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  1. #1
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    5ms/IPv6: acessos à auth dns aumentam mas protocolo não decolou ainda

    Apesar do crescimento do uso de IPv6 em acessos aos servidores nameservers da 5ms, a participação continua muito menor do que a esperada.

    região
    acessos IPv6
    08/06/2015
    acessos IPv6
    13/11/2014
    Western Europe 3,0% 1,3%
    US East Coast 2,6% 0,6%
    US West Coast 3,5% 0,8%
    Northeast Asia 1,3% 1,0%
    Southeast Asia 1,5% nd
    Última edição por 5ms; 08-06-2015 às 16:25.

  2. #2
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    No Registro.br notamos um aumento de 10x do final do ano passado pra cá em logins no sistema usando IPv6. Claro que todo número pequeno aumenta n vezes mais facilmente, mas hoje já é algo como 3% dos acessos autenticados.

    As fontes de aumento de IPv6 que notamos são GVT, Vivo e NET. Da Oi, nem tchau.

  3. #3
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    A Oi tem que carregar uma Australia nas costas -- sem Sydney, Melbourne, Perth. Não é fácil.

    A minha impressão (leia achometro) é que muitos paises não terão IPv6 por longo tempo ainda. Para a maioria, não existe um bom motivo para implementar. A rede mundial de fato é paroquial.
    Última edição por 5ms; 08-06-2015 às 18:01.

  4. #4
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    A Oi tem que carregar uma Australia nas costas -- sem Sydney, Melbourne, Perth. Não é fácil.

    A minha impressão (leia achometro) é que muitos paises não terão IPv6 por longo tempo ainda. Para a maioria, não existe um bom motivo para implementar.
    A Oi tem praças ótimas como Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Fortaleza... nas quais seus concorrentes tem market-share elevado por falta de competitividade. Os demais 94% do território realmente são osso, mas mesmo onde não é, a performance da Oi não é muito melhor.

    Só no continente africano não há motivo para migrar para IPv6, pois lá ainda há IPv4 disponível no AFRINIC; curiosamente, mesmo lá há uma divisão, pois há quem diga que se eles não migrarem para IPv6 estarão atrasados em relação ao resto do mundo. Eu acho que eles que não precisam deveriam postergar, pois várias tecnologias de scaling de IPv6 ainda estão em desenvolvimento... o que eles deveriam seria já se preocupar em comprar equipamentos com suporte a IPv6.

    Nas outras regiões do mundo, IPv4 só em conta gotas. No Brasil está disponível um /22 (1024 endereços) a cada 6 meses; as equipes de campo da Vivo instalam mais que isso num dia.

  5. #5
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    O caso da Africa, se é que podemos generalizar para 1 continente inteiro, 1 bilhão de habitantes, paises sem identidade comum, é que lá "não existe" Internet. A demanda por acesso está sendo puxada por smartphone mas falta conteúdo local. Como muito já se denunciou (e não fui eu) esse crescimento interessa apenas ao Google e ao Facebook. No Brasil, quando era obrigatório pagar provedor de acesso, o presidente do Terra afirmou com todas as letras que o pagamento subsidiava a produção de conteudo. No mesmo sentido, o presidente do iG afirmou (naquela época) que sem a taxa de interconexão (entre operadoras) não seria possivel manter os serviços de acesso e conteudo (últimosegundo, etc).

    Eu acho óbvio que uma operadora compre novos equipamentos com requisito IPv6 mas não se pode ignorar pequenos provedores de acesso operando ou comprando equipamentos usados sem IPv6. Dependendo do país, a demanda via celular pode ser atendida pela operadora via NAT ou algum outro expediente, adiando-se o investimento. Em outros, pequenos, IPv4 é suficiente para atender a reduzida população online. Reforçando o que acrescentei no post anterior, a aldeia global é paroquial. Se amanhã ou depois um servidor somente puder ser acessado via IPv6, sofrerá perda de audiência. Todo mundo sabia disso, todo mundo está preparado para a escassez de IPv4, em muitos casos, artificial.
    Última edição por 5ms; 08-06-2015 às 18:42.

  6. #6
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    O caso da Africa, se é que podemos generalizar para 1 continente inteiro, 1 bilhão de habitantes, paises sem identidade comum, é que lá "não existe" Internet. A demanda por acesso está sendo puxada por smartphone mas falta conteúdo local. Como muito já se denunciou (e não fui eu) esse crescimento interessa apenas ao Google e ao Facebook.
    Facebook este que malandramente chama o projeto deles de Internet.org, sendo que é Facebook.com.free ...

    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    No Brasil, quando era obrigatório pagar provedor de acesso, o presidente do Terra afirmou com todas as letras que o pagamento subsidiava a produção de conteudo. No mesmo sentido, o presidente do iG afirmou (naquela época) que sem a taxa de interconexão (entre operadoras) não seria possivel manter os serviços de acesso e conteudo (últimosegundo, etc).
    Isso de fato aconteceu, os portais se tornam republicadores de conteúdo e não geradores de conteúdo. O que não significa que esse subsídio cruzado devesse ser mantido, apenas confirmando essa relação.

    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    Eu acho óbvio que uma operadora compre novos equipamentos com requisito IPv6 mas não se pode ignorar pequenos provedores de acesso operando ou comprando equipamentos usados sem IPv6. Dependendo do país, a demanda via celular pode ser atendida pela operadora via NAT ou algum outro expediente, adiando-se o investimento. Em outros, pequenos, IPv4 é suficiente para atender a reduzida população online. Reforçando o que acrescentei no post anterior, a aldeia global é paroquial. Se amanhã ou depois um servidor somente puder ser acessado via IPv6, sofrerá perda de audiência. Todo mundo sabia disso, todo mundo está preparado para a escassez de IPv4, em muitos casos, artificial.
    Infelizmente, nem todo mundo. O pessoal de acesso se garantiu com NAT, o de shared hosting com virtual-host + SNI, mas não há hoje uma boa alternativa para os provedores de Cloud/VPS que não seja comprar blocos IPv4 no mercado paralelo.

  7. #7
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    From : Corgi Tech Limited
    Subject : IPv4 Shortage
    Date : Thu, 04 Jun 2015 00:10:43 -0300


    I am happy to announce that Corgi Tech has recently received a large amount of IP addresses from ARIN. This along with our RIPE allocation will ensure that Corgi Tech won't be held hostage once IPv4 addresses completely run out, both in the EU and North America. I personally anticipate that will happen late July. What you may not know is the vast majority of VPS providers currently rent their IP space and do not own them. When prices start to sky rocket due a shortfall in supply you will see many companies struggle to stay open due to the increased costs. Here at Corgi Tech though we won't be forced to increase our costs.

    There is a level of inconvenience associated with this though. As part of our agreement with ARIN we have to re-number and hand back a small portion of our existing IP addresses back to the datacenters. This will mean a change in IP addresses for those at our NY/NJ Locations (in June), Phoenix Location (July), LA Location (August/September). However we will work with you if you're affected and make sure there is little to no downtime involved. You will be emailed directly if you are affected.

    ...
    Há bom tempo a movimentação do mercado americano com IPv4 se tornou evidente. Das ofertas que postei recentemente, temos a VersaWeb cobrando $12/ano por KVM com 2 IPs e a HostOdo, $10/ano. Mas no WHT-US você encontra inúmeras ofertas de VPS por até $0,49/mês, o que não é nada extraordinário porque eu tenho VPS de $4 por ano e temos o caso daquele VPS em Los Angeles de um provedor Australiano que cobrava $5/ano com 2 IPs.

  8. #8
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    Citação Postado originalmente por rubensk Ver Post
    mas não há hoje uma boa alternativa para os provedores de Cloud/VPS que não seja comprar blocos IPv4 no mercado paralelo.
    Nem por isso usam IPv6

    Recentemente precisei bloquear os IPs da Amazon AWS EC2.

    Eles tem uma página que lista todos os IPs utilizados pelo AWS (não apenas EC2). Adivinhe só: não tem um único endereço IPv6. Unzinho.

    https://ip-ranges.amazonaws.com/ip-ranges.json

    A mesma coisa no HP Cloud.

    Google Compute? Fiz até piada aqui no WHT-BR que eles afirmam suportar IPv6 com todas as forças mas ... não está disponivel.

    Atlantic.net? Não tem. DigitalOcean? A "plataforma" tinha sido desenvolvida sem suporte à IPv6. Estão no retrofit, mas NYC (NYC-2 Manhattan) não tem.

    Vultr? Beta.

    OpenStack. Não tem. Foi incluido "ontem" no novissimo Kilo.

  9. #9
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    Nem por isso usam IPv6
    Ou pelo menos não usam IPv6 externamente... eu acho que já postei aqui uma vez uma apresentação que mostrava as vantagens de construir a infra-estrutura interna em IPv6, independente do external facing ser v4 ou v4+v6.

    O dilema em cloud/VPS é que se você tiver um produto menos acessível que o seu concorrente pois você só tem v6 e o concorrente tem v4 ou v4+v6, você está morto. Mesmo no dia que houver 50% dos acessos com v6, 50% não tem...

    ... já para quem provê acesso, como boa parte do conteúdo de alto tráfego (Facebook, Google) já tem v6, quanto mais v6 ele coloca mais ele economiza em CGNAT ou aquisição de IPv4 paralelo. Ele não vai poder desligar o CGNAT ainda por um bom tempo, mas o que de v6 ele põe, tem retorno imediato.

    Esse mecanismo que nas redes de acesso favorece o v6 vai acabar se refletindo no mercado de hosting, pela disponibilidade de usuários... mas é mais lento e o retorno não é tão rápido.

  10. #10
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    Invertendo a pauta ...

    Citação Postado originalmente por rubensk Ver Post
    O que não significa que esse subsídio cruzado devesse ser mantido, apenas confirmando essa relação.
    Concordo 100%.

    A minha contrariedade não se restringia apenas a viabilizar um serviço alheio à atividade contratada que só era sustentável se subsidiado por quem não o utilizava, o que é comum, mas principalmente porque o cliente estava compulsoriamente suportando um serviço de opinião, não uma atividade de utilidade pública. Uma hora ou outra, você acaba pagando para um veiculo fazer campanha contra o que você acredita. E você só queria acesso à Internet. E mesmo assim, uma hora ou outra, o provedor pode usar o número de usuários para pressão politica (como fez o Terra e o iG, mas pode incluir o Google na lista).

    Citação Postado originalmente por rubensk Ver Post
    Isso de fato aconteceu, os portais se tornam republicadores de conteúdo e não geradores de conteúdo.
    Eu acho esse assunto delicado. Se você for analisar, no mundo existe uma meia-dúzia de agências de noticias gerando conteúdo original, uma dúzia de agências "expandindo/elaborando" essas noticias, e trocentos zilhões de veiculos de comunicação reproduzindo, resumindo, (e incluindo Google no texto, mas não exatamente como fiz agora )

    A dificuldade é elementar. Deixando de lado acontecimentos de primeira página, da avalanche de noticias que chegam a cada segundo de zilhões de feeds, qual publicar? Em que extensão? Com qual destaque?

    Esse drama é visivel se você acompanhar uma única agência de noticias no Twitter. Exige decisão, um talento rarissimo entre ovelhas. Então eu acho que não é tão simples assim um portal republicar noticias, inclusive porque as que não são press-release disfarçado de noticia sempre incomodam algum poderoso. O Grupo Folha suportou o prejuizo do UOL por anos porque estava em jogo manter o (4o.) poder do jornal -- não podia perder relevância e muito menos deixar estranhos (iG) ganhar alguma. Para quem não sabe, um jornal respeitável publicar uma denúncia é motivo para um promotor público requerer ação investigatória e coisa e tal. E para quem não conhece bem a história do Brasil, os jornais sempre tiveram posição politica, normalmente à serviço de partidos. Em resumo, você não mexe na casa de marimbondos sem ter bons contatos nos 3 poderes.

    Quem começou a estragar a festança não foram os grandes portais, mas o Google AdSense, com bilhões de sites reproduzindo noticias de grandes jornais visando um tostão ganho com exibição de anúncios. De cara, mesmo o paliativo de resumos e links para a matéria completa, não evitou que os jornais perdessem a visita à primeira página, onde exercem poder real e imediato. Mas esse estrago não foi nada comparado com o Facebook, porque noticias antigas passaram a ter mais audiência que o acontecido no "último segundo" e o acesso ao jornal dispensável ou como se fosse consulta de um item no dicionário.
    Última edição por 5ms; 08-06-2015 às 21:04.

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