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  1. #1
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    Tesouro perde R$ 38 bilhões com crédito subsidiado do BNDES

    BNDES dará prejuízo recorde a Tesouro em 2016

    Por Ribamar Oliveira - Valor Econômico
    22 de setembro de 2015

    BRASÍLIA- O Tesouro terá prejuízo de R$ 38,6 bilhões em 2016 com os empréstimos que fez ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). A cifra, recorde, está nas informações complementares à proposta orçamentária, encaminhadas ao Congresso na semana passada. É superior em R$ 10 bilhões à dotação orçamentária prevista para o Bolsa Família e mais da metade do esforço fiscal (R$ 66,2 bilhões) para evitar o déficit primário nas contas da União no próximo ano.

    Desse valor, R$ 29,5 bilhões se referem à diferença entre o custo de captação do Tesouro, cerca de 14,25% ao ano, e a remuneração que lhe paga o BNDES, 6,5%. Esse subsídio não afeta a meta fiscal, apenas a dívida pública. Outros R$ 9,09 bilhões dizem respeito à equalização das taxas de juros pagas pelos empresários e os custos financeiros e operacionais do BNDES - esta uma despesa prevista no Orçamento e que afeta a meta fiscal.

    O prejuízo do Tesouro com subsídios às operações do BNDES cresceu muito a partir deste ano com a alta da taxa Selic e porque o governo começou a pagar a despesa com a equalização dos juros. A previsão oficial é de uma despesa de R$ 30,5 bilhões em 2015, sendo R$ 23,2 bilhões em subsídio implícito e R$ 7,3 bilhões com a equalização. Em 2014, o custo foi estimado em R$ 21,37 bilhões, R$ 21,27 bilhões do subsídio implícito e apenas R$ 110,7 milhões de equalização.

    Embora o Tesouro tenha começado a fazer vultosos empréstimos ao BNDES em 2009, até 2014 praticamente não houve pagamento da equalização de taxas. Portaria da Fazenda, de outubro de 2012, deu prazo de 24 meses a partir do fim de cada semestre para apurar as equalizações e o BNDES passou a registrar esses valores nos balanços como créditos a receber do Tesouro. Ao investigar as "pedaladas fiscais", o Tribunal de Contas da União chegou ao passivo de R$ 19,6 bilhões em junho de 2014. Para o TCU, o não pagamento do Tesouro ao BNDES configura "pedalada", que significa adiar pagamento para melhorar artificialmente o resultado fiscal.

    BNDES dará prejuízo recorde a Tesouro em 2016

    O custo para o Tesouro dos empréstimos que fez ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) baterá novo recorde em 2016. A estimativa oficial é de que o Tesouro terá um prejuízo de R$ 38,6 bilhões no próximo ano com essas operações, segundo informações complementares à proposta orçamentária, encaminhadas pelo governo ao Congresso Nacional, na semana passada.

    O montante é superior em R$ 10 bilhões à dotação que consta na proposta orçamentária de 2016 para o Programa Bolsa Família e é mais da metade de todo o esforço fiscal (R$ 66,2 bilhões) anunciado pelo governo para evitar um déficit primário nas contas da União no próximo ano.

    Do total da despesa, R$ 29,5 bilhões se referem ao chamado subsídio implícito, que corresponde à diferença entre o custo de captação dos recursos pelo Tesouro e a remuneração que ele recebe do BNDES pelos empréstimos que o banco recebeu. O Tesouro capta com diferentes títulos, mas a taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano, é uma boa aproximação.

    A remuneração que ele recebe do BNDES corresponde à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está em 6,5% ao ano. Esse subsídio não tem impacto orçamentário, mas sim sobre a dívida da União. Os empréstimos do Tesouro ao BNDES totalizavam R$ 511 bilhões em julho passado. São com esses recursos que o banco estatal contrata as operações de crédito do PSI.

    Outros R$ 9,094 bilhões da despesa total dizem respeito ao custo da equalização das taxas de juros dos empréstimos concedidos aos empresários no âmbito do PSI. Esse custo é dado pela diferença entre o que é pago pelos empresários que tomam os créditos subsidiados e os custos financeiros e operacionais do BNDES. A equalização das taxas é uma despesa prevista no Orçamento e afeta diretamente a meta fiscal.

    O prejuízo do Tesouro com as operações do BNDES aumentou muito a partir deste ano, em virtude da elevação da taxa Selic e porque o governo começou a pagar a despesa com a equalização dos juros. A previsão oficial é de uma despesa R$ 30,5 bilhões em 2015, sendo R$ 23,2 bilhões em subsídio implícito e R$ 7,3 bilhões com a equalização. Em 2014, o custo foi estimado em R$ 21,37 bilhões, mas, desse total, R$ 21,27 bilhões referiram-se ao subsídio implícito e apenas R$ 110,7 milhões à equalização.

    Embora o Tesouro tenha começado a fazer vultuosos empréstimos ao BNDES a partir de 2009, até 2014 praticamente não houve pagamento da despesa de equalização da taxa de juros. O governo chegou a prever esse gasto no Orçamento de vários anos, mas não o executou.

    A portaria 357 do Ministério da Fazenda, de outubro de 2012, adiou, pelo prazo de 24 meses do término de cada semestre, os valores apurados das equalizações a partir de 16 de abril de 2012, relativos às operações contratadas pelo BNDES.

    O BNDES passou a registrar em seus balanços, como créditos a receber do Tesouro, os valores relativos à equalização. No ano passado, ao investigar as chamadas "pedaladas fiscais", o Tribunal de Contas da União (TCU) disse que o saldo desse passivo chegava a R$ 19,6 bilhões em junho de 2014. Para o TCU, o não pagamento do Tesouro ao BNDES é uma "pedalada", que significa adiar o pagamento de uma despesa, com o objetivo de melhorar artificialmente o resultado fiscal.

    A decisão do governo de começar a pagar a despesa da equalização tornou mais difícil o cumprimento da meta fiscal anual. Neste ano, a despesa será de R$ 7,3 bilhões e de R$ 9,09 bilhões no próximo ano. Mas o pagamento dará uma ideia mais clara para o contribuinte do custo deste programa de subsídios do governo federal.

    O governo resistiu muito a estimar o custo implícito dos empréstimos do Tesouro ao BNDES. Só terminou fazendo o cálculo depois de insistência do TCU. Somente a partir de 2014 é que a estimativa de custo dos empréstimos do Tesouro ao BNDES passou a constar da proposta orçamentária anual, como manda a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a própria Constituição.
    http://www.valor.com.br/brasil/42348...diado-do-bndes

  2. #2
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    Do total da despesa, R$ 29,5 bilhões se referem ao chamado subsídio implícito, que corresponde à diferença entre o custo de captação dos recursos pelo Tesouro e a remuneração que ele recebe do BNDES pelos empréstimos que o banco recebeu.
    É o famoso Bolsa Amigos do Rei.
    O governo captando a juros de mercado para entregar dinheiro subsidiado aos empresários cumpanheiros (e doadores de campanha) ou, pior ainda, mandar para fora do país a ditaduras amigas. Só esses empréstimos secretos e inconstitucionais seriam uma razão mais que suficiente para o impeachment.

    Quando abrirem a caixa preta do BNDES o pretolão vai parecer dinheiro de pinga.

  3. #3
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    Perda do BC com swaps beira R$ 90 bilhões

    Os swaps cambiais, cujo estoque está próximo de R$ 370 bilhões (patamar do fim de julho), são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana.

    No vencimento deles, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor dos contratos e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período.

    09/09/2015
    Alexandro Martello
    Do G1, em Brasília

    O Banco Central (BC) registrou prejuízo de R$ 89,51 bilhões com os contratos de "swap cambial" – instrumentos que equivalem à venda futura de dólares – de janeiro até a última sexta-feira (4), segundo números divulgados pelo próprio nesta quarta-feira (9).

    Até o final o dia 28 de agosto, o prejuízo acumulado com os swaps estava em R$ 71,93 bilhões. Somente em agosto, as perdas somaram R$ 17,22 bilhões. Nos quatro primeiros dias úteis de setembro, totalizaram R$ 15,24 bilhões.

    Apesar dos prejuízos gerados pelas intervenções no câmbio, o BC não impediu uma alta do dólar, que, no fim do ano passado, estava em R$ 2,65. Na última sexta-feira, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 3,86. Com isso, registrou um aumento de 45% neste período. De forma geral, o BC lucra com estas operações quando o dólar cai e perde quando a cotação da moeda norte-americana sobe.

    ...

    Impacto nos indicadores fiscais

    Os prejuízos da autoridade monetária com os contratos de "swaps cambiais" são incorporados às despesas com juros da dívida pública e ajudam a impulsionar o déficit nominal – que atingiu quase 9% do PIB em doze meses até julho, o maior patamar da série histórica, que começa em novembro de 2002. Também ajudam a impulsionar a dívida do setor público.

    No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais) – conceito também acompanhado pelas agências de classificação de risco – o endividamento brasileiro subiu em julho.

    No fim do mês passado, estava em 64,6% do PIB (R$ 3,68 trilhões) - também o pior resultado da história. Alguns bancos já projetam a dívida bruta em 70% do PIB nos próximos anos.

    ...
    http://g1.globo.com/economia/noticia...-do-dolar.html

  4. #4
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    Mariel

    Citação Postado originalmente por Arr Ver Post
    É o famoso Bolsa Amigos do Rei.
    O governo captando a juros de mercado para entregar dinheiro subsidiado aos empresários cumpanheiros (e doadores de campanha) ou, pior ainda, mandar para fora do país a ditaduras amigas. Só esses empréstimos secretos e inconstitucionais seriam uma razão mais que suficiente para o impeachment.

    Quando abrirem a caixa preta do BNDES o pretolão vai parecer dinheiro de pinga.

    ... área de 400 quilômetros quadrados que abrigará no futuro a "zona de desenvolvimento especial" de Cuba, uma zona franca e industrial para a qual o governo pretende atrair, com condições favoráveis, indústrias estrangeiras.

    Lá deve vigorar um sistema diferente do resto da ilha, onde empresas terão poucas restrições para contratar, contarão com isenção de impostos e não serão obrigadas a se associar com companhias estatais.

    ...

    É este caminho que a presidente brasileira percorreu nesta segunda-feira para inaugurar a primeira fase do terminal portuário, construído em sua maior parte pela brasileira Odebrecht por meio de um financiamento de US$ 957 milhões do BNDES.

    Segundo Luis Fernando Ayerbe, coordenador do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da Unesp, desde o governo Lula, o Brasil tenta se tornar o segundo maior parceiro comercial de Havana depois da Venezuela.

    De acordo com ele, o interesse maior do governo cubano no Brasil está em sua capacidade de realizar grandes investimentos na área industrial. "A capacidade da Venezuela é energética, ela não tem capacidade de fazer essas obras", disse Ayerbe.

    "Essa capacidade brasileira se materializa no porto de Mariel".

    ...

    "Boa parte do comércio da Ásia para a costa leste dos Estados Unidos passa pelo canal do Panamá. Essa área (do mar do Caribe) vai ficar muito dinâmica, por isso quase todos os países da região estão reformando seus portos", diz Ayerbe.

    ... o Brasil vê o investimento no porto como uma aposta futura no fim do embargo.

    A ideia é instalar indústrias nacionais (brasileiras) na zona franca de Cuba para produzir aproveitando-se dos incentivos fiscais e flexibilidade para a contratação da mão de obra cubana

    ...

    Por enquanto, as duas nações ainda discutem que tipo de empresas brasileiras se instalariam na zona franca cubana. As negociações apontam para indústrias de alta tecnologia, que tirariam proveito da qualificação dos trabalhadores cubanos.

    ...
    http://www.bbc.com/portuguese/notici...el_kawaguti_rw


    The Mariel upgrade, at a cost of around $900 million, is the largest infrastructure project for Cuba in decades. With financing from Brazil’s government, it amounts to one of the communist country’s biggest bets yet on global capitalism.

    The New York Times, January 27, 2014

    MARIEL, Cuba — The images of desperate refugees crammed onto boats have defined this bay outside Havana for decades. About 125,000 Cubans left from here in 1980 after Fidel Castro, facing growing discontent, announced that anyone who wanted to leave should just go to Mariel and get out.

    But on Monday, Raúl Castro, Cuba’s president, stood alongside the president of Brazil, Dilma Rousseff, to unveil a new Mariel: a state-of-the-art port that both leaders said would lead to a new era of commercial integration, connecting Cuba and the world.

    The terminal is “a transcendent project for the national economy,” Mr. Castro said, standing by towering container lifts adorned with Cuban flags. He added that the port and the adjacent development zone, where foreign companies will enjoy tax breaks and other advantages, “are a concrete example of the optimism and confidence with which we Cubans see a socialist and prosperous future.”

    The Mariel upgrade, at a cost of around $900 million, is the largest infrastructure project for Cuba in decades. With financing from Brazil’s government, it amounts to one of the communist country’s biggest bets yet on global capitalism.

    Analysts said it was an ambitious effort intended to establish tighter economic ties with Latin America and Asia, while preparing for the eventual end of the American trade embargo.

    “In the short term, it’s based on the special relationship that Cuba is building with Latin America and East Asia,” said Arturo Lopez-Levy, a former Cuban official who studies Cuba’s economy and politics. “In the long term, they are planning for a soft landing with the United States.”

    The port has the capacity to handle 800,000 containers a year. Port officials said that in term of its sophistication, it was already on equal footing with Kingston in Jamaica and Freeport in the Bahamas, two of the Caribbean’s busiest ports.

    The port, with dredging that will eventually reach depths of nearly 60 feet, will also be able to support the largest cargo ships coming through the upgraded Panama Canal.

    Cuban officials have said they hope Mariel will become a regional hub, with large ships docking here, breaking up their loads to efficiently deliver products across Latin America and the Caribbean. In his brief speech at the port’s inauguration, Mr. Castro also argued that the port would lead to greater exports and a stronger economy.

    Mariel’s Special Development Zone, 180 square miles of what are now grassy fields overlooking the wharf, will most likely be a major test of whether such promises can be fulfilled.

    For a country that has enacted limited free-market overhauls with clenched teeth, the rules in the Mariel zone are exceptional.

    While foreign firms elsewhere on the island can operate only as part of joint ventures with Cuba, which typically maintains a majority stake, here in the Mariel zone, they can be 100 percent foreign owned.

    Construction and possible factory jobs are expected to be filled by Cuban workers, but outlines of the project suggest that foreign companies will be treated to generous tax breaks and less bureaucracy than is usual in Cuba.

    Ms. Rousseff, the Brazilian president, making her second visit to Cuba to attend a conference of Latin American and Caribbean leaders, said Mariel’s new port would benefit Cuba and the region.

    Praising Cuba for encouraging “dialogue and cooperation,” she criticized the American trade embargo and noted that with Mariel, “there are great possibilities” still to be realized.

    Interest in the development zone is difficult to gauge, but analysts report that companies from several countries — including China, Malaysia and Angola — have expressed an interest.

    In a sign of Cuba’s willingness to let the port stand apart from the state-run economy, Mariel will be administered by PSA International, a port operator based in Singapore. Several of the port’s advisers, guiding reporters through presentations Monday, come from Europe.

    “It’s a very substantial, very serious project,” said Philip Peters, a Cuba analyst at the Lexington Institute, a libertarian think tank in Washington.

    “It has an integrated commercial strategy attached to it: It’s big in the context of the Cuban economic reforms.”
    The port, having changed from a launching point for rickety boats full of migrants, may also set a broader precedent. Cuban officials have said that a new foreign investment law will be unveiled in March, and there have been hints that some of the looser rules governing Mariel’s development zone could be a part of the plan for at least some struggling sectors of the economy, such as agriculture.

    Mr. Lopez-Levy, who also works with a group of Cuban-Americans favoring engagement with Cuba, said that Cuba was hoping to mimic China by creating enough economic growth to blunt demands for political change.

    Though many Cuban-American leaders in Congress disagree — arguing that a hard-line stance against Cuba best serves Cuban and American interests — Mr. Lopez-Levy said that by maintaining the embargo, the United States was essentially giving Cuban officials what they wanted: the ability to exercise greater control over the pace of change.

    “If you let them do it in the way they want, piece by piece, they will be able to create the type of market economy they are building now,” he said. “What they want is a soft landing period, and then at some point, they will be able to manage the Americans when they go in. This is all part of their design.”
    Mariel: um porto moderno, do seculo XXI, para uma ditadura atrasada, do seculo XIX

    Com dinheiro brasileiro, que poderia estar indo para um porto brasileiro...mas que nunca vai voltar para o Brasil...

    http://diplomatizzando.blogspot.com....eculo-xxi.html
    Última edição por 5ms; 22-09-2015 às 16:44.

  5. #5
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    Cuba: Fim do embargo dos EUA reduzirá comércio com Brasil

    Facilmente os EUA poderão substituir a exportação brasileira de óleo e farelo de soja, arroz, milho, frango, embutidos, sabão e leite em pó. Ao todo, estes produtos representam 60% das exportações brasileiras a Cuba.

    23 de dezembro de 2014

    O fim do embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba terá resultados positivos e negativos para o Brasil. As principais exportações brasileiras para a ilha poderão ser comprometidas e substituídas por produtos norte-americanos, mas aumentará as possibilidades de empresas nacionais usarem Cuba como entreposto comercial.

    O Brasil teve um papel fundamental para o fim do embargo. O principal fator para a mudança da política externa em relação à ilha do governo Obama é a construção do porto de Mariel e sua zona franca, que ampliam a disputa o mercado interno da ilha e também a demanda dos portos caribenhos. O porto e a área comercial em anexo estão em construção pela construtora brasileira Odebrecht com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Desde que foi decretado o fim da União Soviética, o mercado cubano que era dependente do bloco, passou a ficar em disputa por países europeus e países atrasados, como Brasil, China e Venezuela. Devido ao embargo, os EUA se ausentou da disputa de um mercado localizado em um ponto estratégico e com 11 milhões de habitantes.

    A partir de 2003, quando o PT chegou ao governo federal, o comércio cubano-brasileiro cresceu cerca de sete vezes. Em 2013, estas transações somaram US$ 625 milhões, de forma que o Brasil fica atrás apenas da China e Venezuela. Os EUA, devido a algumas aberturas comerciais que criou nos últimos anos, exportaram para Cuba em 2013 US$ 350 milhões.

    A abertura possibilitará que empresas brasileiras usem Cuba como entreposto para exportar para os EUA, outros países do Caribe e da América, além dos países da Oceania, por meio do Canal do Panamá. Para alguns setores, a abertura será negativa, pois o mesmo produto é produzido pelos EUA que terá maior facilidade para exportar e melhores preços.

    Dos dez principais produtos exportados pelo Brasil a Cuba, apenas o café não tem concorrência dos EUA. Facilmente os EUA poderão substituir a exportação brasileira de óleo e farelo de soja, arroz, milho, frango, embutidos, sabão e leite em pó. Ao todo, estes produtos representam 60% das exportações brasileiras a Cuba.

    Cuba é o quarto maior importador do arroz brasileiro, comprando cerca de 10% do produto exportado pelo Brasil e isto pode cair drasticamente ou até acabar com o fim do embargo. Devido à proximidade, a exportação pelos EUA será bem mais barata e o preço da tonelada de arroz norte-americano de qualidade similar ao brasileiro é cerca de US$ 50 mais barato.

    Manter o embargo após a criação do Porto de Mariel seria arriscado para os Estados Unidos, principalmente em uma situação de agravamento da crise econômica. A dominação econômica de um país significa também dominação política e ter uma ilha na sua porta de entrada dominada por outros países imperialistas ou por países nacionalistas, como Brasil e Venezuela, poderiam ser um desastre em uma situação de maior polarização política.
    http://www.pco.org.br/nacional/fim-d...il/abza,o.html

  6. #6
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    "aditivo"

    A construção do Porto de Mariel, em Cuba, pela Odebrecht, com dinheiro brasileiro, foi resultado de uma mudança drástica de percurso dos irmãos Castro. Nos idos de 2008, o governo cubano assinou um contrato de financiamento de 150 milhões de dólares com o BNDES para construir trechos da Autopista Nacional, a principal rodovia que corta a ilha.

    O banco autorizou desembolsos de 43 milhões de reais para a obra. Contudo, em 2009, um aditivo ‘daqueles’ mudou o escopo do documento: devido a “mudanças de prioridade” do governo cubano, o dinheiro seria usado para compor o financiamento do porto, que terminou custando 682 milhões de dólares ao banco de fomento.

    Radar

    http://veja.abril.com.br/blog/radar-...a-de-planos-3/

  7. #7
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    BNDESPar levanta cerca de R$ 1,5 bi com venda de ações do grupo JBS

    Ao longo do primeiro semestre de 2015, a BNDESPar reduziu sua participação na JBS de 24,6% para 21,9% do capital total da empresa. Mesmo com essas recentes vendas, a BNDESPar se mantém como segundo maior acionista do grupo. A Caixa também é acionista relevante, com 10% de fatia.

    Em março, 76% da carteira da BNDESPar estava exposta a quatro empresas: Petrobrás (33%), seguida pela JBS (20,2%), Fibria (13,6%) e Vale (9,2%). [Fibria = fusão Aracruz Celulose + Votorantim Celulose e Papel].

    Repasses extraordinários do Tesouro reforçaram o caixa do banco de fomento em mais de R$ 450 bilhões desde 2008.



    Mônica Scaramuzzo - O Estado de S. Paulo
    29 Setembro 2015

    A empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a BNDESPar, levantou cerca de R$ 1,5 bilhão com a venda de ações do grupo de alimentos JBS, do qual é um de seus principais acionistas, apurou o ‘Estado’. As vendas foram feitas pelo banco de forma pulverizada em Bolsa, entre março deste ano e o dia 18 de setembro. Foram vendidas cerca de 100 milhões de ações ordinárias, a um preço médio de R$ 15.

    O banco de fomento tinha 23,19% de participação no grupo de alimentos até 27 de julho deste ano, de acordo com dados relativos ao segundo trimestre, disponíveis no site do JBS. Nesse período, o banco detinha 682,7 milhões de ações ordinárias. Mesmo com essas recentes vendas, a BNDESPar se mantém como segundo maior acionista do grupo. A Caixa também é acionista relevante, com 10,07% de fatia.

    O valor de mercado do JBS, quando o grupo abriu seu capital, em março de 2007, era de R$ 5,6 bilhões. Nesta segunda-feira, a empresa estava avaliada em R$ 48,3 bilhões, de acordo com dados da Economática. Em março, quando o banco começou a se desfazer de fatias que detinha na companhia, o valor de mercado do JBS era de R$ 36,8 bilhões.

    Nesta segunda-feira, as ações da empresa encerraram o dia cotadas a R$ 16,74. No ano, os papéis acumulam alta de 51% e, em 12 meses, valorização de 75%.

    Carteira. A BNDESPar está se desfazendo, nos últimos meses, de ações de empresas da qual tem participação, conforme publicou o Estado na semana passada. A venda ocorre de forma pulverizada na Bolsa e inclui as companhias mais valorizadas que o banco tem em seu portfólio, como as empresas de papel e celulose Fibria e Suzano, que são exportadoras e estão sendo beneficiadas pela valorização do dólar sobre o real, e a de alimentos JBS, também com perfil exportador e com presença em mercados relevantes de carne, como EUA e Europa.

    A carteira de ativos da BNDESPar é composta de ações, participações societárias, debêntures, cotas em fundos de investimentos e derivativos. O banco tem participações em dezenas de empresas, de capital aberto e fechado.

    Um relatório feito pelo Insper sobre “análise de retorno dos investimentos do BNDESPar por meio de ações de empresas investidas” divulgado em agosto mostrou que a BNDESPar não alterou significativamente a quantidade de ações em carteira, entre dezembro de 2013 e junho de 2015, mantendo a estratégia de investimentos para longo prazo. Em março, de acordo com esse relatório, 76% da carteira da BNDESPar estava exposta a quatro empresas: Petrobrás (com 33%), seguida pela JBS (20,2%), Fibria, com 13,6%, e Vale, com 9,2%. O Insper ressalta que JBS e Fibria são empresas coligadas ao banco (nas quais exerce influência).

    Fontes ouvidas pelo Estado afirmam que o BNDES busca, com esse movimento, reforçar seu caixa, com objetivo de encorpar a capacidade do banco para desembolsos diante da decisão do governo de extinguir os repasses extraordinários do Tesouro que reforçaram o caixa do banco de fomento em mais de R$ 450 bilhões desde 2008.

    Procurada, a BNDESPar rechaça essa informação e diz que “de acordo com dados já disponibilizados nas demonstrações financeiras da BNDESPar, ao longo do primeiro semestre de 2015, a BNDESPar reduziu sua participação na JBS de 24,6% para 21,9% do capital total da empresa”. Ainda segundo o comunicado, a BNDESPar reafirma que “é da natureza de suas atividades a compra e venda de ações em sua carteira. Esse movimento não está relacionado à necessidade de obtenção de funding para o BNDES. O BNDES já declarou que está com suas fontes de ‘funding’ equacionadas para o ano de 2015”.

    Já o JBS informou que, em respeito aos acionistas, a companhia não comenta movimentações feitas pelos mesmos.
    http://economia.estadao.com.br/notic...po-jbs,1770780

  8. #8
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    Só para lembrar ...

    O preço da doação eleitoral - Opinião - Estadão
    14 Setembro 2015


    ...

    A CPI do BNDES rejeitou o requerimento para a convocação de dois empresários, donos da empresa JBS, que – segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral – doou R$ 366,8 milhões para campanhas políticas em 2014.

    De acordo com o requerimento do deputado Arnaldo Jordy (PPS-BA), o BNDES investiu mais de R$ 8 bilhões na empresa JBS e, portanto, seria muito conveniente ouvir os donos do grupo empresarial na CPI que investiga os contratos de financiamento do banco estatal. Mas os deputados preferiram não causar esse tipo de constrangimento a tão generosos doadores. Acharam mais oportuno aproveitar a ocasião para enaltecer o grupo empresarial. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) fez questão de registrar que a JBS é uma empresa “de sucesso”. Para Zarattini, “temos que convocar quem tem problema”. A mensagem foi cristalina: quem está no azul – e pode doar – não tem o que temer. A Casa não lhe causará aborrecimentos.

    ...

  9. #9
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    Dilma 1, o zumbi

    Em relação a 2014, a receita do governo federal com dividendos de estatais caiu R$ 12 bilhões, até agosto.

    Vinicius Torres Freire
    30/09/2015

    Apenas milagres vão impedir que as contas do governo terminem no vermelho outra vez. Fora do governo, os interessados já sabiam disso. Pelo menos desde agosto, a previsão é de deficit primário (despesa maior que receita, mesmo desconsiderados gastos com juros).

    É o que se depreende do balanço das contas federais, divulgado ontem. Lá se confirma que o rombo não se deve apenas a queda de receita e despesas "estruturais" crescentes (previdenciárias em particular).

    Esse outro motivo do rombo deriva do fato de: 1) Dilma Rousseff ter arruinado empresas estatais; 2) Dilma 1 ter maquiado gastos, escondendo despesas que reaparecem agora, muitas delas devidas ao dinheiro gasto para baratear empréstimos a grandes empresas e oligopólios, via BNDES.

    Pergunta-se agora se o deficit vai piorar o bastante para degradar ainda mais as expectativas econômicas e a esperança de conter o rombo previsto para 2016 (mesmo se aprovada a CPMF). Isto é, suficiente para provocar nova rodada de tumulto financeiro.

    Até agosto, o deficit federal foi de 0,62% do PIB (acumulados os resultados dos últimos 12 meses). A meta oficial para 2015 é de 0,1% do PIB. Mesmo para cumprir a minimeta, serão necessários resultados extraordinários até dezembro.

    A receita não pode cair. Mas, nos 12 meses contados até agosto, caiu 6,85%, já descontada a inflação; de janeiro a agosto, caiu 4,76% ante mesmo período do ano anterior.

    A despesa tem de cair mais de 2%, mas cresceu 0,7% em 12 meses.

    Está difícil.

    Muita gente, assim como o governo, ainda conta com receitas extraordinárias previstas, vendas de patrimônio e concessões, que estão por ora penduradas no bico do corvo. Isto é, dada a turumbamba no mercado, será difícil vender parte da Caixa, hidrelétricas e fazer algum outro leilão de concessão.

    Deve ser por ainda contar com essa receita extraordinária, que economistas de alguns grandes bancos estimavam ainda na semana passada que o governo federal teria déficit de 0,1% ou 0,2% do PIB, por aí. Como se escreveu mais acima, a conta está por ora em 0,62% do PIB.

    Seria um chutão dizer grande coisa sobre 2016 além do fato de que a principal previsão de receita nova para o ano que vem, a CPMF, está com o pé na cova. Confirmado também um deficit grande em 2015, logo teremos ainda mais problemas. Quer dizer, descrédito ainda maior do governo, altas de taxas de juros e dólar, seguidos de rebaixamento formal do crédito.

    Quanto ao rombo deste ano, considere-se uma das contas do despautério de Dilma 1. As despesas com subsídios foram de R$ 6,8 bilhões de janeiro a agosto de 2014. Neste mesmo período de 2015, de R$ 20 bilhões. Mesmo na pindaíba, o governo deu mais subsídio?

    Não. O governo agora desembolsa dinheiro para "restos a pagar", papagaios indevidos e maquiagens de 2014, cerca de R$ 13,4 bilhões, até agosto. Legal ou ilegal, é uma fraude da opinião pública.

    Para terminar, a presidente que tanto amava estatais as arruinou a ponto de o governo ficar sem um naco pedaçudo de seus dividendos. Em relação a 2014, esta receita caiu R$ 12 bilhões, até agosto.

    O vexame é infinito. Para dizê-lo de modo gentil.
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...-o-zumbi.shtml
    Última edição por 5ms; 30-09-2015 às 07:06.

  10. #10
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    Minha Casa Melhor: inadimplência 30%

    Antes mesmo do lançamento, a área de risco da Caixa produziu um relatório com o alerta de que o Minha Casa Melhor representava perigo à saúde financeira do banco.

    Para compensar a perda do banco com a inadimplência dessa linha, o governo dispensou a Caixa de repassar ao Tesouro até 75% do lucro líquido ajustado todo ano enquanto durarem as operações do programa.




    Minha Casa Melhor só serviu como propaganda eleitoral

    Programa do governo federal que ajudava a classe C a mobiliar moradias durou apenas um ano e meio

    O governo descarta voltar com o programa Minha Casa Melhor, que dava empréstimos em condições especiais para a compra de eletrodomésticos, eletrônicos e móveis para os beneficiários do Minha Casa Minha Vida. Desde o início do ano, as contratações estavam suspensas, mas a presidente Dilma Rousseff garantiu que seriam retomadas ainda em 2015, com o lançamento da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. A promessa não será cumprida. Faltam recursos no governo para bancar o Minha Casa Melhor, criticado pela atual equipe econômica.

    A morte prematura do programa - que durou um ano e meio - deixa o governo bem longe de cumprir a meta de liberar R$ 18,7 bilhões nessa linha de crédito especial, com juros de 5% ao ano, bem abaixo das taxas de mercado. A Caixa Econômica Federal informou que as famílias que pegaram o cartão do programa usaram R$ 2,92 bilhões, ou seja, 15,6% do valor total prometido pelo governo.

    "Não há, neste momento, previsão de retomada de contratações do produto", admitiu o banco, em nota ao ser procurado pela reportagem. Não existe na Caixa estudo para "ressuscitar" o produto, rejeitado pela equipe técnica do banco. Antes mesmo do lançamento, a área de risco da Caixa produziu um relatório com o alerta de que o Minha Casa Melhor representava perigo à saúde financeira do banco.

    O Minha Casa Melhor foi lançado em junho de 2013 como vitrine eleitoral da presidente Dilma, que buscava a reeleição. Para operá-lo, a Caixa recebeu R$ 8 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões foram direcionados para o programa - o resto foi usado para capitalizar o banco. No lançamento, o governo disse que esperava atender 3,7 milhões de famílias.

    Quando o programa foi suspenso no início deste ano, 640 mil famílias tinham recebido o cartão. Cada uma podia financiar até o limite de R$ 5 mil nos produtos determinados pelo governo, como geladeira, fogão, lavadora de roupas, TV digital, guarda-roupa, cama, mesa e sofá. O prazo de pagamento é de dois anos. No total, foram colocados à disposição R$ 3,2 bilhões a essas famílias.

    A Caixa informou que os mutuários ainda podem usar os limites disponíveis nos cartões contratados, dentro do prazo estipulado. A linha de crédito fica disponível por um ano a partir da emissão do cartão.

    Outro ponto ressaltado pelos críticos do programa, dentro do próprio governo, é o elevado calote. A Caixa não divulga a inadimplência - atrasos superiores a 90 dias - de linhas específicas, mas o Estado apurou que no programa ela está em torno de 30%. Em linhas similares oferecidas pela rede bancária para a compra desses produtos, o calote médio não ultrapassa 10%, segundo dados do Banco Central.

    Para compensar a perda do banco com a inadimplência dessa linha, o governo dispensou a Caixa de repassar ao Tesouro até 75% do lucro líquido ajustado todo ano enquanto durarem as operações do programa.
    http://veja.abril.com.br/noticia/eco...o-apos-criacao



    Só para lembrar os esquecidinhos que repetem que a Venezuela "copiou" o "exemplo" do Brasil ...



    16/09/2010
    Chávez 'vende' eletrodomésticos a preços baixos na Venezuela

    Programa 'Minha casa equipada' estimula população a adquirir produtos chineses. Campanha começa às vésperas de eleições legislativas.



    Da AFP, em Caracas

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançou na noite desta quarta-feira (15) um programa para a aquisição de eletrodomésticos chineses a preços baixos ou a crédito, a onze dias das eleições legislativas.

    O programa 'Minha casa equipada' consiste na distribuição de eletrodomésticos chineses através de redes estatais de venda, onde os venezuelanos poderão comprá-los por preços mais baixos que o do mercado ou com crédito de até 100% de financiamento.

    "Se ela fosse comprar uma geladeira no capitalismo, gastaria toda a pensão. Estamos protegendo-a", disse Chávez a uma mulher que acabara de negociar uma linha de crédito.

    "Vamos entregar os créditos para dignificar a vida do povo", acrescentou, ao anunciar o projeto em um ato no palácio presidencial.

    Na noite do lançamento, cerca de 45 pessoas receberam créditos para adquirir eletrodomésticos no valor de US$ 28 mil.

    O 'Minha casa equipada' é um programa que faz parte dos convênios bilaterais adotados entre Venezuela e China. Trata-se de um contrato de compra com a empresa Haier Electric Appliances, que prevê a aquisição de um primeiro lote de mais de 300 mil equipamentos eletrodomésticos.

    A Venezuela enfrenta uma recessão econômica e uma forte inflação, que já acumula 19,9% nos primeiros oito meses do ano.

    No dia 26 de setembro, os venezuelanos irão às urnas para renovar a Assembleia Nacional, em um pleito considerado crucial para a continuidade de Hugo Chávez no poder.
    http://g1.globo.com/mundo/noticia/20...os-baixos.html
    Última edição por 5ms; 04-10-2015 às 14:07.

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