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  1. #1
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    Deficit primário já alcança R$ 100 bilhões em 2015

    Somando o deficit previsto pelo Planejamento (R$ 57 bi) com o pagamento de pedaladas (R$ 42 bi), o rombo nas contas do governo federal poderia chegar perto de R$ 100 bilhões (1,7% do PIB).


    VALDO CRUZ
    DIMMI AMORA
    DE BRASÍLIA
    24/10/2015

    O governo Dilma vai criar uma cláusula especial na nova meta para as contas públicas que deve enviar ao Congresso na próxima semana.

    O mecanismo vai permitir que até R$ 42 bilhões referentes ao pagamento de dívidas com bancos públicos, as chamadas pedaladas fiscais, sejam incluídos apenas depois de negociações com o Tribunal de Contas da União.

    Ou seja, o deficit primário (gastos menores que a arrecadação, sem contar despesas com juros) que será previsto na nova meta, entre R$ 50 bilhões e R$ 57 bilhões (de 0,85% a 0,95% do PIB), será referente apenas à frustração da arrecadação esperada.

    O valor exato dependerá da orientação do TCU sobre a forma de pagar o passivo das pedaladas fiscais: de uma só vez ou de forma parcelada.

    O governo que evitar novas contestações judiciais –as contas de 2014 foram reprovadas pelo tribunal por causa do uso desse artifício fiscal, o que serviu de base para pedidos de abertura de um processo de impeachment.

    DIVERGÊNCIAS

    A nova previsão da meta foi adiada para a próxima semana por causa de divergências na equipe econômica.

    O Ministério da Fazenda trabalhava com um rombo primário de R$ 50 bilhões, e o Planejamento, com um de R$ 57 bilhões.

    Além disso, enquanto a Fazenda prefere parcelar o pagamento das pedaladas para evitar um rombo elevado, a equipe do Planejamento defende zerar a conta das pedaladas fiscais.

    Na noite de quinta-feira (22), o governo chegou a divulgar que o TCU havia determinado o pagamento total do passivo e chegou a informar que, com isto, o deficit primário iria superar R$ 70 bilhões.

    O tribunal, porém, negou a informação ontem. Integrantes do TCU avaliam que uma decisão final do órgão não sairá antes de dezembro, depois de o órgão analisar recursos do próprio governo.

    Há dúvidas sobre se o governo pode ou não parcelar esses débitos com bancos públicos, pois não há lei que permita esse parcelamento.

    No entanto, alguns ministros tenderiam a aceitar um cronograma para evitar um impacto ainda maior das contas públicas.

    Em nota, o TCU informou que "não há qualquer determinação do tribunal para que o pagamento dos recursos referentes às chamadas 'pedaladas fiscais' seja feito em parcela única ou diferido no tempo" e que "somente se pronunciará quanto ao mérito após apreciação dos recursos pelo plenário".

    À ESPERA DO LEILÃO

    Num cenário extremo, somando o deficit previsto pelo Planejamento (R$ 57 bi) com o pagamento total das pedaladas (R$ 42 bi), o rombo nas contas do governo federal poderia chegar perto de R$ 100 bilhões (1,7% do PIB).

    O Palácio do Planalto acredita, porém, que essa conta será menor com a entrada de receitas extraordinárias ainda neste ano.

    O governo vai informar ao Congresso, junto com a previsão de nova meta, que espera diminuir o deficit em pelo menos R$ 11 bilhões, receita que pode ser gerada pelo leilão de 29 usinas hidrelétricas em 2015, previsto para o início de novembro.
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...a-semana.shtml

  2. #2
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    Joaquim Levy fixa meta de superávit de 1,2% do PIB para 2015

    27/11/2014

    Novo ministro da Fazenda também falou de corte de despesas, mas disse que ações serão "graduais, sem pacotes, sem nenhuma surpresa"

    No primeiro pronunciamento da nova equipe econômica, na tarde desta quinta-feira, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou que a meta de superávit primário, a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda, será de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 para todo o setor público consolidado.

    Segundo Levy, o alcance da meta significará a recuperação da confiança na economia brasileira. Em 2016 e 2017, o esforço fiscal será de pelo menos 2% do PIB, informou — o percentual fica ainda abaixo das metas definidas originalmente, mas é considerado confiável pelo mercado.

    Durante a coletiva, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, salientou que a instituição tem trabalhado para manter inflação sob controle e para que retorne à trajetória de convergência para o centro da meta de 4,5%.
    http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias...5-4651886.html


    Um 'ajuste' no ajuste fiscal de Joaquim Levy

    23/07/2015

    Ministro diz que as mudanças não são “uma correção de rota” na austeridade, só “um ajuste nas velas”. “Baixar a meta não é relaxar”, afirmou.

    A redução na meta fiscal anunciada nesta quarta-feira 22 foi definida em uma reunião da equipe econômica com Dilma na véspera. Até a semana passada, a presidenta preferia evitar o tema. Em ao menos duas reuniões importantes, ela havia desconversado. Primeiro, na segunda-feira 13, durante encontro semanal com seus principais ministros no Palácio do Planalto. E no dia seguinte, em almoço-reunião com o ex-presidente Lula e alguns ministros no Palácio da Alvorada.

    Até então, Dilma alinhava-se com a posição do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para quem era melhor esperar até setembro para eventualmente mexer na meta. Até lá, apostava Levy, talvez o Congresso já tivesse aprovado alguns aumentos de tributos, o que reforçaria a arrecadação deste ano e poderia levar a uma redução menor na meta.

    Nos últimos dias, contudo, prevaleceu a visão de que seria melhor anunciar a redução logo, para não recaírem sobre Brasília acusações de falta de transparência.

    O governo pretendia economizar este ano 66,3 bilhões de reais a fim de pagar juros (superávit primário) e, com isso, segurar a dívida pública, uma cobrança do sistema financeiro em nome da manutenção do chamado “grau de investimento”, selo de bom pagador emitido pelas agências de rating. Agora, o governo propõe ao Congresso reduzir a meta para 8,7 bilhões de reais. O que seria um ajuste de 1,1% do PIB cairá a 0,15%, em caso de aprovação parlamentar. A sonhada (por Brasília) meta de 2% foi adiada por dois anos. Era para 2016, passou a 2018.
    http://www.cartacapital.com.br/blogs...levy-1166.html
    Última edição por 5ms; 24-10-2015 às 17:11.

  3. #3
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    Queda da arrecadação em setembro obriga novo cálculo do rombo

    Sexta-feira, 23 de outubro de 2015

    O governo da presidente Dilma Rousseff decidiu adiar para a próxima semana o anúncio do déficit primário deste ano, após a arrecadação em setembro ficar abaixo das expectativas, o que vai obrigar novo cálculo do rombo, disse o deputado Hugo Leal (Pros-RJ), relator do projeto que altera a meta fiscal deste ano.

    O adiamento também foi confirmado à Reuters por outra fonte do governo, que pediu anonimato. A expectativa de Leal é que o novo número seja conhecido já no começo da semana.

    "Acredito que será enviado ao Congresso na segunda-feira", disse o parlamentar.

    O adiamento deve-se ao recálculo que terá de ser feito depois de a arrecadação do governo federal com impostos e contribuições registrar queda real de 4% em setembro sobre igual mês do ano passado, para 95,239 bilhões de reais, pior resultado para o mês em cinco anos.

    Antes de definir o valor do déficit será preciso, por exemplo, estimar se a arrecadação seguirá caindo em ritmos intensos.
    http://br.reuters.com/article/topNew...0SH29820151023

  4. #4
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    Governo federal oficializa deficit de R$ 52 bilhões nas contas de 2015

    Este rombo primário, despesas menos receitas, sem pagamentos de juros, pode ser ainda maior, caso o governo não consiga arrecadar R$ 11,1 bilhões com o leilão de 29 usinas hidrelétricas, adiado para o final do próximo mês. Sem estes recursos da licitação das usinas, o deficit do governo central pode chegar a R$ 63 bilhões, equivalente a 1,09% do PIB.

    Projeção informada ao Congresso não inclui ainda o pagamento das 'pedaladas', dívidas do governo com bancos estatais.


    VALDO CRUZ
    ISABEL VERSIANI
    DIMMI AMORA
    DE BRASÍLIA
    27/10/2015 15h12

    O governo oficializou nesta terça-feira (27) que abandonou sua meta de fechar 2015 com superavit de R$ 5,8 bilhões e informou ao Congresso que sua nova previsão é encerrar o ano com um deficit primário de R$ 51,8 bilhões nas contas da União, o equivalente a 0,9% do PIB.

    Este rombo primário, despesas menos receitas, sem pagamentos de juros, pode ser ainda maior, caso o governo não consiga arrecadar R$ 11,1 bilhões com o leilão de 29 usinas hidrelétricas programado para o próximo mês.

    Conforme a Folha antecipou, o governo já adiou o leilão do dia 6 de novembro para o final do mês que vem atendendo pedidos do setor, que alega falta de segurança jurídica enquanto uma medida provisória sobre o assunto não for aprovada no Congresso.

    Ou seja, sem estes recursos da licitação das usinas, o deficit do governo central pode chegar a R$ 62,9 bilhões, equivalente a 1,09% do PIB.

    "A meta pode ser modificada dependendo do que vier a ser incorporado para o pagamento ainda este ano", afirmou o relator da proposta de mudança da meta fiscal do Orçamento de 2015, deputado Hugo Leal (PROS-RJ), ao deixar o Ministério do Planejamento, onde esteve reunido com o ministro Nelson Barbosa.

    A projeção de deficit não inclui ainda o pagamento das "pedaladas", dívidas que o governo tem com os bancos estatais. A quitação dessas dívidas só entrará na programação orçamentária depois que o Tribunal de Contas da União se pronunciar sobre o formato do pagamento.

    Inicialmente, o governo avaliava mandar uma meta de deficit, que será o segundo consecutivo, sem contar com os recursos do leilão, mas mudou de ideia.

    Agora, o governo correrá contra o tempo para garantir a realização do leilão ainda em novembro, com o qual espera arrecadar neste ano os R$ 11 bilhões. No mercado, porém, não há segurança de que todos os lotes serão vendidos, o que pode gerar menos receita do que o esperado.

    O governo decidiu refazer suas contas e prever um deficit de R$ 51,8 bilhões por causa de uma frustração de receita para este ano da ordem de R$ 61,4 bilhões. Em termos líquidos, esta perda de receita atinge R$ 57,6 bilhões.

    Para todo o setor público, incluindo Estados e municípios, o rombo previsto para 2015 é de R$ 48,9 bilhões, equivalente a 0,85% do PIB –a equipe econômica prevê que governadores e prefeitos vão conseguir fechar o ano com um superavit de R$ 2,9 bilhões.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...-de-2015.shtml
    Última edição por 5ms; 27-10-2015 às 17:02.

  5. #5
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    Composição das pedaladas



    Do total de “pedaladas”, R$ 12,16 bilhões são referentes ao montante da equalização de taxa de juros devido pela União ao BNDES no âmbito do PSI. Já os valores devidos pela União ao Banco do Brasil são relativos aos itens “Tesouro Nacional – Equalização de Taxas – Safra Agrícola” e “Título e Créditos a Receber – Tesouro Nacional”, inscritos na contabilidade da instituição financeira. Juntos, o Banco do Brasil e o BNDES somaram omissão de registro de passivos da União na ordem de R$ 21,9 bilhões, o que representa cerca de 54,4% do total de R$ 40 bilhões das “pedaladas fiscais”.

    Quanto ao FGTS, que tem como agente operador a Caixa Econômica Federal, além do saldo relativo a adiantamentos efetuados pelo FGTS à União no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, foram identificados dois outros créditos junto à União. Um deles, com saldo de R$ 638,4 milhões ao final em setembro de 2014, representa valores relacionados à Resolução do Conselho Curador do FGTS 574/2004. O outro, com saldo de R$ 10,05 bilhões, é decorrente da arrecadação da contribuição social de que trata a Lei Complementar 110/2001. A Lei Complementar n° 110/2001 autorizou a Caixa Econômica Federal a realizar créditos nas contas vinculadas do FGTS, referentes ao complemento de atualização monetária da aplicação dos percentuais de 16,64% do Plano Verão (janeiro de 1989) e 44,8% do Plano Collor I (abril de 1990).

    Das pedaladas de R$ 40 bilhões, apenas R$ 6 bilhões foram de atrasos à Caixa Econômica para o pagamento de programas sociais, como o Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. “O discurso demagógico de pedaladas feitas para favorecer os pobres é desmentido pelos fatos. O gasto com as grandes empresas foi infinitamente maior do que com os programas de transferência de renda”, afirma Miriam Leitão no O Globo. "Os números mostram a quem se destinou a maior parte dos subsídios e subvenções pagos pelo Tesouro: às grandes empresas”.

    http://blogdopavulo.blogspot.com.br/...a-grandes.html
    Última edição por 5ms; 27-10-2015 às 17:46.

  6. #6
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    Adiamento de leilão de usinas põe em risco arrecadação de R$ 11 bilhões

    As usinas de Ilha Solteira e Jupiá, que pertencem à Cesp, têm quase 5.000 MW de potência instalada –dos 6.000 MW que estarão disponíveis– e são as que têm o maior valor, R$ 13,8 bilhões.

    ["Leilão de 29 usinas".

    2 usinas por R$ 14 bilhões e as demais 27 somando R$ 4 bilhões. ]

    VALDO CRUZ
    DIMMI AMORA
    DE BRASÍLIA
    27/10/2015

    O governo vai adiar o leilão de 29 hidrelétricas do dia 6 de novembro para, provavelmente, 25 de novembro. O adiamento pode comprometer a arrecadação de R$ 11 bilhões neste ano, com a qual a equipe econômica conta para reduzir o deficit público.

    Esse valor, referente à primeira parcela paga pelas vencedoras do leilão, poderia reduzir o rombo das contas públicas de 2015, que deve superar os R$ 50 bilhões.

    Segundo a Folha apurou, o Ministério de Minas e Energia tomou a decisão porque, até o dia 6 de novembro, não há prazo suficiente para que o Congresso Nacional aprove medida provisória que permite ao governo cobrar outorga pela concessão e muda as regras de risco de falta d'água na operação das usinas.

    Empresas interessadas no leilão se declararam preocupadas com falta de segurança jurídica para a disputa.

    O Palácio do Planalto espera aprovar a MP em comissão ainda nesta semana, para que seja votada no plenário da Câmara na primeira semana de novembro e, em seguida, aprovada pelo Senado, até 13 de novembro.

    A realização do leilão no dia 25 daria tempo para finalizar os contratos e pagamentos nos 30 dias seguintes, ainda em 2015. Os prazos serão exíguos e qualquer entrave pode jogar a quitação da primeira parcela para 2016.

    A arrecadação total esperada é de R$ 18 bilhões.


    EM DISPUTA

    Essas usinas foram devolvidas ao governo pelas empresas que detinham as concessões, entre elas a Cemig, Cesp, Celesc e Copel.

    Elas não concordaram com as regras impostas em 2012, quando o governo exigiu que reduzissem o preço da energia em troca da renovação da concessão por mais 30 anos.

    Essas usinas geradoras de energia continuam funcionando normalmente até que a vencedora da concorrência assuma.

    Grupos estrangeiros e nacionais pretendem entrar na disputa na qual ganha quem oferecer o menor preço para administrar a usina. O valor da outorga e o preço que de venda da energia são fixos.

    As usinas de Ilha Solteira e Jupiá, que pertencem à Cesp, têm quase 5.000 MW de potência instalada –dos 6.000 MW que estarão disponíveis– e são as que têm o maior valor, R$ 13,8 bilhões.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...-bilhoes.shtml
    Última edição por 5ms; 27-10-2015 às 17:53.

  7. #7
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    "Eu acho que neste ano a gente não vai ter superávit"

    27 de outubro de 2015


    http://economia.estadao.com.br/notic...elator,1786919

  8. #8
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    Governo não tem mais um objetivo para o saldo de suas contas

    O que se chamava de meta fiscal agora não passa de uma tentativa de estimar, com grande imprecisão, o tamanho do rombo.

    Por Dinheiro Público & Cia
    28/10/15

    No documento divulgado para explicar mais uma mudança drástica das projeções, a equipe econômica faz uma confissão, nas entrelinhas, de que o famigerado ajuste orçamentário foi tão eficaz quanto enxugar gelo.

    Em números: os gastos não obrigatórios serão reduzidos neste ano em R$ 22 bilhões, enquanto as demais despesas ficarão R$ 97 bilhões acima do montante de 2014.

    Tudo somado, os desembolsos federais chegarão, na menor das hipóteses, a R$ 1,1 trilhão, num crescimento de 7% -abaixo da inflação, mas só porque a inflação disparou e vai superar o dobro da meta oficial de 4,5%.

    Do lado das receitas, houve erros brutais de cálculo: a nova previsão é inferior em mais de R$ 100 bilhões à divulgada no primeiro semestre. A recessão, argumenta o governo, foi muito mais severa do que o esperado.

    O documento aponta que a estimativa para o encolhimento da economia neste ano passou de 1,7%, em julho, para algo em torno de 3% agora.

    “Essa revisão de expectativas e dificuldade de previsão se explicam porque uma diminuição da atividade econômica dessa magnitude é fora do comum.”

    Se é assim, as perspectivas para 2016 são igualmente incomuns. De julho para cá, as expectativas para a economia no próximo ano passaram de uma expansão de 0,5% para uma queda de 1,4%.

    Também não parecem promissoras as chances de uma reversão da “incerteza política que estaria pesando sobre a confiança geral, atrasando a recuperação da economia”, nas palavras do texto.

    E o governo já não consegue ver mais como nem por quê cortar mais despesas não obrigatórias, especialmente com obras públicas. Um arrocho adicional deprimiria ainda mais a economia e a arrecadação.

    Ou, no jargão tecnocrático, “a rigidez do gasto obrigatório continua a reduzir a participação das despesas contingenciáveis no total do gasto primário, tornando a ampliação do contingenciamento extremamente difícil e, até certo ponto, contraproducente”.
    http://dinheiropublico.blogfolha.uol...diz-documento/

    Obs: Como é de conhecimento geral, no momento a estimativa do mercado para o próximo ano é de redução de 2% do pibinho, montante já reduzido em 3% este ano em relação à 2014, ano em que caridosamente ficou estagnado após esforço do IBGE. Resumo: 3 anos de recessão, inflação elevada, explosão da divida pública, sucessivas desvalorizações do real, destruição das estatais, 420% de juros do CC, desemprego, ... mas muita corrupção e incompetência.
    Última edição por 5ms; 28-10-2015 às 16:50.

  9. #9
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    Em Londres, Levy não responde a investidores se fica no cargo

    LEANDRO COLON
    DE LONDRES
    28/10/2015

    O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, recusou-se nesta quarta (28) a responder a investidores estrangeiros, em Londres, sobre sua permanência no cargo.

    Levy participou de um almoço reservado com cerca de 20 investidores de bancos e empresas no Hotel Corinthia, na capital britânica. Dois dos presentes ao encontro relataram à Folha que o ministro foi questionado mais de uma vez em relação às especulações de que pode deixar o posto.

    De acordo com esses investidores, Levy evitou dar uma resposta sobre o tema —apenas sorriu. Ele também foi questionado sobre o momento de turbulência política no Brasil, mas novamente evitou dar sua opinião. Segundo os relatos, o ministro se concentrou em falar somente de economia, como as medidas adotadas pelo governo neste ano para aumentar a arrecadação.

    Um dos convidados para o almoço contou, de maneira reservada, que a permanência ou não de Levy tem sido uma das principais preocupações do mercado em Londres e, por isso, uma sinalização dele nesta quarta seria importante para uma avaliação do cenário brasileiro. Seu silêncio sobre o assunto foi recebido com frustração pelos presentes.

    Ao deixar o hotel, Levy não quis comentar a reclamação dos investidores e limitou-se a dizer aos jornalistas brasileiros que tratou de economia durante o almoço. "A gente falou do nosso trabalho para o Orçamento de 2016. A importância das receitas e que temos que prestar atenção nos gastos, e também falamos de infraestrutura, temos um plano muito bem desenhado. Esse foi o tema principal do almoço", disse.

    Levy desembarcou em Londres nesta quarta para uma agenda de dois dias de compromissos. Nesta quinta (29), terá uma reunião com o ministro de Finanças britânico, George Osborne.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...-londres.shtml

  10. #10
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    Devotos de São Nunca

    "Jamais cometi o pecado de levar a sério as afirmações do BC"

    "Dúvida não resta de que essa diretoria [do Banco Central] se mostrou incapaz de fazer o que todas as demais em alguma medida haviam conseguido."

    Alexandre Schwartsman
    28/10/2015

    Pior que a comunicação do Banco Central do Brasil, apenas sua gestão de política monetária.

    No dia 23 de dezembro de 2014, quando divulgou o último Relatório Trimestral de Inflação (RTI) daquele ano, o BC, contrariando sua mensagem inicial de "parcimônia" no "esforço adicional de política monetária", afirmou que iria "fazer o necessário para que [em 2015] a inflação [entrasse] em longo período de declínio, que a [levaria] à meta de 4,5% em 2016".

    A partir de então, o BC, seja por meio de sua comunicação oficial (RTI e atas), seja por meio dos pronunciamentos dos membros de sua diretoria, comprometeu-se a trazer a inflação de volta a 4,5% em 2016. Em particular, o diretor Tony Volpon assegurou que votaria "pelo aumento de juros até que nossa projeção de inflação esteja de maneira satisfatória apontando para o centro da meta".

    A frase, é bem verdade, custou-lhe a participação na reunião do Copom em julho, por haver supostamente antecipado seu voto, mas seu conteúdo jamais foi contestado pelos demais membros do comitê. Pelo contrário, a partir daquela reunião o BC passou a enfatizar que a "manutenção da [Selic], por período de tempo suficientemente prolongado, [seria] necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016", sugerindo que sua mensagem acerca do retorno da inflação para 4,5% deveria ser levada a sério.

    Como já deve ter ficado claro ao longo das minhas colunas, jamais cometi o pecado de levar a sério as afirmações do BC, em linha com a imensa maioria dos colegas de profissão, que, mesmo em face das inúmeras promessas, nunca trouxe as projeções de inflação para o ano que vem abaixo de 5,4%.

    A razão para isso me parece simples: até em circunstâncias menos graves do que a atual o BC repetidamente falhou em sua tarefa, revelando uma fraqueza intrínseca; se técnica, política ou de caráter (ou todas simultaneamente), é ainda matéria de debate, mas dúvida não resta de que essa diretoria se mostrou incapaz de fazer o que todas as demais em alguma medida haviam conseguido.

    E seu comportamento recente revela os mesmos erros do passado. No RTI divulgado em setembro, o próprio BC previa que a inflação de 2016 deveria ficar em 5,3%, mesmo se mantivesse constante a taxa de juros, o que mostrava a insuficiência de sua política, em flagrante contradição com a promessa da convergência da inflação para a meta no ano que vem.

    Em vez de corrigir esse problema pelo ajuste da política monetária, porém, o BC adotou a linha da presidente: não vai dizer qual é a meta e, quando lá chegar, haverá de dobrá-la.

    Não pode ser outra interpretação da mudança de seu comunicado: em vez de prometer a inflação na meta em 2016, o compromisso agora é que a convergência se dará no "horizonte relevante para a política monetária", sem, é claro, especificar que prazo é esse, embora eu acredite que, na prática, isso signifique algo entre "fiado só amanhã" e o "dia de são Nunca".

    E, se o BC crê, como parece, que a extensão do prazo de convergência tornará seu serviço mais leve, sugiro que monitorem as expectativas de inflação para 2016 e 2017, novamente em alta em resposta à sua posição mais frouxa. Conversa fiada, sem ação, só empurra mais acima um alvo que compreensivelmente se recusa a ficar parado.
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...ao-nunca.shtml
    Última edição por 5ms; 28-10-2015 às 20:34.

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