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    Moody's rebaixa nota de crédito do Brasil

    Moody's colocou o País no último degrau antes do grau especulativo;




    RENATA AGOSTINI
    DE SÃO PAULO
    11/08/2015 17h13 - Atualizado às 18h51

    A agência de classificação de risco Moody's cortou a nota de crédito do país nesta terça-feira (11), deixando-o a apenas um nível de perder o grau de investimento.

    A nota do Brasil passou de Baa2 para Baa3. A agência alterou ainda a perspectiva da nota de negativa para estável.

    A Moody's atribuiu a decisão ao desempenho econômico brasileiro mais fraco que o esperado, à situação fiscal do país e à falta de consenso político para aprovar as reformas fiscais.

    As divergências, afirmou a agência, vão impedir as autoridades de alcançar um superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) que seja suficiente para conter e reverter o endividamento crescente do país neste ano e no próximo.

    Apesar do corte, o mercado reagiu bem à notícia. Havia o temor de que a Moody's fizesse uma mudança drástica em sua avaliação, rebaixando já agora o país para o chamado "grau especulativo".

    Classificação de risco

    Para a Moody's, o endividamento do governo só se "estabilizará" no fim do segundo mando de Dilma Rousseff.

    Na avaliação da agência, o país precisa crescer 2% e economizar, na forma de superavit primário, pelo menos 2% do PIB (Produto Interno Bruto) para estabilizar sua dívida. O Brasil, contudo, não deve cumprir estas condições em 2015 e 2016, afirmou em nota.

    Nos cálculos da agência, a dívida pública subirá para 67% do PIB em 2016 e continuará a aumentar lentamente, aproximando-se de 70% do PIB em 2018 e permanecendo "em torno desse nível elevado" depois.

    A estimativa da Moody's difere, portanto, da anunciada pelo governo. A equipe econômica espera que o endividamento do país comece a cair em 2017.

    Para o governo, dívida pública bruta alcançará 66,4% do PIB [Produto Interno Bruto] em 2016, baixando para 66,3% em 2017.

    ALÍVIO

    Para André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, a notícia do rebaixamento foi recebida bem pelo mercado, já que o país conseguiu manter o grau de investimento.

    "Ganhamos uns seis meses de respiro com a perspectiva estável. O maior medo era que a Moody's jogasse logo o país para o grau especulativo", afirmou.

    Segundo ele, a agência de risco Fitch também deve rebaixar o Brasil nos próximos dias.

    É na escala da Fitch onde o Brasil mantém posição mais confortável, a dois níveis do grau especulativo. A agência já indicou, contudo, que irá revistar a nota diante da nova meta fiscal anunciada pelo governo.

    Na Standard & Poor's, o país está no último nível do grau de investimento, mas com perspectiva negativa – e não estável como no caso da Moody's.

    RISCO

    Para o Brasil, manter o selo de bom pagador é importante já que grandes fundos internacionais possuem regras impedindo-os de investir em ações e títulos de países com grau especulativo.

    Boa parte dos fundos precisa que ao menos duas agências classifiquem o país como grau de investimento.

    Com o corte, o Brasil passa a ter na escala da Moody's a mesma nota que Indonésia, Índia, Eslovênia e Turquia.

    Na classificação anterior da agência, o país estava acompanhado de economias como Uruguai, Colômbia, Espanha, Itália, Filipinas e Islândia.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...o-brasil.shtml
    Última edição por 5ms; 11-08-2015 às 21:03.

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