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  1. #1
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    Brasil despenca em competitividade

    Pior: seus parceiros do Mercosul, casos de Argentina e Paraguai, conseguem ficar atrás do Brasil e o mais novo membro do bloco, a Venezuela, é um fracasso absoluto (132º lugar em 140).

    O bloco fica sendo uma sociedade de fracassados.


    Clóvis Rossi
    29/09/2015

    O desempenho do Brasil no ranking de Competitividade Global elaborado pelo Fórum Econômico Mundial é o retrato de um completo e irremediável desastre.

    Para começar, o país desabou 18 posições, caindo do 57º lugar para o 75º, o que significa que está agora abaixo da metade da tabela de 140 países (em 2012, estava em 48º).

    Mas uma posição geral tão ruim não é o pior: em ambiente macroeconômico, o retrocesso - previsível ante a crise que se desenhava desde o ano passado - é ainda mais espalhafatoso. O Brasil cai do 85º para o 117º posto, sempre entre 140 países.

    Não é ainda a pior classificação nos sub-itens que constam do ranking: como era igualmente previsível, a corrupção leva o Brasil a cair 27 posições em matéria de confiança nas instituições. Está agora em 121º lugar.

    Há áreas ainda mais desastrosas. Uma, conhecida, é educação: a qualidade do sistema é tão negativa que leva o Brasil para o 132º lugar, sempre entre 140. A qualidade da educação em matemática e ciência é pior do que a educação em geral (134º lugar).

    O desastre fica completo quando se sabe que o país ocupa o penúltimo lugar (138º, portanto) no que se refere ao efeito da taxação sobre o funcionamento dos mercados de bens e de trabalho.

    O índice do Fórum contém 12 pilares. O Brasil retrocede em nove deles.

    Sobram poucas boas notícias: uma delas, o tamanho do mercado, independe da ação dos governos. Talvez por isso, o Brasil sobe duas posições e ocupa agora o sétimo lugar.

    O resultado em infraestrutura também é positivo, com o ganho de duas posições, para situar-se no 74º lugar, ainda assim abaixo da metade da tabela.

    Prontidão tecnológica fornece a última boa notícia: o Brasil sobe do 58º lugar para o 54º.

    O relatório explica a queda do Brasil no ranking da mesma forma que nove entre 10 economistas brasileiros o fazem: "Com um grande déficit fiscal e crescente pressão inflacionária, a fraca performance macroeconômica do Brasil causa impacto negativo na competitividade do país".

    O outro ponto negativo destacado (corrupção) afeta a confiança não apenas nas instituições públicas mas também nas privadas, que desabam 38 posições para ficar no 109º lugar. As públicas caíram menos (18 postos), mas estão em lugar pior (122º).

    O Brasil está atrás não apenas dos países avançados, mas também de sete latino-americanos (Chile, o primeiro da América Latina, Panamá, Costa Rica, México, Colômbia, Peru e Uruguai).

    Pior: seus parceiros do Mercosul, casos de Argentina e Paraguai, conseguem ficar atrás do Brasil e o mais novo membro do bloco, a Venezuela, é um fracasso absoluto (132º lugar).

    O bloco fica sendo uma sociedade de fracassados.

  2. #2
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    A política industrial que vale quatro reais

    Daniel Rittner
    30/09/2015

    Na contramão do discurso adotado pela presidente Dilma Rousseff, que atribui o agravamento da crise doméstica à deterioração do cenário internacional, a indústria brasileira desponta como vice-lanterna em um ranking elaborado com base em dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para 37 países.
    http://www.valor.com.br/brasil/42487...e-quatro-reais

  3. #3
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    Brasil cai 18 posições em apenas um ano em ranking de competitividade

    Dos doze quesitos avaliados para compor o indicador, o Brasil piorou em nove.

    O tombo brasileiro contrasta com o desempenho de países da América Latina, Ásia e Europa, que também estão sujeitos às turbulências externas, mas avançam ano a ano em competitividade, como é o caso do Chile, do Peru, da Colômbia, da Espanha e da própria China.


    O Brasil perdeu dezoito posições no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial em apenas um ano. O Relatório de Competitividade Global divulgado nesta terça-feira avalia os principais pilares das economias mundiais, como estabilidade macroeconômica, educação e solidez das instituições públicas, e os traduz num índice. Segundo o Fórum, o indicador do Brasil recuou de 4,3 para 4,1. Com isso, o país passou da 57ª posição entre os mais competitivos, em 2014, para a 75ª em 2015. Em 2011, no primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff, o Brasil ostentava a 53ª posição no ranking, que avalia anualmente o desempenho de 140 países.

    O ranking reflete a piora do desempenho do país não apenas devido à crise econômica, que já penaliza o emprego, mas também ao recuo de indicadores que vinham em trajetória de avanço, como educação e saúde. O tombo brasileiro contrasta com o desempenho de países da América Latina, Ásia e Europa, que também estão sujeitos às turbulências externas, mas avançam ano a ano em competitividade, como é o caso do Chile, do Peru, da Colômbia, da Espanha e da própria China.

    Segundo o levantamento, dos doze quesitos avaliados para compor o indicador, o Brasil piorou em nove: Educação Superior é um dos maiores tombos, ao passar da 41ª posição para 93ª; e Saúde e Educação Primária, saindo de 77ª para 103ª. No quesito Ambiente Macroeconômico, o país despencou mais de trinta posições em apenas um ano, da 85ª para a 117ª. Apesar do avanço da Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos em órgãos do governo e estatais, por meio de partidos políticos, o Fórum aponta que a perda de confiança nas instituições é visível e causou deterioração ainda maior na classificação do país, fazendo com que houvesse queda de 27 posições em apenas um ano: agora, o Brasil é o 121º de 140 países no quesito confiança das instituições.

    Entre os três únicos pontos de avanço, o Brasil ganhou duas posições no pilar de infraestrutura, avançando ao 74º lugar, enquanto no quesito preparo tecnológico, a alta foi de quatro degraus, para o 54º. O quesito Mercado Interno também subiu, da 9ª para a 7ª posição.

    O relatório aponta que a queda dos preços das commodities e a desaceleração da China impactaram os resultados do ranking para praticamente todos os países do globo, mas ressalta que, em alguns países da América Latina, notadamente o Brasil, os efeitos se mostram mais graves devido à gestão insuficiente dos problemas internos. "Uma maior capacidade de fortalecimento contra futuros choques na região exigirão reformas estruturais e investimentos em infraestrutura, capacitação e educação", informa o relatório. O Chile continua a liderar os países do continente, ocupando a 35ª posição no ranking mundial, à frente de Panamá e Costa Rica.

    Já na Ásia, curiosamente, a mudança na economia chinesa não trouxe tantos reveses no aspecto econômico: Cingapura, Japão e Hong Kong permanecem no top 10 das economias mais competitivas, enquanto a China também se mantém em 28º lugar. As três economias mais competitivas do mundo continuam sendo Suíça, Cingapura e Estados Unidos, como no ano passado.

    LEIA TAMBÉM:

    Empreendedores brasileiros inovam menos, mostra estudo

    Brasil fica em 78º lugar em ranking de qualificação de mão de obra
    http://veja.abril.com.br/noticia/eco...ompetitividade
    Última edição por 5ms; 30-09-2015 às 09:22.

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