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  1. #1
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    Meta fiscal reduzida de +R$ 66 bi para -R$ 18 bi

    Como se não bastasse o "corte" da meta, os trapaceiros ainda contabilizaram receitas inexistentes.



    ISABEL VERSIANI
    VALDO CRUZ
    FÁBIO MONTEIRO
    DE BRASÍLIA
    22/07/2015 18h57

    A nova meta fiscal anunciada pelo governo nesta quarta-feira prevê a possibilidade de o setor público fechar o ano com deficit caso medidas adotadas para aumentar a arrecadação não gerem o efeito esperado.

    Os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) afirmaram que a meta de superavit primário foi reduzida de R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB).

    Esse patamar, no entanto, pode chegar a um deficit de R$ 17,7 bilhões caso haja frustração de receitas com medidas para a recuperação de débitos tributários e repatriação de recursos e também com novas concessões.

    Mesmo com a forte redução da meta, o governo anunciou um corte adicional nas despesas orçamentárias de R$ 8,6 bilhões. Em maio, já havia sido promovido um bloqueio de R$ 70 bilhões.

    "Apesar de estarmos reavaliando a meta, nosso compromisso é continuar garantindo a disciplina fiscal, até pela necessidade de estarmos atentos à dinâmica da dívida pública", afirmou Levy em entrevista.

    A projeção do governo é que, com a nova meta a dívida pública só comece a se estabilizar em 2017. Para este ano, a estimativa é que a dívida bruta fique em 64,7% do PIB e aumente para 66,4 % do PIB em 2016.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...-bilhoes.shtml

  2. #2
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    Fundo Petros: deficit de R$ 6,2 bilhões em 2014

    A rejeição do balanço pelos conselheiros fiscais se repete há 12 anos



    BRUNO VILLAS BÔAS
    NICOLA PAMPLONA
    DO RIO
    23/07/2015 02h00

    O conselho fiscal da Petros (fundo de pensão da Petrobras) vai recomendar nos próximos dias a reprovação das contas de 2014 da fundação, que teve deficit de R$ 6,2 bilhões em seu principal plano de aposentadoria.

    O Petros BD (Plano Petros do Sistema Petrobras) tem 23 mil contribuintes e 55 mil aposentados. Eles provavelmente terão que fazer contribuições extras a partir de 2017 para tapar esse rombo.

    Isso porque, além dos R$ 6,2 bilhões de 2014, o plano já tinha apresentado um déficit de R$ 2,8 bilhões em 2013. Este é o valor que faltava para o Petros BD conseguir pagar todos os benefícios previstos até o último participante sobrevivente.

    Pelas regras do setor, um fundo de pensão deve equacionar as contas ao ter três anos seguidos de deficit ou quando essa conta negativa superar 10% do patrimônio.

    Em relatório divulgado a participantes do plano, dois conselheiros eleitos por trabalhadores avaliam que o plano deve ter deficit também neste ano. Serão, portanto, três anos consecutivos.

    Internamente, a Petros já criou um grupo de trabalho para analisar propostas e impactos do equacionamento do deficit do fundo.

    Além dos descontos em folha de funcionários e aposentados, a própria Petrobras terá que fazer contribuições extras de forma paritária –vai colocar R$ 1 para cada R$ 1 a mais do participante.

    CONTAS

    A rejeição do balanço pelos conselheiros fiscais se repete há 12 anos. O conselho deliberativo da Petros tem até o próximo dia 30 para avaliar a recomendação.

    Nos bastidores, a Petrobras –patrocinadora do plano– e conselheiros independentes disputam o voto na fundação.

    Pelo histórico, o conselho deliberativo deve ignorar a recomendação e aprovar as contas. Isso porque o conselho tem três indicados da Petrobras e três dos trabalhadores. Um conselheiro da FUP (Federação Única dos Petroleiros), no entanto, vota alinhado a Petrobras.

    Uma fonte que atua na gestão do fundo diz que, se o conselho deliberativo não aprovar a conta, a Petrobras terá que reabrir seu balanço para rever os valores relacionados à Petros.

    "Por isso, a pressão é grande", disse.

    'MÁ GESTÃO'

    Uma parte do deficit do fundo é explicada pelo mau momento do mercado financeiro, o que afetou o desempenho de aplicações do fundo em ações e títulos.

    Mas na avaliação de quem acompanha o fundo de perto, a má administração foi responsável por uma parcela desses resultados ruins.

    Do deficit do ano passado, R$ 3,5 bilhões têm origem, segundo os conselheiros, em uma dívida da Petrobras com o fundo. De acordo com eles, os administradores da Petros indicados pela estatal evitam cobrá-la para não pressionar mais o caixa da empresa.

    Conselheiros se queixam ainda que outros planos geridos pela Petros –alguns deficitários– estão sendo administrativamente financiados pelo plano dos petroleiros de forma indevida.

    "O conselho fiscal deverá rejeitar as contas porque diversos planos de benefícios não se sustentam administrativamente", disse Ronaldo Tedesco, conselheiro fiscal eleito por participantes.

    Além disso, são questionados investimentos na Sete Brasil, parceira da Petrobras, na exploração do pré-sal, e na Lupatech, que entrou em recuperação extrajudicial por problemas financeiros.

    A Polícia Federal abriu neste ano investigação, pela Operação Lava Jato, para apurar irregularidades no fundo de pensão da Petrobras.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...eprovada.shtml

  3. #3
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    Governo acelera repasses às centrais sindicais

    Em apenas 4 meses, seis entidades já receberam R$ 166 milhões. Ao longo de todo o ano passado foram transferidos R$ 180 milhões.


    Em tempos de baixa popularidade e crise econômica, com atrasos em repasses para programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida, o governo Dilma Rousseff acelerou pagamentos às centrais sindicais - tradicionais motores de mobilização popular, ligadas a partidos políticos.

    Dados obtidos pelo Estado mostram que, entre janeiro e abril deste ano, já foram transferidos R$ 166,6 milhões às seis entidades habilitadas a receber uma parte do que é arrecadado com o imposto sindical no País. O tributo é recolhido de trabalhadores com carteira assinada. O montante é 66% maior que o pago no mesmo período de 2014 (R$ 100 milhões) e já quase chega ao que foi transferido ao longo de todo o ano passado (R$ 180,1 milhões).

    O polêmico repasse de dinheiro público às centrais começou em 2008, por meio de lei autorizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde 1943 até aquele ano, apenas sindicatos, federações e confederações recebiam. Com a nova política, nos últimos 7 anos, as centrais obtiveram dos governos petistas, ao todo, R$ 1 bilhão.

    O governo sustenta que os pagamentos são calculados com base em critérios técnicos, baseado na quantidade de trabalhadores com carteira assinada e no valor dos salários. A velocidade com que os recursos são transferidos, no entanto, depende do gestor.

    A entidade mais contemplada é a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT. Maior central do País, com 2,7 mil sindicatos filiados, a CUT, no entanto, é contrária ao uso de imposto sindical. A central entende que o movimento sindical deveria se financiar somente com taxas negociadas junto a cada categoria de trabalhadores. Mesmo fazendo oposição ao repasse, a CUT abocanhou mais de R$ 340 milhões desde 2008. Procurada, a entidade não respondeu aos pedidos de entrevista até o fechamento desta edição.

    Em segundo lugar há uma briga acirrada entre a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT). Entre 2008, quando o repasse do dinheiro começou, e 2012, a Força Sindical foi favorável aos governos de Lula e Dilma. O quadro mudou a partir de 2013, com o afastamento político do ex-presidente da central, o deputado Paulinho da Força, que fundou o Solidariedade, partido do qual é presidente nacional. Paulinho é um dos principais entusiastas do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A Força recebeu neste ano R$ 40 milhões, patamar pouco superior aos R$ 37 milhões obtidos pela UGT.

    "Continuo leal à presidente Dilma, que vai superar as dificuldades políticas que ela enfrenta hoje. O movimento sindical perdeu a unidade por questões partidárias recentemente, mas devemos nos esforçar para manter a proximidade nos temas do mundo do trabalho", disse Ricardo Patah, presidente da UGT e integrante da direção nacional do PSD, partido de Gilberto Kassab, ministro das Cidades.

    A UGT atribui o aumento de sua arrecadação à conquista de sindicatos. Quanto mais sindicatos e mais trabalhadores representados por essas entidades, mais dinheiro do imposto sindical uma central recebe. No ano passado, a UGT tirou da Força a Federação dos Comerciários de São Paulo, entre outros sindicatos. "A queda de arrecadação ocorreu em parte por alguns sindicatos que saíram da central, mas o principal é o início de uma tendência: com o aumento do desemprego, menos trabalhadores contribuem com o imposto sindical", disse Miguel Torres, presidente da Força e integrante do Solidariedade.

    Além disso, o governo também incluiu no bolo a Central de Sindicatos Brasileiros (CSB). Ligada ao PMDB, a CSB apoia a presidente Dilma Rousseff e contou com ajuda do ministro do Trabalho, Manoel Dias, para obter o registro. A área técnica do ministério foi contrária ao repasse para a CSB por entender que havia irregularidades na documentação da entidade. Com a decisão do ministro, a CSB passou a receber dinheiro este ano - foram R$ 6,9 milhões.

    Além da questão política há um imbróglio jurídico envolvendo o repasse de dinheiro do governo às centrais sindicais. Desde 2008 tramita no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que questiona essa transferência. O STF julgou o caso até 2010, quando houve um pedido de vista do então ministro Carlos Ayres Brito. Ele se aposentou, sendo substituído Luís Roberto Barroso. O caso, que está empatado com três votos a três, continua parado desde então.
    http://politica.estadao.com.br/notic...dicais,1729524
    Última edição por 5ms; 23-07-2015 às 11:39.

  4. #4
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    O polêmico repasse de dinheiro público às centrais começou em 2008, por meio de lei autorizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ... nos últimos 7 anos, as centrais obtiveram dos governos petistas, ao todo, R$ 1 bilhão.
    Desde 2008 tramita no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que questiona essa transferência. O STF julgou o caso até 2010, quando houve um pedido de vista do então ministro Carlos Ayres Brito. Ele se aposentou, sendo substituído por Luís Roberto Barroso. O caso, que está empatado com três votos a três, continua parado desde então.
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  5. #5
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    Dolar vai a R$ 3,30

    O dólar chegou a subir mais de 2% na manhã desta quinta-feira, negociado a 3,29 reais na venda por volta das 12h10. A valorização da moeda americana ante o real é vista como uma reação do mercado financeiro ao anúncio do governo federal de redução da meta fiscal e de um novo contingenciamento de gastos. O mercado teme que o país, depois de esperado rebaixamento pela Moody's e pela Fitch, receba perspectiva negativa de alguma das agências. Com isso, ficaria na iminência de perder seu cobiçado grau de investimento.

    "O que deve acontecer já no curto prazo é um rebaixamento pela Moody's, com perspectiva negativa, mas sem a perda do grau de investimento", escreveu o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik, em nota a clientes. A Moody's deve manifestar-se sobre a nota brasileira em breve após visita ao país na semana passada.

    A diminuição de 1,1% para 0,15% do PIB da meta do superávit primário gerou uma postura defensiva entre os agentes econômicos em meio ao cenário turvo em que o Brasil vive atualmente. Outro receio do mercado é que o corte drástico abra a possibilidade de o governo ter um déficit neste ano. As metas para 2016 e 2017, por sua vez, caíram para o equivalente a 0,7% e 1,3% do PIB, respectivamente. O objetivo anterior para cada um desses anos era de 2% do PIB, percentual que agora só deverá ser alcançado em 2018.

    Operadores entenderam que a decisão representou uma derrota para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em seus esforços para reequilibrar as contas públicas brasileiras. "Se parecer que o Levy vai continuar perdendo as batalhas, o mercado vai começar a colocar no preço a possibilidade de ele sair do governo, e aí sim o dólar explode", disse o operador de um importante banco internacional.

    A valorização da moeda americana ocorre um dia depois de ela fechar valendo 3,22 reais, correspondendo à maior alta porcentual, de 1,65%, em quase dois meses. No mês de julho, o dólar já acumula alta de 3,76%. No ano, a valorização chega a 21,33%.
    http://veja.abril.com.br/noticia/eco...da-meta-fiscal
    Última edição por 5ms; 23-07-2015 às 16:30.

  6. #6
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    O começo do resultado:


    Bolsa Bovespa -2,32% 49.733,96 pts

    Câmbio Dólar com +2,03% R$ 3,291



  7. #7
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    Dólar turismo em R$3,45 + IOF = R$3,67.
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  8. #8
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    O Eduardo Cunha fez uma avaliação pertinente sobre isso tudo que está aí: se você tem uma meta de 1,1% é razoável pensar que cerca de 0,1% está sendo perseguido a cada mês, com o acumulado próximo de 0,7% em julho. Contudo, passados 7 meses o governo se diz surpreendido e reduz a meta para o ano todo de 2015 em 0,15%, ou seja, o que era esperado para pouco mais de um mês, e ainda assim com o condicionante de arrecadar receitas duvidosas, que sequer estavam previstas para atingir a meta inicial e algumas sequer foram aprovadas no Congresso.

  9. #9
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    Brasil perde grau de investimento da Austin Rating

    Austin Rating, maior empresa nacional de classificação de risco, rebaixou nota de crédito para "BBB-"

    A agência de classificação de risco Austin Rating rebaixou a nota de crédito de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira de "BBB-" para "BB+". Com isso, o país perde o grau de investimento pelos parâmetros desta escala. "O rebaixamento do rating está fundamentado na acentuada e contínua piora dos resultados das contas públicas, com destaque para o baixo nível de superávit primário, que é incapaz de reduzir ou neutralizar o avanço do endividamento público", diz a agência.

    A Austin, maior empresa nacional de classificação de risco, ressaltou a dificuldade para a redução do déficit nominal, com ênfase ainda para a redução da meta de superávit primário para 2015 de 1,1% para 0,15% do PIB e de aumento da projeção da dívida bruta em relação ao PIB para 64,7%.

    Segundo a agência, também contribui para o rebaixamento o enfraquecimento das contas externas, com forte queda do saldo comercial e elevação do déficit em transações correntes. Além disso, pesou a persistência das condições monetárias desfavoráveis, com a inflação corrente em alta e inflação futura muito acima do limite superior determinado no sistema de metas, de 6,50%.

    Na classificação das três principais agências internacionais de classificação de risco - Fitch, Moodys e Standard and Poor's -, o Brasil segue com grau de investimento. No mercado, agentes têm como certa uma redução do rating soberano do Brasil pela Moody's para o último patamar dentro do grau de investimento, assim como já se situa nas outras duas agências. O principal temor, neste caso, é o de que a agência atribua perspectiva negativa para a nota da dívida do país, aumentando o risco de perda do grau de investimento.

    Nesta quinta-feira, a Fitch informou que "irá reavaliar as tendências fiscais do Brasil", indicando que decidirá sobre rebaixar ou não o rating do país, após o governo reduzir a meta de superávit primário nesta quarta-feira.
    http://veja.abril.com.br/noticia/eco...-agencia-local
    Última edição por 5ms; 23-07-2015 às 20:26.

  10. #10
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    Na última sexta-feira o dólar atingiu uma marca histórica. Quando Dilma Rousseff assumiu o Planalto, em 1o. de janeiro de 2011, a cotação do dólar estava em 1,67 reais. Hoje, 4 anos e meio depois, a cotação fechou em 3,34 reais. Exatamente o dobro do valor que a presidente encontrou.

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