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  1. #1
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    Facebook dispara na publicidade da União

    FERNANDO RODRIGUES
    DO UOL
    02/07/2015 14h52

    O Facebook recebeu R$ 24 milhões em 2014 de órgãos do governo federal para veicular publicidade, 118% a mais do que havia levado em 2013.

    Os dados inéditos obtidos pelo UOL mostram o crescimento meteórico da rede social de Mark Zuckerberg no mercado publicitário brasileiro.

    A União começou a fazer propaganda no Face em 2010. O pioneiro da administração federal foi o Banco do Brasil, que investiu naquele ano modestos R$ 8.100. Em 2011, o bolo federal total para a rede social superou R$ 1 milhão. Em 2012, quebrou-se a barreira dos R$ 10 milhões.

    O volume recebido pelo Facebook em 2014 sintetiza a transformação que a indústria de comunicação atravessa neste momento em vários países. As novas plataformas atraem em alguns casos muito mais anúncios do que veículos tradicionais que tinham o domínio do mercado durante as últimas décadas.

    As verbas publicitárias federais destinadas ao Face ficam acima das recebidas pelo jornal impresso "O Globo", o que mais teve propaganda estatal da União em 2014 —R$ 21 milhões.

    O Face superou também a "Veja", a campeã de publicidade entre revistas semanais e que faturou R$ 19 milhões com propaganda estatal federal em 2014.

    A rede social de Mark Zuckerberg também faturou 63% a mais em publicidade dilmista do que o UOL, que pertence ao Grupo Folha, o portal de maior audiência do país. O UOL teve R$ 14 milhões desse tipo de verbas em 2014.

    A ascensão do Face coincide com um fato negativo para a mídia tradicional: em 2014, muitos jornais, revistas e até TVs viram reduzir seu faturamento de publicidade com a União. Não existem dados sobre publicidade tão detalhados para anúncios da iniciativa privada, mas especialistas no mercado dizem que o movimento é idêntico ao que se passa com as contas estatais.

    GOOGLE

    O Google e o YouTube (empresas do mesmo grupo) não são tão atraentes como o Facebook aos olhos do governo federal.

    A receita do Google e do YouTube com publicidade da União encolheu 76% em 2014, para R$ 782 mil, segundo os dados da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) e obtidos com exclusividade pelo UOL.

    Os primeiros órgãos vinculados ao governo federal a apostar no Google foram os Correios, a Petrobras e o Ministério da Saúde. Juntos, gastaram R$ 59 mil no site de buscas em 2005.

    Desse ano em diante, o Google e o YouTube viram o interesse da União oscilar. A publicidade chegou a R$ 2,7 milhões em 2009, para despencar para apenas R$ 851 em 2011, sempre segundo os dados fornecidos pela Secom. Dois anos depois, alcançaram o pico na sua série histórica, de R$ 3,2 milhões.

    O Twitter, muito popular entre jornalistas, mas nem tanto junto ao público em geral, até 2014 não havia recebido nada em publicidade estatal da União.

    Colaborou BRUNO LUPION, do UOL em Brasília
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...icionais.shtml

  2. #2
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    Publicidade da União paga ao Facebook



    https://infogr.am/publicidade_do_gov...ga_ao_facebook

    Fonte: números oficiais do Instituto para Acompanhamento da Publicidade, fornecidos pela Secom, corrigidos pelo IGP-M da FGV

  3. #3
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  4. #4
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    Bom... queria comentar mais, mas prefiro não.

    Em resumo: o atual governo tem que ir onde estao os eleitores.

    Para bom entendedor, meia palavra basta.

  5. #5
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    Para meio entendedor, Fernando Rodrigues faz parte do grupo dos defenestrados de grandes veiculos de comunicação.

    Ao contrário da coleguinha Eliane Cantanhêde, que se aboletou no Estadão, ele se acomodou no UOL depois de ambos serem despedidos da Folha.

    De qualquer forma, os números apurados são risiveis, e devem ser tão reais como aqueles inventados pelo FB.

  6. #6
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    E pegando carona nesse bonde ....

    A TV morreu, viva a TV - Estadão
    Lúcia Guimarães
    06 Julho 2015 | 03h 00

    O futuro é digital. A televisão é uma peça antiquada de decoração. O Vale do Silício sabe de tudo. Hollywood e Nova York são jurássicos. O negócio é capturar os olhos dos millennials digitais. Blá, blá. Os cães da inevitabilidade tecnológica ladram e a caravana da televisão passa. É mais ou menos a tese do novo livro do crítico de mídia Michael Wolff, um jornalista nova-iorquino conhecido por fazer declarações como as enumeradas acima passar por seu triturador sarcástico.

    Em seu novo livro, A Televisão É a Nova Televisão, Wolff contempla a paisagem da mídia americana, examina os números das corporações e conclui que pelo menos um grupo de supostos dinossauros escapou da prevista extinção. Ao contrário da música e do jornalismo impresso nos Estados Unidos, a televisão vai bem, obrigada, mesmo que suas imagens não saiam de uma caixa na sala.

    E, ao contrário do cinema popular, que emerge da transformação digital rebaixado em prestígio e qualidade, a televisão do século 21, acredita Wolff, está mais próxima de Hollywood das décadas de 30 e 40 em seu domínio da imaginação coletiva e na disposição do público de acompanhá-la.

    O autor não atribui qualidades de gênios visionários aos executivos da TV. Conclui que, em parte por ser um time da velha guarda e por terem se debruçado sobre o poço sem fundo da entrega de conteúdo grátis, seguiram em frente.

    Além disso, como vídeo requer muito mais espaço de banda online, as redes e os estúdios produtores de televisão tiveram tempo para reagir ao choque, como não fizeram a indústria do disco e os jornais impressos. Pressionada, a televisão passou a mostrar o que fazia melhor e custa caro. Falamos de Os Sopranos, Mad Men, Breaking Bad.

    Programação butique? Sim, mas de alto nível, de peso cultural e que se paga bem. Ou NCIS, uma franquia produzida para a TV aberta avaliada em US$1 bilhão. Mas, dirão os céticos, o serviço Netflix acumula mais assinantes do que a audiência de qualquer das três redes originais de TV aberta e representa mais de um terço dos downloads de vídeos.

    Wolff não nega. E completa: o que a Netflix produz é TV convencional, ela paga US$ 2 bilhões por ano em licenciamento de programação mas continua diferente de uma HBO num detalhe. A HBO lucra US$ 1,7 bilhão por ano, a Netflix pouco mais de US$ 200 milhões.

    O que permite a esta colunista ficar em casa numa nevasca, abrir mão de um raro lançamento independente nos cinemas de Nova York e ser amplamente recompensada pela série The Americans, o melhor drama em produção nos Estados Unidos? A queda da dependência de anunciantes. A televisão americana está exibindo qualidade com o meu bolso. A participação da publicidade caiu para cerca de metade da receita operacional da TV.

    A indústria de mídia digital nativa avança como os personagens de Jogos Vorazes na disputa por anúncios cada vez mais baratos, não importa se, como o Buzzfeed, oferece até 150 milhões de visitantes únicos por mês. Não são globos oculares, são cartões de crédito, escreve Wolff.

    A volta por cima da TV confirma uma noção dos tempos analógicos – uma tecnologia depende, mais do que da sua eficiência nativa, de escolhas feitas no começo de sua introdução. Alô, VHS X a superior e finada Betamax?Entre as escolhas fatídicas, Wolff cita, por exemplo, a ação legal da gigante Viacom contra o YouTube por violação de copyright.

    O Google, dono do YouTube, bateu em retaguarda, combateu a pirataria e passou a seguir um modelo de licença de conteúdo, a exemplo da “velha” TV. O Netflix não teria investido tanto em House of Cards se não tivesse perdido um acordo inicial com a rede de cabo Starz.

    O mesmo mal-estar que afligia a TV dos anos 60 – uma vastidão de mediocridade e conformismo, hoje aflige a Internet. A tecnologia pode ser digital. Mas qualidade, não importa o formato da entrega, continua artesanal.

  7. #7
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    Citação Postado originalmente por mindnet Ver Post
    Bom... queria comentar mais, mas prefiro não.

    Em resumo: o atual governo tem que ir onde estao os eleitores.


  8. #8
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    Legal, buscam igualdade de gêneros colocando a mulher a frente do homem... isso não é igualdade... Teriam que estar lado a lado.

  9. #9
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    Citação Postado originalmente por tekobr Ver Post
    Legal, buscam igualdade de gêneros colocando a mulher a frente do homem... isso não é igualdade... Teriam que estar lado a lado.

    É uma designer que não conhece o seu próprio trabalho. Existem diferenças significativas e inegáveis de tamanho, força, velocidade que torna uma farsa representar ambos como iguais fisicamente. Essa diferença é presente em animais, aves, peixes, insetos, um gênero sendo maior, mais rápido, e/ou mais forte do que o outro. Mas o que se pode esperar de ativistas a não ser mentiras? Falsificar a realidade parece ser requisito para trabalhar no FB.
    Última edição por 5ms; 09-07-2015 às 10:21.

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