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  1. #1
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    Lightbulb Conta de luz no Rio sobe 20%

    NICOLA PAMPLONA
    DO RIO
    05/11/2015 17h23

    A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou nesta quinta-feira (5) reajuste nas tarifas da Light, distribuidora que atende 31 municípios do estado do Rio.

    Segundo a companhia, os clientes residenciais terão alta de 15,99% e os comerciais, de 19,57%. A alta para clientes rurais será de 21,69% e para as indústrias, varia entre 11,10% e 20,07%.

    Em nota, a Light diz que os reajustes estão previstos no contrato de concessão e reflete a inflação dos últimos 12 meses, o aumento de custos de compra de energia e variação cambial sobre as tarifas de Itaipu.

    Este ano, o aumento acumulado na área de concessão da Light é de 56%.

    Os novos preços começam a vigorar no sábado (7).
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...o-sabado.shtml

  2. #2
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    Aumento da tarifa "ajuda" a elevar a taxa de inadimplência da Light

    Por ter o seu reajuste definido no fim do ano, após a maior parte das distribuidoras do país, a Light acabou incorporando em sua tarifa uma variação maior do dólar desde o início de 2015, que implica custos maiores na geração de energia a partir da usina hidrelétrica de Itaipu, e do uso do gás para usinas térmicas, principalmente a Norte Fluminense, responsável por 21% da energia distribuída pela Light.

    — O realinhamento das tarifas não é um privilégio da Light. Tem ocorrido com todas as distribuidoras. Há um repasse de custos todos inerentes sobretudo ao reembolso das despesas com despacho das térmicas. No nosso caso particular, tivemos impacto grande na variação do câmbio na compra de energia de Itaipu e da usina térmica Norte Fluminense — disse Paulo Roberto Pinto, presidente da Light, após a reunião da Aneel.

    Por meio de nota, a empresa explicou que “Os percentuais do reajuste da Light refletem, entre outros fatores, a inflação observada nos últimos 12 meses, os efeitos da escassez hídrica sobre o custo da energia comprada, a variação dos encargos setoriais, em particular da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e a variação cambial”. No caso da variação cambial, explicou a empresa, o principal efeito ocorre sobre as despesas da empresa com compra de energia de Itaipu, cotada em dólar, que representa 17% da energia comprada pela Light.

    Em fevereiro, assim como outras distribuidoras, a Light aplicou sobre seus consumidores um reajuste extraordinário médio de 22,48%, sendo que os consumidores residenciais tiveram suas contas de luz elevadas em 21,06%. No efeito médio, segundo a Light, somados os dois aumentos e a cobrança da bandeira tarifária em 2015, as contas da companhia já subiram 56% neste ano.

    — Na verdade, houve dois movimentos de aumento neste ano — explicou José Jurhosa, diretor da Aneel que relatou o reajuste da Light.

    Segundo Pinto, dos aumentos na conta da Light neste ano, a empresa vai incorporar em seu caixa apenas um reajuste de 1,9%, sendo que o restante paga o aumento de custos. Ele conta que as empresas têm tido de contar com um capital de giro maior para sobreviver no mercado.

    — A expectativa é que 2016 seja um ano melhor, com um período úmido (chuvas) mais satisfatório e, naturalmente, esse acúmulo de despesas que são objeto de reembolso impactem menos a estrutura econômico-financeira das distribuidoras. O aumento agora cobriu dentro da expectativa mínima o reembolso de custos que incorremos nesse período — disse o presidente da Light.

    Segundo o executivo, o aumento da tarifa ajuda a elevar a taxa de inadimplência da empresa, embora não seja o único fator a pressioná-lo, diante da situação econômica atual.

    — (Comparando-se) a penalidade por atraso de pagamento da energia vis-à-vis um cartão de crédito ou a escola do filho, ficamos mais expostos por termos uma mora menor do que outros compromissos dentro do orçamento doméstico. A preocupação com inadimplência existe, sim, o aumento reforça isso, mas a tarifa de energia elétrica não é a única preocupação da Light com relação à inadimplência, mas a conjuntura como um todo — disse.

    Antes de definir o reajuste hoje, a diretoria da agência rejeitou requerimento da própria Light para que fossem incorporados ao reajuste custos futuros para a aquisição de gás para o acionamento da usina térmica Norte Fluminense. O pedido poderia implicar um aumento 0,4% maior, na tarifa média da empresa. A procuradoria da Aneel indicou ilegalidades no pedido.
    http://oglobo.globo.com/economia/con...ciais-17973204

  3. #3
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    BC abandona meta de inflação em 2016

    05 Novembro 2015 | 21h 00

    O Banco Central deixou de lado nesta quinta-feira a linguagem cifrada e quase sempre ambígua dos seus relatórios, atas e comunicados e tentou ser mais claro na sua comunicação.

    Passou, por exemplo, a admitir mais abertamente que empurrou por um ano o período de convergência da inflação para o centro da meta (4,5%). Até outubro ainda insistia em que entregaria a inflação no centro da meta no fim de 2016. Quando percebeu que foi ultrapassado pelos fatos, voltou ao hermetismo e às expressões confusas. Agora, declarou sem rodeios que a entrega da inflação no centro da meta ficou para 2017 - e não mais para “o horizonte relevante da política monetária” - horizonte sempre cambiante, como as partículas subatômicas.

    Foi o que garantiu, nesta quinta-feira, em entrevista coletiva à imprensa o diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes. As razões para o adiamento da convergência da inflação já eram conhecidas, mas ficaram mais explicitadas.

    A primeira delas foi o impacto produzido pela recomposição dos preços administrados, aqueles que dependem de decisão do governo. Essa carga sobre a inflação foi bem mais forte do que esperava o Banco Central, que não contava com reajustes tão altos das tarifas da energia elétrica e dos combustíveis. Aí, boa dose de sinceridade nunca é demais.

    Não mencionado por Altamir Lopes, dá para acrescentar entre as causas do adiamento o efeito inflacionário produzido também pela alta do dólar no câmbio interno, de mais de 50% apenas em 2015.

    O outro fator que levou o Banco Central a deixar para 2017 a convergência da inflação para a meta foi a enorme incerteza produzida pela área fiscal do governo federal. É um campo sobre o qual o Banco Central vinha pisando em ovos com salto alto, supostamente para não deixar em má situação o ministro da Fazenda da administração anterior, que dizia e repetia, com escancarada cara de paisagem, que tudo ia muito bem, obrigado, nas contas públicas.

    A última ata já mencionava as incertezas provocadas pelo emperramento do ajuste fiscal tanto no governo federal quanto no Congresso. Mas, nesse ponto, ainda falta clareza. Em vez de insistir em que “o balanço do setor tende a se deslocar para a zona de neutralidade” e coisas dessa ordem, o Banco Central seria mais bem entendido se dissesse de uma vez que há incertezas demais na área fiscal e que isso não ajuda a combater a inflação. Mas, ainda assim, que continua apostando em que as coisas acabem entrando nos eixos.

    O problema é que a lenga-lenga do governo e do Congresso deixa tudo nublado. Se, por exemplo, não sair a aprovação da CPMF, o governo será obrigado a puxar para cima a Cide, que é um tributo embutido no preço dos combustíveis. Seria injeção de alta dose de inflação na veia. Essa ameaça paira sobre os mercados dos preços, do câmbio e dos juros.
    http://economia.estadao.com.br/notic...volver,1791706

  4. #4
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    Dilma Rousseff decidiu intensificar a cruzada do governo pela aprovação da CPMF. Tocará cada vez mais no tema. Acredita que, "jogando mais luz" sobre a medida, obterá ajuda do setor privado para aprová-la no Congresso.

    Crise longa Em encontro fechado com empresários em Maceió, nesta quinta, a presidente incluiu 2017 no apelo para viabilizar o imposto. "Nós não vamos sair da crise sem a CPMF. É fundamental para 2016 e 2017, não para o governo, mas para o país".
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...no-dilma.shtml


    Com a energia política desviada para sua sobrevivência, todas as Propostas de Emenda Constitucional, projetos de lei e medidas provisórias de Dilma que visam o ajuste fiscal estão paradas no Congresso.

    As mais importantes são a chamada DRU, que desvincula o destino de 30% da arrecadação federal (o que deixaria o governo livre para cortar ou dirigir gastos a outras áreas) e a CPMF, que garantiria uma arrecadação extra de R$ 42 bilhões.

    Quem daria o cheque em branco da CPMF e mesmo as facilidades da DRU para Dilma neste momento?
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...desenhar.shtml
    Última edição por 5ms; 06-11-2015 às 09:55.

  5. #5
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    Preços administrados sobem de novo

    A inflação dos preços administrados voltou a acelerar em outubro por causa de itens como gás, gasolina, diesel, tarifa de ônibus, energia elétrica e conta de telefone. Na média, esses preços subiram 1,39% em outubro, de 0,91% em setembro. Em 12 meses, a alta é de 17,53%.

    A gasolina foi o principal item a puxar o aumento dos preços administrados e do IPCA. O consumidor passou a pagar, em média, 5,05% a mais pelo litro da gasolina, combustível de maior peso no índice, 3,83%. Apenas esse combustível foi responsável por 0,19 ponto percentual de um IPCA de 0,82%. A alta refletiu o reajuste nas refinarias determinado em 30 de setembro. Em 12 meses, a gasolina subia 17,93%.

    No diesel, cujo peso é 0,15%, os preços aumentaram 3,26%, refletindo, nas bombas, o reajuste de 4% nas refinarias, também em 30 de setembro. Em relação aos 12 meses, a alta está em 15,94%.

    O botijão de gás ficou 3,27% mais caro após ter subido 12,98% em setembro. Com isso, nestes dois meses, o GLP para uso residencial aumentou 16,67% nos pontos de distribuição ao consumidor, consequência do reajuste de 15% autorizado pela Petrobras nas refinarias, com vigência a partir do dia primeiro de setembro.

    A energia elétrica subiu 0,87% e já acumula alta de 52,30% em 12 meses.

    Na telefonia fixa, o acréscimo de 0,86% no valor das contas reflete aumentos entre 5,50% e 7,20% ocorridos sobre as tarifas de fixo para móvel em 2 de outubro. Quanto à telefonia celular, a elevação de 0,50% se deve a reajuste praticado por uma das operadoras.

    O ônibus intermunicipal subiu 0,84% por conta também de reajustes autorizados.

    Serviços

    A inflação de serviços, por sua vez, desacelerou, de 0,66% em setembro para 0,62% em outubro e agora acumulou 8,34% em 12 meses. Ambas as taxas, mensal e anual, estão abaixo do IPCA.

    Em outubro, a principal desaceleração ocorreu em passagem aérea, de 23,13% para 4,01%. Por outro lado, alimentação fora do domicílio aumentou de 0,77% para 0,93%.
    http://www.valor.com.br/brasil/43043...vo-aponta-ibge

  6. #6
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    Angry Inflação de dois dígitos em 5 das 13 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE

    IPCA acumulado nos últimos 12 meses:

    • Curitiba (11,52%) (*)
    • Goiânia (11,19%)
    • Porto Alegre (10,49%)
    • São Paulo (10,45%)
    • Fortaleza (10,02%)


    (*) A inflação da região metropolitana de Curitiba supera 10% também nos dez primeiros meses de 2015.


    06/11/2015 às 10h50

    A inflação já estourou a marca de dois dígitos em cinco das 13 regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no acumulado dos últimos 12 meses. Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,82%, a maior taxa para o mês desde 2002, quando atingiu 1,31%.

    Curitiba (11,52%), Goiânia (11,19%), Porto Alegre (10,49%), São Paulo (10,45%) e Fortaleza (10,02%) registram o maior avanço de preços em 12 meses. A região metropolitana de Curitiba é a única a chegar à marca de 10,12% também na soma dos dez primeiros meses do ano.

    Em outubro, a maior aceleração dos preços ocorreu em Brasília. Na capital federal a inflação subiu 1,24% no mês refletindo a alta de 23,08% em ônibus urbano, cujas tarifas foram reajustadas em 33,34% no fim de setembro.

    A alta de 5,05%, em média, do preço da gasolina afetou principalmente as regiões metropolitanas de São Paulo e Curitiba, cujos custos com o combustível subiram 6,21% e 6,12%, respectivamente.

    Em São Paulo a inflação acelerou de 0,71% em setembro para 0,99% em outubro. Além da gasolina, a região sofreu outros impactos como o aumento de 1,06% na conta de luz.

    De acordo com o IBGE, o menor IPCA para o mês de outubro foi registrado no Rio de Janeiro, onde os preços subiram 0,59%. A taxa, contudo, foi mais expressiva do que a de setembro, quando a alta correspondeu a 0,49%. Nessa região metropolitana, os alimentos consumidos em casa tiveram elevação de 0,02%, abaixo da média nacional, de 0,68%.
    http://www.valor.com.br/brasil/43044...adas-pelo-ibge

  7. #7
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    Bandeira vermelha eterna?

    Por Maria Inês Dolci
    06/11/15

    Não basta o tarifaço nas contas de luz, provocado pela inabilidade do governo federal, agora querem usar a bandeira tarifária com forma de compensar a inadimplência. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a continuar as chuvas no Sul do País, em abril e maio de 2016, poderia suspender a cobrança da bandeira vermelha, que significa acréscimo mensal de R$ 4,50 na conta para cada 100 kWh consumidos.

    Mas as empresas alegam que além das chuvas, outros fatores influenciam na determinação da cor das bandeiras. Não faz sentido, se elas foram criadas para cobrir o custo das termelétricas (que usam gás, carvão ou óleo combustível), acionadas quando falta chuva e os níveis dos reservatórios das hidrelétricas ficam reduzidos.

    Além das bandeiras tarifárias, o consumidor também é prejudicado pelo modelo regulatório da energia no Brasil. Não há concorrência e não podemos escolher a concessionária, deixando-nos cativos das companhias que atuam em cada região.

    É impressionante como no Brasil se cria determinado tributo ou alguma forma de onerar o consumidor alegando ser temporário e depois se eterniza e, inclusive, se desvirtua o uso para o qual a arrecadação foi criada. Isto é um abuso.
    http://mariainesdolci.blogfolha.uol....rmelha-eterna/

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