso território."

    A vice-ministra da Saúde de Cuba, Estela Cristina Morales, tem pressionado, pessoalmente, os profissionais do programa Mais Médicos para que seus familiares (cônjuges e filhos) que estão no Brasil retornem à ilha.

    Caso contrário, ameaça substituí-los por outros profissionais que já estariam selecionados, aguardando vaga.

    A Folha soube de casos em que marido e mulher estão no programa e têm filhos pequenos. A possibilidade de crianças precisarem retornar a Cuba sem os pais "fere a dignidade do médico", segundo Cardoso. "Eles estão trabalhando aqui, com uma remuneração extremamente baixa, e querem tirar desses pais o convívio com os filhos? É algo que não podemos admitir."

    O presidente do CRM-MG (Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais), Itagiba de Castro Filho, considera "inadmissível um governo estrangeiro tentar interferir em um programa do governo brasileiro".

    "É inaceitável, sob qualquer tipo de pretexto, o médico residir no Brasil por três anos e ser impedido de estar com sua família. Essa exigência vai contra tudo aquilo que compreende nossa cultura a respeito do convívio familiar."

    Em 2013, ano de lançamento do programa Mais Médicos, o então presidente do CRM-MG, João Batista Gomes Soares, criticou a chegada de médicos de Cuba, afirmando que os profissionais brasileiros "não deveriam ser tutores de médico cubano".

    O conselho mineiro chegou a entrar com ação na Justiça por considerar que a atuação dos estrangeiros sem o Revalida (exame para revalidação de diploma do estrangeiros) configurava "crime de exercício ilegal da medicina".

    "Seguimos criticando que parte da população seja submetida ao atendimento com um profissional do qual não temos nenhuma informação sobre sua formação médica", afirma Castro Filho.

    Até dezembro de 2014, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 –quase 80%– eram cubanos. Não há estimativa de quantos estão com as famílias no Brasil.
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidia...-medicos.shtml

  4. #4
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    Médico poderá ter diploma cassado se familiares não voltarem a Cuba

    Cuba ameaça cassar diploma de médico com parentes no Brasil

    CLÁUDIA COLUCCI
    DE SÃO PAULO
    21/03/2015 02h00

    O governo de Cuba está ameaçando cassar o diploma de profissionais do Mais Médicos que insistirem em manter seus familiares no Brasil. O programa é bandeira da presidente Dilma Rousseff.

    Outra forma de pressão tem sido reter em Cuba o médico que sai de férias (e que precisa obrigatoriamente gozá-las na ilha). Ele só poderá retornar ao Brasil se, antes, o parente voltar para a ilha.

    Há uma semana, a Folha revelou que o governo cubano ameaçava seus médicos de excluí-los do programa e substituí-los por outros.

    Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 –quase 80%– eram cubanos. Não há estimativa de quantos estão com as famílias no Brasil.

    A Folha contabilizou pelo menos 30 casos nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

    Os médicos cubanos dizem que, quando assinaram o contrato para o Mais Médicos, foram informados que poderiam viver com suas famílias no Brasil. O artigo 18 do programa prevê a vinda de dependentes dos profissionais.

    FÉRIAS

    O governo brasileiro concede aos familiares dos médicos cubanos visto de permanência de 36 meses –mesmo tempo dado a eles.

    Emissários do governo cubano têm dito aos médicos que o contrato prevê visitas, não moradia. Mas, como o documento não estipula prazo para as visitas, isso abriu brecha para que se estendam.

    Segundo os médicos, já existem profissionais retidos na ilha. "Temos uma colega que trabalha em Rondônia que saiu de férias e seu marido ficou [no Brasil]. Ela tinha que ter regressado no início de março, mas o governo não deixa enquanto o marido não voltar para Cuba", relatou um deles, que atua no Norte.

    Outra médica, que atua no Estado de São Paulo, sofre por antecipação. Tem que sair de férias em abril, mas o marido (empregado numa fábrica) e a filha (matriculada em escola) ficarão no Brasil.

    "Estamos cada dia mais acuados. Não quero que minha família volte, mas, se eu perder meu diploma, não sei como vai ser", afirma ela.

    DESERÇÕES

    Em reuniões com os médicos no Brasil, representantes do governo cubano têm dito que a medida é para prevenir eventuais deserções, o que já ocorre na Venezuela.

    Entre setembro de 2013 e o mesmo mês de 2014, mais de 700 médicos enviados por Havana para trabalhar na Venezuela desertaram, segundo a ONG americana SSF (Solidariedade Sem Fronteiras).

    Até 2013, a média anual de deserções naquele país –onde atuam cerca de 30 mil médicos cubanos– era de 300.

    Segundo o presidente da SSF, Julio César Alfonso, as principais causas de deserção na Venezuela são a crise econômica e a falta de segurança no país, onde morreram quase 70 médicos cubanos nos últimos anos.

    Desde 2006, os EUA receberam 8.000 médicos cubanos, de acordo com Alfonso.

    OUTRO LADO

    O Ministério da Saúde informou nesta sexta (20) que não pode interferir nas relações de trabalho do governo cubano com seus médicos.

    Segundo a pasta, ao ministério cabe a supervisão das atividades dos médicos em território brasileiro e que está fora da sua alçada tomar parte na relação contratual deles com Cuba e a Opas –braço da Organização Mundial da Saúde que intermediou a vinda dos profissionais da ilha ao Brasil.

    O ministério diz que a lei do Mais Médicos prevê que dependente legal do médico possa permanecer no Brasil com o mesmo prazo de validade do visto do titular.

    Há uma semana, a Folha encaminha mensagens à vice-ministra da Saúde de Cuba, Estela Cristina Morales, que tem representado Cuba nas conversas com os médicos, mas não teve resposta. A Embaixada de Cuba e o Consulado em São Paulo também não se manifestaram.

    Procurada ontem à tarde, a assessoria de imprensa da Opas no Brasil também não ligou de volta à reportagem.
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidia...o-brasil.shtml

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