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  1. #1
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    Privataria do PT: Petrobras contrata bancos estrangeiros para vender ativos

    BNP Paribas, Bank of America, Citigroup, Santander. Por enquanto.

    (Bloomberg) - A Petrobras está trabalhando com o Citigroup, o Bradesco e o Santander Brasil para vender participações em três de suas unidades como parte do plano de US$ 13,7 bilhões em desinvestimento, segundo seis pessoas com conhecimento direto do assunto.

    O Citigroup e o Bradesco são assessores na venda de uma fatia da Petrobras Distribuidora, disseram quatro pessoas, que pediram anonimato porque as discussões são privadas. As ações da BR Distribuidora poderiam ser vendidas diretamente ao comprador ou por meio de uma oferta pública, disse uma das pessoas.

    O Santander está trabalhando na venda da TAG, Transportadora Associada de Gás, segundo duas das pessoas. A venda da unidade de Transpetro também é avaliada, disseram três pessoas.

    ...

    Uma das alternativas em discussão para a Transpetro é vender os navios da companhia e permitir que a Petrobras continue usando as embarcações após a venda por meio de contratos de afretamento, disse uma das pessoas.

    Além da venda de fatia na BR Distribuidora, o Bradesco está trabalhando para auxiliar Petrobras a vender usinas de geração térmica, disseram três pessoas. Essas usinas, em conjunto com os gasodutos, poderiam ser vendidas a fundos de investimento e de pensão que buscam fluxos de caixa de longo prazo, num momento em que as geradoras de energia do Brasil lutam para atender a demanda.

    Também é avaliada a venda da operação no Golfo do México, com ajuda do BNP Paribas, e os postos de combustíveis na América Latina, com a assessoria do Banco Itaú BBA, disseram três pessoas.

    O campo Papa Terra, na Bacia de Campos, está entre as áreas que a Petrobras estuda vender, disse uma das pessoas. Os campos de petróleo a serem vendidos terão Bank of America como assessor.

    A lista de ativos para desinvestimento está em análise por uma equipe da estatal liderada pela gerente geral Isabela Carneiro, que responde diretamente ao novo diretor financeiro, Ivan Monteiro, e está sujeita a alterações, disseram duas pessoas.

    A Petrobras, o BNP Paribas, o Bank of America, o Bradesco BBI, o Itaú BBA, o Citigroup e o Santander não quiseram comentar.
    http://economia.uol.com.br/noticias/...der-ativos.htm
    Última edição por 5ms; 19-03-2015 às 19:41.

  2. #2
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    A Petrobras pode quebrar?

    Raquel Landim
    20/03/2015

    Até pouco tempo atrás, uma pergunta como essa não teria o menor cabimento. A Petrobras ocupava o posto de maior empresa brasileira, dona das bilionárias reservas do pré-sal, com um faturamento de mais de R$ 300 bilhões –em resumo, era o orgulho nacional. Uma empresa como essa era inquebrável, inabalável, inatingível.

    O problema é que o governo, que é o acionista controlador, acreditou nisso. A lógica das administrações Lula e Dilma é que a força da Petrobras está no tamanho de suas reservas e no mercado consumidor cativo. "A Petrobras está bem por duas razões: volume de petróleo e um mercado fabuloso em que o consumo cresce", disse Graça Foster, ex-presidente da estatal, em entrevista a blogueiros "amigos" em meados do ano passado.

    Com esse discurso nacionalista, a Petrobras gastou bilhões de reais construindo projetos que agradavam políticos aliados, bancando obras superfaturadas por empreiteiros, e, é claro, pagando propina a funcionários, doleiros, deputados, senadores etc.

    O governo, no entanto, parece ter esquecido dois chavões da economia: dinheiro não aceita desaforo e não existe almoço grátis. Extrair petróleo do fundo do mar ou da terra é uma atividade caríssima. Com um volume enorme de investimentos previstos, a Petrobras contraiu uma dívida gigantesca.

    Quando as investigações da Operação Lava Jato expuseram o esquema de corrupção estatal, as ações da Petrobras desabaram. Mas o mau humor do mercado não é apenas porque a empresa ainda não conseguiu sequer publicar seu balanço. Os investidores também começaram a cobrar caro pelos anos de má gestão.

    A Petrobras hoje gasta mais do que ganha. De janeiro a setembro de 2014, último dado disponível, a empresa gerou R$ 47,3 bilhões de caixa, mas aplicou em suas obras R$ 56,4 bilhões. As contas só fecharam porque a companhia foi a mercado e pediu emprestados R$ 41,3 bilhões.

    É normal que as empresas se alavanquem para crescer. Mas se esse investimento não é revertido em receita no médio prazo, o mecanismo cria um círculo vicioso. Em setembro do ano passado, a dívida da Petrobras estava em espantosos R$ 331,7 bilhões e deve ter aumentando significativamente já que 70% desse montante é devido em dólares.

    Uma empresa está quebrada quando não tem dinheiro para honrar seus compromissos. É bem provável que a Petrobras disponha de recursos para pagar suas dívidas neste ano. Mas e em 2016? As contas podem não fechar. Não é à toa que a nova direção da estatal adotou uma política típica de empresas com problemas: negociar com os credores e vender tudo que puder.

    Dilma Rousseff não seu deu conta do tamanho do problema e continua insistindo no mesmo blá, blá, blá. Quando a companhia perdeu o selo de boa pagadora da agência Moody's, a presidente vociferou que era uma "falta de conhecimento do que está acontecendo na Petrobras" e que "a empresa tem capacidade de se recuperar disso, sem grandes consequências".

    Alguém em Brasília precisa avisá-la de que a situação é tenebrosa e que ela pode entrar para a história como a presidente que quebrou a Petrobras. A não ser, é claro, que mude radicalmente a gestão ou resolva salvar a estatal com dinheiro dos bancos públicos, criando outro problema. E, não, isso não é alarmismo. Só não vê quem não sabe fazer conta ou deixa a política turvar seu raciocínio.
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...-quebrar.shtml

  3. #3
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    Bendine disse que BR Distribuidora não será vendida, relata conselheiro



    DA REUTERS
    31/03/2015 16h57

    O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, declarou na última reunião do Conselho de Administração da empresa que a BR Distribuidora não será vendida, relatou nesta terça-feira o conselheiro que representa os funcionários da petroleira, Silvio Sinedino.

    O conselheiro fez uma transmissão ao vivo pelo site YouTube para relatar fatos tratados na última reunião do Conselho, na quinta-feira passada.

    Sinedino se coloca contra a venda de ativos da Petrobras, que considera uma forma de privatização.

    A petroleira estatal aprovou recentemente um plano para desinvestir 13,7 bilhões de dólares no biênio 2015 e 2016.

    Durante a transmissão, Sinedino destacou ainda que a Petrobras está demitindo funcionários terceirizados, que, segundo ele, têm poucas garantias junto à empresa.

    "A Petrobras está cortando muitos contratos de terceirização, desempregando muita gente", afirmou Sinedino.

    CONFLITO

    O conselheiro também se declarou contra a nomeação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ou do presidente da Vale, Murilo Ferreira, para presidir o Conselho de Administração.

    Coutinho, que já era conselheiro, assumiu a cadeira da presidência na última reunião do CA e permanecerá de forma interina até que Ferreira ocupe a vaga, na Assembleia Geral dos Acionistas, marcada para 29 de abril.

    Depois disso, Coutinho deve permanecer como conselheiro.

    "Como pode um credor ser o presidente do Conselho de Administração, acho que há um conflito claro de interesses", afirmou Sinedino.

    Ele também afirmou que a Vale pode ser sócia da Petrobras em algum ativo, o que também poderia configurar conflito.

    Sinedino comentou ainda a decisão do membro do Conselho eleito pelos acionistas minoritários, Mauro Cunha, de não concorrer a um novo mandato.

    Segundo Sinedino, ele e Cunha têm ideologias diferentes, mas ambos querem que a Petrobras se recupere da atual crise e também não concordam com a forma como o Conselho tem tomado decisões.

    Em nota, Cunha afirmou que deixa o conselho devido a uma "frustração pessoal com a incapacidade do acionista controlador em agir com o devido grau de urgência para a reversão dos inúmeros problemas que trouxeram a Petrobras a sua atual situação".

    Para Sinedino, o Conselho virou um "homologador das decisões do governo".

    A próxima e última reunião do conselho antes da Assembleia Geral acontece em 17 de abril.

    Procurada para comentar as declarações de Sinedino, a Petrobras não se manifestou imediatamente.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...selheiro.shtml

  4. #4
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    Elio Gaspari

    PETROPRIVATARIA


    Pelo andar da carruagem, o processo de venda de ativos da Petrobras, que nem sequer começou, poderá ter lances capazes de fazer corar os mestres da privataria tucana.


  5. #5
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    Privataria dinâmica

    Vale tudo petralha: "Patrimônio intocável do povo brasileiro" agora é "oportunidades para alienação"

    Qual será a próxima maracutaia bilionária dessas ratazanas? Vender os poços do "o petróleo é nosso" para a China?

    Carteira de ativos para "desinvestimento" é "dinâmica", diz Petrobras

    A Petrobras divulgou, nesta quinta-feira, comunicado afirmando que sua carteira de ativos para venda é “dinâmica” e afirmou que o desenvolvimento das transações dependerá de condições negociais e de mercado. “A lista de oportunidades para alienação, que é composta por ativos dos segmentos de exploração e produção, abastecimento e gás e energia, pode sofrer alterações devido às condições de mercado e à análise contínua dos negócios da companhia”, ressaltou a empresa.

    A declaração foi uma resposta a questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a respeito da venda da BR Distribuidora. Nesta semana, o conselheiro Silvio Sinedino, representante dos funcionários, afirmou que o ativo não estaria sendo negociado, negando informações anteriormente veiculadas pela imprensa.
    http://www.valor.com.br/empresas/398...-diz-petrobras
    Última edição por 5ms; 02-04-2015 às 19:46.

  6. #6
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    Petrobras vai vender ativos do pré-sal

    Bank of America foi contratado para o negócio.

    Além da BR Distribuidora, a estatal pretende arrecadar até US$ 14 bilhões com a venda de ativos do pré-sal. O processo está sob coordenação do Bank of America e deve se restringir às áreas de concessão e à fatia de 10% em Libra, do regime de partilha. Neste caso, estariam fora da lista áreas de cessão onerosa, como Búzios, e a participação mínima de 30% em Libra, prevista em lei.

    De acordo com levantamento do Valor, o ativo mais valioso da petroleira no pré-sal é o bloco BM¬S-11, onde estão concentrados os campos de Lula (já em produção), Iracema e Iara. Lula produz cerca de 340 mil barris de óleo por dia.

    Outro importante ativo é o bloco BM¬S¬9, que concentra os campos de Lapa e Sapinhoá – este responde por cerca de 20% do total produzido no pré-sal

    http://www.tribunahoje.com/noticia/1...o-pre-sal.html

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