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  1. #1
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    Dólar recua a R$ 3,75

    03/11/2015 às 15h18

    O real dispara quase 3% ante o dólar nesta terça-feira, na maior alta em um mês. A moeda brasileira é impulsionada por um intenso desmonte de posições compradas em dólar diante de expectativas de fluxo e de uma trégua no noticiário negativo no país.

    Depois de ter caído para uma mínima histórica de R$ 4,2484 por dólar em 24 de setembro, o real já subiu mais de 13% frente ao dólar. Alguns analistas avaliam que o escopo para notícias negativas para o Brasil começa a ficar limitado, o que, junto com uma menor pressão sobre os preços das commodities e o suporte do Banco Central, pode dar algum fôlego à moeda brasileira.

    “Esperamos que as condições macroeconômicas cheguem ao fundo do poço no quarto trimestre, apesar da recente piora nas leituras de atividade no Brasil”, diz em nota o chefe de estratégia de ações do dinamarquês Saxo Bank, Peter Garnry.

    “O risco de baixa para as commodities é limitado, e o real mais fraco tem ajudado as exportações. Os mercados de crédito também estão sinalizando uma perspectiva melhor”, afirma.

    O real é um dos destaques entre as principais divisas nesta terça-feira, dia de falta de direção comum entre moedas emergentes. A lira turca e o rand sul-africano perdem terreno, enquanto o peso colombiano e o rublo russo sobem.
    http://www.valor.com.br/financas/429...moedas-globais

  2. #2
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    Eu só quero saber onde está essa tal "trégua no noticiário negativo no país".

  3. #3
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    Citação Postado originalmente por Arr Ver Post
    Eu só quero saber onde está essa tal "trégua no noticiário negativo no país".

    Lula assume o comando geral

  4. #4
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    "Nacionalismo dilmiano deu numa xepinha"

    Swaps cambiais provocam mais estragos ou benefícios?

    Vinicius Torres Freire
    04/11/2015

    Precisamos falar sobre câmbio

    "O Brasil está em liquidação", "muito barato para investidores de fora". O ataque comprador desta terça-feira nos mercados financeiros daqui faz lembrar dessas frases de segunda-feira de Abílio Diniz, presidente do Conselho da BRF.

    Diniz acredita que o real a R$ 4 estaria desvalorizado além da conta; melhor a R$ 3,50. Com dólar na estratosfera, quem tem dinheiro "lá fora" (brasileiro ou não) compra um Brasil mais barato, óbvio, de empresas a serviços para turistas.

    Dados o desânimo, a taxa de juros e o estado avariado de várias empresas, fica ainda mais barato comprar Brasil (e estão comprando, mas aos poucos, pelas bordas. Sim, o nacionalismo dilmiano deu numa xepinha).

    Ontem foi dia de xepa, de comprar banana e verdura baratas no fim da feira? Pode ser, um tanto, como já houve dias recentíssimos de "família põe tudo a venda", com brasileiros e "estrangeiros" dando o fora. Parece que o mercado daqui seguiu na onda de mercados emergentes primos e de outras volubilidades dos donos do dinheiro pelo mundo, animados desde segunda. Isso tudo é especulativo, proteste-se.

    Mais importante talvez seja observar a descabelada volatilidade dos preços de ativos financeiros no Brasil, do dólar em particular, em especial desde finais de 2014. A balbúrdia global nos contamina, mas nos destacamos em termos de preços que se agitam como loucos.

    O Ibovespa subiu 4,76%. O dólar caiu 2,36%, com a ajuda do Banco Central, decerto. A Petrobras meio arruinada virou brincadeira de cassino. Ainda assim: variar mais de 10% em um dia? Um banco enorme e estável como o Itaú subir 6,5%, sem haver grande notícia (lucrou bem? Bidu!)?

    Se a política do BC é evitar solavancos excessivos no câmbio, parece não dar lá muito certo ou, então, sem a intervenção cambial estaríamos em um "segura, peão!" ainda maior, sinal de transtornos de fundo mais graves.

    Talvez a desvalorização extra represada esteja batendo à porta e estejamos gastando dinheiro à toa com cabrestos para o dólar.

    Há queixas sobre a volatilidade do câmbio, que dificultaria a retomada regular de exportações, pois não se sabe bem o preço do comércio exterior. Há temores talvez ainda maiores de que, se o BC não tentasse domar o dólar, a quantidade de empresas no brejo seria enorme, crise indomável, com impactos ainda maiores do que o das perdas do BC com swaps cambiais (equivalentes a um seguro contra a desvalorização do real).

    Como se sabe, o pessoal do BC acha absurda a ideia de que existam perdas. Quando o dólar se desvaloriza, diz, as reservas internacionais inflam em reais, mais que compensando as perdas com swaps. Faz sentido, mas, se não houvesse swaps, o ganho seria ainda maior.

    Nada disso é simples. Uma quebradeira de empresas, estatais inclusive, poderia levar além da Lua o risco de investir no Brasil e, pois, as taxas de juros, provocar estiagem de crédito para o país.

    Ainda assim, por quanto tempo e em qual volume haverá esse seguro público para o setor privado, seguro que começou a ser oferecido em meados de 2013? Quais os efeitos colaterais? Precisamos falar sobre swap cambial e dólar.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...-o-kevin.shtml

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